Vesícula Vitelina



Tem origem , em parte , no endoderma. A sua função é armazenar substâncias nutritivas (vitelo) para o embrião durante o seu desenvolvimento. Mas , nos mamíferos, isso não é necessário e, por isso, ela se atrofia gradativamente , até o quase completo desaparecimento. Na época do parto, ele está , juntamente com o alantoide, reduzida a vestígios na estrutura do cordão umbilical. Convém ressaltar , no entanto, que, durante as primeiras semanas do desenvolvimento embrionário, esse anexo ainda é razoavelmente grande para o concepto( face às minúsculas dimensões deste) e se apresenta como o primeiro órgão hematopoético (formador de sangue), pois é ali que vão ser formadas as primeiras hemácias do embrião. Depois, essa função será delegada ao mesênquima ; mais tarde , ao fígado e ao baço. Após o nascimento do indivíduo , esta função é desempenhada exclusivamente pela medula  óssea vermelha. Nos animais ovíparos, que são provenientes de óvulos telolécitos , a vesícula vitelina é muito grande e presta enorme serviço ao embrião como reserva nutritiva durante todo o seu desenvolvimento. É uma estrutura membranosa de origem ectodérmica, em forma de grande bolsa, que envolve todo o concepto. Essa bolsa acumula gradativamente um líquido claro chamado líquido aminótico , no qual fica mergulhado o embrião.  É um anexo de proteção que impede não só a infecção do organismo em formação por micróbios provenientes do meio externo , como atenua qualquer abalo ou   traumatismo que, atingindo o ventre materno, possa alcançar o embrião. No mecanismo da evolução das espécies , o âmnio veio desempenhar papel decisivo para a libertação dos vertebrados m relação à água no seu processo de desenvolvimento. Quando surgiram os vertebrados tipicamente terrestres (répteis e aves), seus embriões já se desenvolviam no interior de uma bolsa cheia de líquido, que lhes dava (dentro do ovo) a mesma condição que tinham os embriões de espécies menos desenvolvidas no meio aquático. Eles ficavam , assim, mergulhados em líquidos , não ocorrendo o risco de sofrer desidratação. Nos mamíferos , o embrião não se forma dentro de um ovo com casca, mas no interior do ventre materno. Ainda assim, o âmnio , co se líquido , confere-lhe um ambiente de certa forma semelhante ao dos seus primitivos precursores na história da Evolução. Os animais que desenvolvem o âmnio durante a sua embriogênese denominam-se amniotas. Compreendem répteis , aves e mamíferos. Os que não o formam são chamados anamniotas . Assim são os peixes e anfíbios . Nos mamíferos , o âmnio se rasga na ocasião do parto, permitindo a passagem através de si do feto e dos outros anexos embrionários, com os quais é também eliminado.


Ouvido Interno



É também chamado de labirinto. Apresenta-se dividido em duas partes : o vestíbulo e o caracol ou cóclea. O vestíbulo é formado por três canais semicirculares dispostos em ângulo reto , que se abrem numa dilatação - o utrículo. O interior desses canais e dessa dilatação é totalmente "atapetado" por um epitélio ciliado cujas células têm intimo contato com filetes nervosos. Há um líquido que preenche essas cavidades , no qual estão flutuantes cristais de carbonato de cálcio - os otólitos. Conforme a posição da cabeça do indivíduo (ou os movimentos bruscos que ele realize), os otólitos roçam os cílios de uma região daquele  epitélio " atapetado" . Os filetes nervosos que contatam aquela área transmitem o "aviso" ao cerebelo e este interpreta a posição em que o indivíduo se encontra. Esses filetes se reúnem e formam o nervo vestibular ( ramo do nervo acústico) que vai ter ao cerebelo. Por isso é que dissemos que o cerebelo responde pelo equilíbrio do corpo. Quando há inflamação do ouvido interno ou labirinto (labirintite), esses estímulos não são percebidos e transmitidos , e a pessoa apresenta perda da noção do equilíbrio corporal. A cóclea ou caracol é a parte do ouvido interno que responde pela capacidade de audição. Está ligada também a uma dilatação - o sáculo. Tem a forma de um conduto espiralado , enrolado em torno de um eixo. Encerra os chamados órgãos de Corti, responsáveis pela percepção dos sons e ruídos. A cóclea é como um túnel de três andares. As ondas sonoras sobem pelo caracol através da rampa ascendente (andar de cima) até o vértice da espiral. Depois descem pela rampa descendente (andar de baixo) , indo desembocar novamente no ouvido médio. Durante esse trajeto , essas vibrações se transmitem ao andar médio, fazendo trepidar a membrana tectória, que , por sua vez , movimenta os cílios das células dos órgãos de Corti. Isso estimula os dendritos das fibras nervosas que daí partem e se reúnem para formar o nervo coclear (outro ramo do nervo acústico) , que vai terminar no centro da audição , no cérebro. Como você vê , o nervo acústico é formado pela reunião dos filetes do nervo vestibular (que vão terminar no cerebelo) com os do nervo coclear (que vão terminar no cérebro). Nos invertebrados, existem estruturas precárias , chamadas estatocistos, que são pequenas vesículas contendo grãos de carbonato de cálcio, as quais atritam células ciliadas , dando-lhes também a noção de posição do corpo.   Nos insetos , já começa a surgir uma membrana com função de tímpano, cuja vibração é captada por células sensoriais. Assim, eles percebem alguns sons. Nos vertebrados, o ouvido começa a mostrar o seu desenvolvimento. Os peixes já possuem um labirinto com canais semicirculares e uma lagena , estrutura correspondente ao caracol , porém não é enrolada em espiral. Só a partir dos répteis é que a cóclea toma a sua trajetória efetivamente helicoidal. Nos peixes , a linha lateral, uma faixa pigmentada no sentido do comprimento , a cada  lado do tronco, encobre canais internos contendo células ciliadas. Por aberturas nessas faixas , a água circula pelos canais internos e transmite as vibrações às células ciliadas , de tal forma que o peixe percebe até mesmo as vibrações sonoras que se transmitem pela água , graças à linha lateral. Nas aves , começa-se a notar um pavilhão auricular precário. Mas a orelha (pavilhão auricular) só se desenvolve , mesmo , nos mamíferos.

O Pai Dos Pobres



Marlene ou Emilinha Borba , Jânio ou Ademar de Barros , Pelé ou Mané Garrincha. Acima de todos, Getúlio Vargas. Fãs, eleitores e torcedores nutriam verdadeira veneração por seus astros , fossem eles cantores , líderes políticos ou jogadores de futebol. As rivalidade , muitas vezes alimentadas para despertar ainda maior atenção , dividiam a opinião pública. Uma jogada de classe , um trejeito maroto ou uma frase de efeito rendiam horas de discussões intermináveis . Eram tempos das massas. Durante a democracia populista, de outubro de 1945 e março de 1964 , o Brasil teve quatro eleições presidenciais e dez presidentes , dos quais três foram depostos , dois eram vice-presidentes , quatro assumiram interinamente, um renunciou e outro suicidou-se no exercício do poder. Apenas dois completaram seus mandatos , apesar das corriqueiras ameaças de golpes de Estado . Destes últimos , apenas um era civil. A continuidade com o período anterior é evidente. No plano político , o populismo apresentava-se democrático , repleto de partidos e lideranças carismáticas , capazes de arrastar multidões a seus comícios e pronunciamentos. A ausência de um setor hegemônico era compensada , mais uma vez , pelo papel de árbitro que o Estado tinha de desempenhar. No entanto, com o voto , a população podia influir na composição das elites e nos destinos do país. Em termos econômicos buscava-se o desenvolvimento nacional pela industrialização , orientada pelo modelo econômico de substituição de importações. Do ponto de vista social , a crescente participação das classes trabalhadoras , a urbanização e as crises periódicas ampliaram a demanda social e as reivindicações trabalhistas. No conjunto , a sociedade brasileira experimentou um período de intensa politização e mobilização . Ainda sob a tutela do Estado.  A constituição aprovada em setembro de 1946 garantia a independência dos poderes (Executivo , Legislativo e Judiciário), restringia o direito de voto aos alfabetizados maiores de 18 anos, mantinha o imposto sindical obrigatório, reconhecia o direito de greve e estimulava o mandato do presidente em cinco anos sem direito a reeleição. Em linhas gerais, era bastante semelhante à Constituição de 1934 , também orientada pelos princípios liberais e democráticos. A democracia recém-instaurada seria refém de ameaças de golpe por parte dos setores mais reacionários do jogo político nacional. Uma espécie de recurso que visava compensar eventuais perdas eleitorais e concessões aos grupos populares.

A Circulação Dupla



Para quem já sabe sobre conceitos de circulação aberta e circulação fechada; de circulação incompleta e circulação completa, agora vai distinguir a circulação simples da circulação dupla. A circulação sanguínea nos peixes, você pode observar que o sangue circula pelo coração é unicamente venoso. Do coração , ele é propulsionado para as brânquias, onde é oxigenado e, depois , dali mesmo, ele segue para todo o corpo do animal, só voltando ao coração quando já está novamente venoso. O na circulação dupla, ocorre com os demais vertebrados e é mais desenvolvida nos mamíferos e nas aves , nós observamos que o sangue segue dois circuitos contínuos : um , que vai do coração para todas as partes do corpo , voltando novamente ao coração ; outro , em que o sangue vai do coração aos pulmões e retorna ao coração . O primeiro desses circuitos é a grande circulação, enquanto o segundo circuito é a pequena circulação. Na grande circulação (circulação sistêmica), o sangue oxigenado parte do ventrículo esquerdo pela artéria aorta , é distribuído (através de numerosas ramificações da aorta) para a cabeça , os braços , o tronco , as vísceras abdominais e para as pernas , voltando depois, já pobre em oxigênio mas com elevado teor de dióxido de carbono, pelas veias cava inferior (sangue venoso que vem das pernas e dos órgãos abdominais) e cava superior (sangue venoso que vem da cabeça e dos braços), chegando ao átrio direito. Na pequena circulação (circulação pulmonar), o sangue carbonado ou venoso parte do ventrículo direito pela artéria pulmonar , que se ramifica logo em seguida em dois troncos- um que vai para o pulmão direito , outro que vai para o pulmão esquerdo. Nos pulmões, esses troncos se ramificam até formar uma vasta rede de capilares ao nível dos alvéolos . Ocorre a hematose , e o sangue que volta dos pulmões já está novamente oxigenado. Ele retorna ao coração por quatro veias pulmonares, que se juntam duas a duas , desembocando no átrio esquerdo. Ao longo do seu trajeto , a aorta emite os seguintes ramos: coronárias (para o miocárdio), carótidas (para a cabeça), subclávias (braços), gástrica (estômago), hepática (fígado) , pancreática (pâncreas), mesentéricas (intestinos), renais (rins) , esplênica (baço) , pudentas (órgãos genitais) e ilíacas (membros inferiores).



A Eliminação Dos Resíduos Do Metabolismo


Vamos começar com uma indagação : como ficaria a nossa casa ao fim de um ano inteiro se todo o lixo nela acumulado nunca fosse posto para fora?  Naturalmente, procuramos sempre nos descartar dos detritos ou resíduos daquilo que comemos ou simplesmente utilizamos nas nossas atividades diárias dentro de casa. É assim que a mantemos limpa , em condições de nos oferecer saúde e bem-estar. O mesmo sucede com os organismos. Em consequência das reações químicas que se passam no interior das células , resultam resíduos inúteis ao organismo , muitas vezes dotados de toxicidade , que devem ser eliminados. Sabemos que, do metabolismo dos carboidratos (açúcares) e lipídios (gorduras) , os principais produtos finais são o dióxido de carbono (CO2) e a água (H2-). O primeiro é descartado através dos órgãos respiratórios (pulmões , brânquias e pele). A água , por sua elevada importância para a célula, fica conservada em grande parte no organismo. Somente o excesso dela é eliminado , o que pode ser feito através da urina, do suor , de diversas secreções ou mesmo sob a forma de vapor , por meio da expiração. Entretanto, o metabolismo não se faz unicamente à custa de carboidratos e lipídios. Também as proteínas são metabolizadas . Como estas últimas são formadas de aminoácidos (substâncias que possuem um grupamento amina : NH2), do seu metabolismo resultam , além do CO2 e da água , produtos nitrogenados , como a amônia , a ureia, o ácido úrico , os uratos e outros , que não podem ser eliminados pelos pulmões. Surge , então, a necessidade de um outro tipo de sistema capaz de realizar essa função . É aí que surgem os sistemas excretores. Na estrutura da pele , encontram-se as glândulas sudoríparas , que se abrem diretamente na superfície da pele.  Pelas secreções dessas glândulas , ocorre também a eliminação de ureia , ácido úrico, água e sais, o que alivia bastante o trabalho dos rins. Você já deve ter observado que, em dias quentes , quando se verifica intensa sudorese (produção de suor) , a produção de urina (diurese) torna-se menor. Já em dias frios, quando a sudorese diminui, os rins arcam com a sobrecarga de trabalho - a diurese aumenta muito.


A Circulação Aberta ou Lacunar



A circulação aberta é observada em grande número de invertebrados; aliás , na maioria deles. Consta de um grande vaso dorsal mostrando diversos estrangulamentos que se situam entre dilatações contráteis. Mais comumente, observam-se de cinco a sete dessas lacunas contráteis que propulsionam o sangue. Eles procedem como diversos "corações" rudimentares em fila. Mas há um órgão bem definido que se possa considerar como um coração propriamente dito. O sangue segue pelo grande vaso dorsal até a parte anterior , junto à cabeça, onde se derrama pelos tecidos, já que  esse vaso dorsal é aberto. Sob pressão , o sangue circula em contato direto com as células , fora de qualquer tipo de vaso. Ainda por pressão , ele é recolhido nas regiões posteriores do organismo pelo mesmo vaso lacunoso dorsal , através de um sistema válvula. Assim, o sangue retorna ao meio intravascular , para de novo ser propulsionado em direção à parte anterior do corpo. A circulação lacunar ou aberta é lenta e precária . Por isso , ainda mesmo entre os invertebrados , a Natureza iniciou um aprimoramento : criou a circulação fechada, já existente nos anelídeos (minhocas e sanguessugas) e nos moluscos cefalópodos (polvos e lulas).

Circulação e Transporte



Vamos estudar os sistemas responsáveis pela condução dos líquidos que "transportam" substâncias nutritivas e metabólicas, bem como gases respiratórios , de um ponto para outro distante, num mesmo organismo. Entretanto, é importante salientar que, nas plantas , essas vias de transporte conduzem apenas substâncias nutritivas , mas não gases respiratórios , uma vez que, nelas , a respiração se faz diretamente por difusão célula a célula. Já nos animais , o sangue , principal veículo de circulação interna, desempenha numerosas funções , tais como: Aporte do oxigênio, desde os órgãos respiratórios até os tecidos do corpo , e condução do dióxido de carbono dos tecidos aos órgãos respiratórios (pulmões , pele e brânquias). Distribuição dos nutrientes absorvidos ao nível das vias digestivas a todas as células do corpo. - Transporte dos produtos finais do metabolismo até órgãos especializados de excreção (rins e outros). - Oferecimento de água e sais ou retirada de tais substâncias dos tecidos e das células , mantendo o equilíbrio hidrossalino , do qual dependem complexos mecanismos , como a regulação iônica e eletrolítica, de importância fundamental para a manutenção da vida. - Distribuição de hormônios que coordenam a atividade de tecidos , órgãos e outras glândulas a distância , assim contribuindo para uma atividade integradora de todo o organismo. - Imunização , conduzindo anticorpos e células especializadas (leucócitos) no combate aos agentes externos que invadem o organismo.  Manutenção da temperatura corpórea dentro dos limites considerados "ótimos" para a atividade das enzimas intracelulares , nos animais homeotérmicos (aves e mamíferos). Em algumas dessas funções , o sangue não atua sozinho. Existe , também , a circulação linfática , que participa intensamente na atividade imunológica e no transporte de alguns nutrientes. Portanto, no presente estudo , vamos distinguir a circulação (compreendendo circulações sanguínea e linfática) como uma característica dos animais , e o transporte (bem mais simples), ocorrendo nas plantas.


Breve Histórico Sobre A Situação da Alemanha



Ao contrário da unificação italiana , a unificação alemã foi trabalho de toda uma nação. Foi a Prússia que, graças à habilidade política de Bismarck e seu exército , impôs o processo de unificação.  A Confederação Germânica (Alemanha) era formada por 39 Estados que faziam parte de uma confederação dominada pela Áustria , que soube se impor como potência sobre toda a região germânica. O mais importante dos Estados alemães era a Prússia. Os seus territórios se estendiam da fronteira francesa até a polaca. A Prússia dispunha  de uma rede ferroviária que se alargava por toda a Germânia , e este foi um fator importante no processo de unificação . Outro fator que favoreceu a unificação foi o fato da Alemanha possuir minas de carvão na região do Ruhr , que constituíam a base de uma indústria que, em poucos decênios, tornou-se uma das mais grandiosas do mundo! Temos ainda a rica burguesia industrial prussiana , que ajudou a estabelecer o Zollverein , união aduaneira cujo objetivo era eliminar barreiras alfandegárias. O Zollverein colaborou para promover o Estado capitalista e o crescimento industrial da Prússia e demais Estados germânicos. Os outros Estados germânicos (entre eles a Áustria) conservavam uma estrutura agrícola. A Prússia possuía ricos senhores proprietários de terras e terrenos , partidários da tradição do poder , entre eles os junkers (nobre família alemã), que se dedicavam à carreira militar e aos serviços do Estado . Essa burguesia industrial e militar alemã se tornaria , em pouco tempo, uma das mais capazes da Europa no ano de 1861, subiu ao trono Guilherme I, rei da Prússia , que nomeou como ministro , em 1862, Otto Von Bismarck , com ótimos dotes políticos. Homem de caráter autoritário e orgulhoso, típico elemento dos junkers , Bismarck recebeu o nome de "Chanceler de Ferro".

A Localização Industrial



A localização das indústrias esteve relacionada durante muito tempo à proximidade das jazidas de matérias-primas , do mercado consumidor ou do litoral (no caso das indústrias voltadas para o mercado externo ou dependentes de matérias-primas importadas). Esse padrão de localização marcou a Primeira e a Segunda Revolução Industrial. Com o tempo , setores que tradicionalmente se instalavam ao lado das jazidas de matérias-primas , como o siderúrgico , o metalúrgico e o petroquímico , ganharam relativa mobilidade espacial com a evolução da capacidade de transporte de produtos pesados. A indústria de produção de alumínio, por exemplo, que consome enorme quantidade de energia elétrica , sempre se instalou perto das grandes usinas geradoras .  Atualmente , o aprimoramento do transporte de energia permite outras possibilidades de instalação ao setor. Mesmo as indústrias de bens de consumo que se desenvolvem próximo aos grandes mercados urbanos tendem a ser descentralizadas. Essas empresas têm se deslocado para regiões menos saturadas e que apresentam custos (de infra-estrutura e mão-de-obra, por exemplo) mais baixos.  Nas décadas de 1960 e 1970 foram criados , nos países desenvolvidos , os pólos tecnológicos ou tecno pólos - regiões onde se concentravam as atividades de desenvolvimento de produtos que incorporam alta tecnologia - , situados próximos a universidades e institutos de pesquisas , com apoio e empresas e verbas governamentais. Essa nova concepção industrial surgiu nos Estados Unidos e depois se estendeu para o Japão , os países da União Europeia , os Tigres Asiáticos e, mais recentemente, ao Brasil , entre outros.



O Desenvolvimento Sustentável



O conceito de Desenvolvimento Sustentável começou a ser elaborado em 1973 , um ano depois da Conferência de Estocolmo; no entanto. Esse conceito alcançaria projeção internacional apenas em 1987, com a divulgação , pela ONU , do relatório "Nosso Futuro Comum". Esse conceito parte do princípio de que o atendimento às necessidades básicas das populações , no presente , não deve comprometer os padrões de vida das gerações futuras. A utilização de recursos deve ocorrer de acordo com a capacidade de reposição da natureza, de forma que o crescimento econômico não venha a agredir violenta e irreparavelmente os ecossistemas e possa , ao mesmo tempo, reparar os graves problemas sociais. A viabilização do desenvolvimento sustentável exige também o estabelecimento de políticas governamentais , ações empresariais e da sociedade civil ; exige a elevação do nível de vida significativa da população da Terra , que vive em condições da população da Terra , que vive em condições subumanas ; exige , por fim , a modificação dos padrões de consumo das sociedades do mundo desenvolvido , as quais devem diminuir a demanda por recursos da natureza e a produção de resíduos sólidos , líquidos e gasosos. Ao analisarmos os padrões de crescimento econômicos dos países desenvolvidos e considerando o modelo de desenvolvimento capitalista , o qual supõe um aumento constante na produção de mercadorias e na geração de serviços, a expressão "desenvolvimento sustentável ou sustentado" parece até contraditória . "Desenvolver" , na concepção do sistema capitalista , quase sempre significou "crescer economicamente explorando ao máximo o que a natureza pode oferecer , sem se preocupar com o que esse crescimento produz em termos de dejetos , de lixo". De fato, a implantação de linhas de ação que estimulem um desenvolvimento cuja prioridade seja a diminuição da pobreza , da desigualdade social e a conservação do ambiente , exige mudança nos mecanismos de distribuição da riqueza gerada pelo crescimento econômico , o que , por sua vez , exige alterações nas relações de trabalho , na estrutura fundiária, na arrecadação de impostos e na aplicação dos recursos governamentais , sobretudo no mundo subdesenvolvido. Exige , também , modificações nos atuais padrões de produção de mercadorias , seja na agricultura, onde agrotóxicos são utilizados em larga escala , seja na indústria , que lança milhares de toneladas de dejetos no ambiente.

Relevo, Atividades Humanas e Questões Ambientais



As formas de relevo podem facilitar ou dificultar o desenvolvimento das atividades humanas. Muitas vezes tornam-se obstáculos naturais , que dificultam as comunicações, as atividades agrícolas e a instalação de comunidades humanas. A construção de pontes, túneis , elevados e estradas são alguns dos recursos utilizados pela engenharia para transpor os obstáculos naturais do relevo. Tanto as obras de engenharia como o desenvolvimento de outras atividades (minerais e agricultura) devem levar em conta as características socioambientais do lugar em que será realizadas. Numa área urbana, por exemplo, precisam ser considerados os mananciais e as áreas  mais baixas , muitas vezes , de grande proporção , sobretudo se as várzeas dos rios e córregos estiverem ocupadas por construções. É preciso planejar planejar adequadamente as construções urbanas para evitar danos ao ambiente e prevenir acidentes. O relevo também exerce influência na pecuária e nas atividades agrícolas. O gado de corte , por exemplo, deve ser criado preferencialmente em áreas de relevo plano, pois esse é um dos procedimentos utilizados para a carne ficar mais macia. Na agricultura comercial comercial , o relevo plano- ou sem grandes irregularidades - favorece o uso de máquinas , para preparo do solo, e de colheitadeiras mecânicas.  Nas plantações em áreas montanhosas ou em fortes declives , devem ser empregadas técnicas que não acentuem a erosão dos solos , como o terraceamento. Nesse caso, a cobertura vegetal impede ou ameniza a mão erosiva causada pela água da chuva. Se essas áreas estiverem desprovidas de vegetação, a água da chuva , que escoa em forma de enxurrada , carrega grande quantidade de terra , o que aumenta a possibilidade de surgirem voçorocas (grandes crateras) no terreno. Além disso, os deslizamentos de terra podem formar ravinas (gargantas esculpidas nos barrancos).



Estrutura Fundiária Nos Países Subdesenvolvidos


Do ponto de vista econômico , a produção de cana, soja , café , cacau , algodão e outros produtos típicos da agricultura dos trópicos não se adapta à pequena propriedade. Essas culturas exigem solo, clima e relevo adequados e grandes extensões cultivadas para que o empreendimento seja rentável e competitivo. A  concentração fundiária , explicada pelo passado colonial , ganhou destaque um retoque de modernidade com a Revolução Verde e a mecanização rural.  A Revolução Verde excluiu ainda mais os pequenos proprietários , incapacitados financeiramente para adquirir a parafernália tecnológica que ela trouxe consigo: herbicidas, pesticidas , adubos químicos , máquinas e outros implementos agrícolas. Ela também não incentivou a agricultura voltada para o mercado interno, que não gera divisas no Comércio Exterior. Na maior parte dos países subdesenvolvidos do planeta , o desenvolvimento tecnológico da Revolução Verde resultou em concentração fundiária e marginalização do trabalhador rural.  Não foi por acaso que várias rebeliões e revoluções populares nas últimas duas décadas do século XX tiveram como lema e reforma agrária. A necessidade de reformas na estrutura de produção agrícola e de redistribuição da propriedade rural são aspectos que precisam ser atendidos simultaneamente e são urgentes nos países subdesenvolvidos. O caso do México é exemplar. Foi o primeiro país a realizar reforma agrária na América Latina. Mas a ampla reforma agrária implantada a partir de 1934 e as leis que limitavam o tamanho da propriedade rural tornaram-se obsoletas com o tempo e hoje os conflitos agrários estão novamente na ordem do dia . A guerrilha em Chiapas , no sul do país, retoma agrária e conta com o apoio de milhares de famílias camponesas mexicanas. A reforma agrária é um processo mais amplo que a simples redistribuição de terras. Criar as condições para que o trabalhador rural torne-se proprietário e possa produzir sua própria subsistência é apenas o primeiro passo de um conjunto de medidas que incluem assessoria técnica e administrativa, inclusive um sistema de crédito especial. Cabe ao Estado , enfim , estimular e garantir a produção agrícola dos pequenos agricultores e criar os mecanismos necessários para colocá-los no mercado. Aliás, muito mais que isso já foi e é feito para os grandes proprietários e para as empresas rurais mediante mecanismos de crédito a juros mais baixos, outros subsídios e medidas protecionistas. Outro exemplo de reforma agrária que fracassou na América Latina é o da Bolívia, promovida na década de 1950. Hoje , cerca de 80% dos estabelecimentos agrícolas pertencem a menos de 3% dos proprietários rurais do país. A ausência de apoio e de uma política agrária , permanente , que valorize os pequenos proprietários , faz com que a distribuição de terras não tenha consistência e os lotes distribuídos acabam sendo vendido ou abandonados pelos pequenos agricultores, que não têm condições de tornar a terra produtiva nem seus produtos competitivos no mercado.


Aspectos da Nova Divisão Internacional do Trabalho



Os países desenvolvidos concentraram o capital financeiro , a produção de mercadorias industriais de alta tecnologia (informática e telecomunicações, por exemplo) e as sedes das multinacionais . As empresas multinacionais que trabalham com o sistema de subcontratação mantêm, para si mesmas, as atividades vinculadas à criação de novos produtos , ao design e ao marketing e também à comercialização e administração de todas as etapas de produção , desde a escolha do tipo de matéria-prima a ser utilizada até a distribuição do produto final. Os países subdesenvolvidos respondem pelas atividades produtivas que exigem tecnologia menos sofisticada , por exemplo, pela produção de matérias-primas e de produtos industrializados das multinacionais que neles se estabelecem ou aí contratam empresas comandadas por elas. Dessa forma, estruturam-se redes mundiais de produção e distribuição de mercadorias controladas pelos grandes grupos multinacionais. É importante salientar que, nessa etapa do sistema capitalista , com a globalização econômica e financeira , coexistam a DIT clássica - caracterizada pelas relações econômico-comerciais entre os países desenvolvidos (também chamados de centrais)  e  os subdesenvolvidos não-industrializados(também chamados de periféricos) - e a nova DIT- caracterizada pelas relações entre os países desenvolvidos (centrais) e os países subdesenvolvidos industrializados (chamados de semi-periféricos). Em algumas classificações são incluídos como semi-periféricos os países com as chamadas "economias de transição" do Leste europeu , como Romênia , Bulgária , Eslováquia, Hungria , Polônia e mesmo a Rússia, além dos países que não apresentam uma atividade industrial diversificada , como Chile e Venezuela. 


As Capitanias Hereditárias



Em 1534 , a Coroa portuguesa resolveu lançar mão de um sistema de colonização já desenvolvido nas ilhas dos Açores e da Madeira , denominado capitanias hereditárias , visando atrair investimentos privados. Nesse sistema , particulares recebiam grandes extensões de terras , sendo encarregados de promover o povoamento , realizar a exploração econômica e exercer o governo, o comando militar e os poderes de justiça. A posse desses direitos e das terras concedidos ao capitão donatário eram indivisíveis , hereditários e inalienáveis , mas ele podia conceder sesmarias , lotes de terras que deveriam ser desenvolvidos economicamente por seus colonos. Os sistemas de capitanias não garantiu aos portugueses o domínio das novas terras. Conflitos com tribos indígenas e certo desinteresse demonstrado por alguns donatários , que nem sequer vieram conhecer suas capitanias, provocaram o fracasso da experiência colonizadora. Mas a principal dificuldade estava em estabelecer uma atividade econômica estável que sustentasse a ocupação e o povoamento . Mutos donatários também não conseguiram administrar suas capitanias , pois arcavam sozinhos com a responsabilidade de segurança , administração , entre outras. A extração de pau-brasil dependia da disposição do indígena que, como vimos anteriormente , tinha outras referências de cultura e de civilização. Por mais que o trabalho eventual de derrubada das árvores de pau-brasil estivesse integrado à vida dos nativos , em pouco tempo o recebimento de bugigangas europeias deixou de despertar seu interesse. Apenas as capitanias de Pernambuco e São Vicente tiveram desempenho satisfatório, resultado da implementação mais sistemática do cultivo da cana-de-açúcar , o que já apontava a solução para o controle efetivo das novas possessões.

Ipselodontes


São os incisivos de crescimento contínuo dos roedores e lagomorfos (os lagomorfos compreendem coelhos e lebres, animais que até há pouco tempo eram classificados como (roedores) . Se tais dentes não forem desgastados frequentemente, eles crescem a ponto de impedir o animal de fechar a boca. Daí o hábito de roer. Quanto ao número de dentições , espécie pode ser classificada como adonte , monofiodonte , difiodonte o polifiodonte. São adontes os animais que não possuem nenhuma dentição, isto é , não tem dentes . Assim são as aves atuais (as arqueórnitas ou aves pré-históricas possuíam dentes), os anfíbios (sapo, rã , perereca), as tartarugas (elas possuem apenas um bico córneo , às vezes com bordos serrados) e, entre os mamíferos , as baleias (são dotadas apenas de barbatanas , ou seja , lâminas córneas implantadas no céu da boca). Quanto aos animais monofiodontes , eles possuem apenas uma dentição. O golfinho se enquadra neste caso. Diz-se que a espécie é difiodonte quando possui duas dentições: uma , decidual (dentição de leite)  , e outra , definitiva. A espécie humana , a dentição de leite é composta de apenas 20 dentes. Mas a dentição definitiva contém 32 dentes. Os animais polifiodontes têm sorte de formar várias dentições. Caem uns dentes , nascem outros... São polifiodontes peixes, cobras, jacarés e lagartos. No estudo dos órgãos anexos à boca , já vimo as glândulas salivares e os dentes. Vamos ver , agora , a língua. A língua é um órgão musculoso revestido por um tecido do epitelial formado de várias camadas e apresenta-se presa pela sua extremidade posterior ao osso hioide. Ela participa da mastigação (mantendo o alimento na deglutição (ato de engolir), contribui para a articulação das palavras e é o órgão responsável pela percepção do paladar. Por tantas funções e de tamanha importância , a língua é inervada por dois pares de nervos cranianos (que vêm diretamente do encéfalo)- o glossofaríngeo e o hipoglosso. Na superfície da língua , localizam-se as papilas , que percebem o tato e o gosto dos alimentos . 


Reforma Agrária e Geração de Renda




Além dos conflitos e das convulsões sociais constantes , a concentração da propriedade da terra é responsável por uma variedade de relações de trabalho no meio rual. O arrendamento (aluguel) e a parceria (pagamento em espécie pelo uso da terra em cotas estipuladas entre o parceiro e o proprietário), para citar duas modalidades bastante difundidas , obrigam o agricultor a dividir o resultado de seu trabalho com o proprietário da terra. Essas formas de relações de trabalho no mundo subdesenvolvido tornam pouco estimulante e economicamente inviável à melhoria da qualidade e da produtividade agrícola , para aqueles que de fato trabalham a terra.  Assim, a reforma agrária também deve ser vista como geradora de ocupação de mão-de-obra nos países subdesenvolvidos , principalmente naqueles que apresentam um percentual significativo da população economicamente ativo no setor primário. Além de geradora de emprego e de renda , que dinamiza o restante da economia , a reforma agrária constitui a única forma possível de diminuir o êxodo rural , que pressiona o mercado de trabalho urbano e agrava a crise social das cidades. A agropecuária no Brasil apresenta duas faces diferentes. Uma - denominada agronegócio (agribussiness) - é a modernidade e da elevada produtividade, que a coloca entre as mais competitivas do mundo, apesar das barreiras encontradas pelos produtos agrícolas brasileiros nos principais mercados internacionais. Outra se caracteriza pela miséria dos trabalhadores rurais, que perdem seus empregos e suas terras e tornam-se incapazes de prover a própria subsistência. A safra brasileira de grãos e as exportações de carne bovina . Suína e de frango t^m registrado sucessivos recordes nas três ultimas décadas. Em 2004 , o setor agropecuário respondeu por 42% das exportações do país e por 34% do PIB (Produto Interno Bruto). O Brasil tem um dos maiores rebanhos bovinos do mundo e várias medidas foram tomadas para melhorar a qualidade do gado e erradicar doenças que impediam a colocação do produto no mercado internacional , devido às barreiras sanitárias. Foi efetivo , por exemplo, o combate à febre aftosa , inclusive com destruição de rebanhos contaminados. Entre os produtos agrícolas , destacam-se no Brasil: soja. Laranja, cana-de-açúcar , café , algodão e arroz. Em 2004, a produção de grãos atingiu 130 milhões de toneladas : o principal produto foi a soja, que expandiu a sua área de cultivo da região Sul para o cerrado, principalmente no MATO Grosso . Já a produção de trigo , ao contrário, apresenta problemas. Apesar de ser básico para alimentação e, portanto, estratégico , é um dos principais produtos de importação. O governo vem dando apoio restrito a sua produção e as áreas de cultivo acabam sendo substituídas  por cultura mais rentáveis comercialmente, como a soja.

As Lutas Político-Religiosas na França



A França também sofreu a intervenção política e religiosa de Filipe II. Esse país , cansado de longas lutas contra Carlos V , era palco de agitações e grandes contrastes sociais. A monarquia , aproveitando-se da crise , queria estabelecer seus privilégios. Nesse clima de aguda tensão, o calvinismo renascia e ganhava força entre os artesãos, entre alguns elementos da pequena burguesia urbana e até das nobres famílias feudais. Porém, entre os camponeses , uma grande massa não aderiu ao calvinismo e continuou fiel ao catolicismo. Iniciou-se, assim, uma série de intermináveis guerras religiosas, que ameaçavam destruir a unidade política da França . Os católicos encontraram no Duque de Guise um capitão hábil e decidido . Os Huguenotes (assim eram chamados os calvinistas franceses) insistiam para que os Bourbons, importante família da França , lutassem a seu lado. Naturalmente Filipe II apoiou os católicos. Os huguenotes foram apoiados pela anglicana Elizabeth, da Inglaterra ; eles faziam arruaças , invadiam igrejas, destruíam imagens e matavam católicos.  Por mais de trinta anos (1562-1598) , a França foi teatro de uma violenta guerra civil. O episódio mais trágico foi a Noite de São Bartolomeu (24 de agosto de 1572) , quando milhares de huguenotes foram a Paris , convidados para o casamento do seu comandante, o capitão Henrique de Bourbon , com Margarida de Valois , irmã do rei Carlos IX. Os huguenotes , atraídos ao palácio para a festa , foram massacrados enquanto dormiam. Outros milhares foram assassinados em praça pública , por ordem da rainha mãe, Catarina de Médicis. Ela estava convencida de que só liquidando os huguenotes poderia ser restabelecida a paz no reino. A rainha convenceu seu filho Carlos IX a fechar os olhos diante desse plano de massacre , e Henrique de Guise preparou tudo para realizar o plano. Na manhã de 24 de agosto de 1572, um domingo ,  a guarda real tomou posição diante do Louvre. Os calvinistas foram para lá saber do que se tratava , e bastou o primeiro tiro para dar início ao tumulto . A ordem do rei e da rainha era de matar só os chefes calvinistas, mas a população, fanática , juntou-se a eles , e a matança foi geral. Só pela manhã foram mortos mais de 2 mil huguenotes. Parece que o rei e a rainha , assustados com tudo aquilo , quiseram conter o massacre , mas a luta continuou até o dia 26 de agosto. Foi o mais vergonhoso massacre religioso da História. Os chefes protestantes que conseguiram salvar-se foram refugiar-se nos subúrbios de Paris. Após o massacre de São Bartolomeu , católicos e huguenotes fizeram acordos de pouca duração. Dois partidos surgiram : a Santa Liga do Duque de Guise e a União Protestante de Henrique de Navarra. Havia entre os nobres franceses , Henrique III (Rei da França na época) e o Conde de Guise , divergências religiosas . O rei Henrique III mandou assassinar o Conde de Guise e , em 1589, foi vítima do punhal de um fanático. Como não deixava herdeiros nem descendentes , foi sucedido por Henrique de Navarra , chefe do partido protestante , que subiu ao trono com o título de Henrique IV. Henrique IV assumiu o trono e tornou-se católico, inaugurando a Dinastia dos Bourbons , que governou a França até 1792. Para pôr fim às lutas religiosas internas, ele concedeu o Edito de Nantes (1598) , um documento que concedeu a liberdade religiosa. Com a paz interna, cresceu o comércio e a indústria na França. O rei ganhou prestígio e o absolutismo consolidou-se. Ele morreu em 1610, assassinado por uma fanático católico.

A Revolução Dos Preços E O Olhar Capitalista Para a Terra


Em meio a um capitalismo em formação, entre 1460 e 1620  a população européia quase duplicara . No século XVII o número de pessoas a serem alimentadas superou a capacidade agrícola de produzir alimentos , levando a uma carestia assustadora. Os cereais , por exemplo, tiveram seus preços aumentados cerca de 800%. O aumento populacional naturalmente exigiria uma maior quantidade de moedas circulantes . Portanto, tornava-se necessário mais prata para confeccionar tais moedas. Mas a prata americana trazida pelos espanhóis , aparentemente inesgotável , superava em muito as necessidades europeias , acelerando o processo inflacionário . Havia moeda demais e gente demais em busca de mercadorias escassas. Era uma revolução nos preços.  A elevação dos preços dos alimentos provocava nos agricultores, em algumas regiões da Europa, um outro olhar para a terra. Na Inglaterra , no século XV , boa parte da terra dos feudos era ocupada por camponeses arrendatários. Os arrendatários tinham direitos hereditários sobre a terra que recebiam em troca da prestação de determinados serviços e o pagamento de certas taxas ao senhor. O direito mais importante era o do uso das terras comunais: pastos, bosques e tanques. A terra do feudo , cultivada de acordo com as tradições feudais , era dividida em faixas e cada camponês ficava com um certo número de faixas. Essas porções frequentemente não produziam o suficiente para o sustento dos camponeses. Dessa forma , as terras comunais representavam , muitas vezes, a possibilidade de sobrevivência. Diante do valor que a Terra e os produtos agrícolas adquiriam com a revolução nos preços , essa agricultura e subsistência e o sistema de terras comunais tornaram-se inadequados.
Era preciso , do ponto de vista dos senhores da terra, mudar as relações com a terra , criar uma agricultura em grande escala voltada para um mercado distante . Surgiram , assim os enclosures ou cercamentos. Proprietários ingleses , durante o século XVI, desfecharam um pesado ataque contra o sistema tradicional. Primeiro os camponeses arrendatários perderam o direito às terras comunais , o que retirava dos que eram pobres as coisas de que eles mais precisavam . As terras eram "cercadas" e utilizadas para ampliar a produção nos campos. Em seguida , os direitos hereditários foram eliminados. Eram estabelecidos contratos de arrendamento por uma prazo fixo, permitindo aos proprietários aumentar frequentemente o valor do contrato. Sem condições de sobreviver no novo sistema, boa parte dos camponeses desistiu do arrendamento e tornou-se assalariada nas terras do senhor. A agricultura de subsistência dava lugar à agricultura comercial. Era a chegada da mentalidade capitalista no campo. Para trabalhar nas antigas terras comunais os proprietários poderiam contratar assalariados pagos irrisoriamente , devido ao excedente de mão-de-obra gerado pelo crescimento demográfico e pela enorme quantidade de camponeses sem terra; ou, ainda , arrendá-las a alguns agricultores que prosperavam no novo modelo econômico. Enquanto a Inglaterra impulsionava uma verdadeira revolução agrícola , os modelos espanhol e português inibiam essa revolução. As civilizações ibéricas , nascidas do espírito da cruzada contra os muçulmanos e, posteriormente , das conquistas do além-mar - que carregavam o mesmo espírito  cruzadista-, possuíam uma sociedade cujas divisões eram quase intransponíveis. Os nobres ibéricos , guerreiros aristocratas dedicados ao catolicismo , glorificavam os feitos militares. Vender a própria terra ou fazer negócios a partir dela significava desonrar a família e lançar dúvidas dos preços agrícolas. Daí não ter ocorrido um movimento de enclosure ou algo semelhante na Península Ibérica. Além disso, praticamente inexistiam pequenos proprietários . No topo da pirâmide social,  estavam os nobres e , abaixo , os camponeses , que arrancavam sua sobrevivência das terras dos nobres.  Sonho social predominante do homem ibérico era tornar-se um nobre , através de serviços militares nas Cruzadas , durante os séculos militares nas Cruzadas , durante os séculos da Reconquista , ou , posteriormente às Cruzadas , através da compra do título com os lucros obtidos no comércio e no império colonial, ou ainda, servindo à Coroa nas numerosas guerras travadas no século XVI. Nessa perspectiva , a agricultura estagnou e os espanhóis viam-se obrigados a importar produtos agrícolas , da Inglaterra e da Holanda , em particular , e a pagar por eles com a prata do Novo Mundo.


A Excreção Nitrogenada



Durante os milhões de anos de evolução por que passaram as espécies , elas foram se adaptando a diferentes formas de excreção nitrogenada , de acordo com os seus meios de vida. Assim, as espécies aquáticas , que estão menos sujeitas aos riscos da desidratação e podem "perder água" mais seguramente, adaptaram-se à excreção da amônia , como produto final do metabolismo das proteínas. De fato, a amônia é altamente tóxica e irritante . Mas , em compensação , é também muito solúvel na água. Como tais seres estão continuamente "perdendo água" (Já que o 'ganho de água' também é contínuo) , a amônia , tão logo é formada , vai sendo expelida. Já os animais terrestres , como os mamíferos , por exemplo, não podem exagerar na sua "perda de água", têm que ser mais econômicos. Com isso, o produto nitrogenado de excreção deve permanecer circulando pelo corpo por mais tempo e , portanto, não poderia ser , consequentemente , a amônia. A Natureza dotou esses animais da capacidade de excretar a ureia , que é menos tóxica e menos irritante . Por outro lado, ela é relativamente bem solúvel na água e pode ficar circulando no plasma sanguíneo durante algum tempo, dentro de certos limites de concentração, até que seja filtrada pelos rins e eliminada com a urina. O mais interessante, no entanto, ocorreu como forma de adaptação dos animais ovíparos (notadamente répteis e aves). Como poderia um embrião sobreviver dentro de um ovo fechado, com casca rígida , se estivesse produzindo ali dentro amônia ou ureia? Para esses , a Natureza reservou outra solução : a excreção de ácido úrico , que é o menos tóxico dos catabólitos nitrogenados e também menos solúvel em água . Ele se acumula como uma pasta esbranquiçada no alantoide e não prejudica o embrião. Mas também , para o resto da vida do animal, essa será a sua principal forma de excreção nitrogenada. E tanto isso é verdade que , nas fezes das aves (em viveiros ou galinheiros ), observamos comumente a presença de uma nata esbranquiçada constituída de ácido úrico (lembre-se que ele é pouco solúvel na água e que , além disso, a urina , nas aves , é eliminada juntamente com as fezes). São chamados de amoniotélicos os animais cuja excreção nitrogenada mais abundante é a amônia . Classificam-se como ureotélicos os que excretam principalmente uréia. São uricotélicos os que têm no ácido úrico o principal excreta nitrogenado. Isso não impede , contudo , que alguns eliminem pequenas quantidades de um dos outros tipos de excreção mencionados.  São amoniotélicos : espongiários , celenterados , crustáceos , anelídeos , moluscos, equinodermos e os peixes ósseos. São ureotélicos: peixes cartilaginosos , anfíbios e mamíferos. Os animais uricotélicos compreendem os insetos , as aves e a maioria dos répteis. Existem, todavia, outras substâncias de natureza nitrogenada que são menos comuns , mas que, em casos particulares , assumem papel de relevo na excreção dos produtos finais do metabolismo proteico. Nos peixes, por exemplo, ocorre intensamente a excreção do óxido de trimetilamina, responsável pelo cheiro característicos de peixe , que se torna mais notável após a morte do animal , com a sua putrefação . As aranhas excretam acetato de guanina por glândulas tegumentares, e os lepidópteros (borboletas) excretam pteridinas.

Maquiavel e o Estado



Bom para os amigos , terrível para os inimigos , justo com os súditos e infiel a todos os outros : para  Nicolau Maquiavel (1469-1527) , homem do Renascimento e funcionário do Conselho da Guerra de Florença durante 14 anos, esse devia ser o comportamento do governante. Em sua obra mais famosa, O Príncipe, aconselhava os chefes de Estado a agir contra a caridade , a religião e aboa-fé para garantir a força do Estado. Baseado em suas experiências como embaixador , afirmou que os governantes deveriam , em caso de necessidade , agir de má-fé ou com crueldade para se manterem no poder. Isso não significaria deformação moral, mas estratégia de governo.  O importante seriam os resultados obtidos. Só um líder que utilizasse a força  como princípio , em momentos conturbados , poderia manter seu governo. Em sua vida , Maquiavel , um pessimista em relação ao progresso da humanidade, assistira ao fortalecimento das monarquias francesa , inglesa, espanhola e portuguesa , os Estados MODERNOS , como hoje definimos. No entanto, a palavra "Estado" só começou a ter o sentido atual com "O Príncipe". A obra rejeitava a visão escolástica dominante de que o Estado seria uma criação divina e de que o governante deveria proceder segundo princípios morais cristãos. A religião não seria a base da política, mas apenas um instrumento útil na luta do príncipe para o sucesso. O homem medieval não conhecia Estados como os nossos. No seu mundo , pressupunha-se a existência de uma comunistas Christiana , um espaço político-religioso , em praticamente toda a Europa cristã. A Baixa Idade Média assistiu a uma importante modificação com o surgimento de monarquias fortalecidas , que , no início da Idade Moderna , serviriam de referência para a consolidação do olhar racional de Maquiavel sobre o Estado. Nesse sentido , é exemplar o percurso da construção do Estado português.

A Importância de Reciclar O Alumínio

Atualmente , milhões de toneladas de alumínio são gastas no mundo inteiro para fabricar recipientes ("latas") de refrigeran...