As Treze Colônias


Até 1750 , as colônias inglesas na América do Norte ocupavam estreitas faixas no litoral leste. Na Nova Inglaterra , nome que designava as colônias do Norte, desenvolvia-se uma economia diversificada: agricultura , pecuária , pesca, comércio e uma manufatura incipiente. Os produtos da terra ou os provenientes do comércio com outras regiões eram transformados em usinas, moinhos , fábricas de papel e serrarias. Infringindo o pacto colonial, comerciantes iam até as Antilhas para adquirir rum, melaço e outros produtos. A vida pública e privada era marcada pela forte moralidade imposta pelos puritanos, homens que haviam preferido a perigosa travessia do Atlântico e terem de aceitar as imposições dos monarcas ou da Igreja estabelecida na Metrópole. Viver em conformidade com sua fé , guiar-se por ela , era o fundamental. Quem quer que se afastasse das igreja era excluído da vida social e provavelmente punido sem piedade . Nesse clima de austeridade, os mais inocentes divertimentos pareciam suspeitos. O tempo deveria ser dedicado ao trabalho. A busca do lucro não faria mal à vida espiritual. A tradição puritana, em que interesses da comunidade eram, como as questões de fé, discutidos coletivamente e os interesses pessoais ficavam subordinados aos interesses gerais, exerceu forte influência na vida política do Norte. Menos povoadas, com poucas cidades e raros portos, as colônias do Sul adotaram uma forma de ocupação e exploração do solo muito diferente do adotado na Nova Inglaterra: a plantation. A população escrava superior à de homens livres , e uma aristocracia de fazendeiros mantinha o controle político. Esses colonos haviam trazido para a América os ideais da nobreza européia, adoravam o luxo e as festas , diferenciando-se dos puritanos da Nova Inglaterra. Com poucas atividades complementares às de sobrevivência , as colônias do Sul dependiam da exportação de produtos agrícolas adaptados ao clima quente e úmido- algodão, o tabaco e o arroz - , cultivados em grandes extensões. Sua união com as do Norte , na luta pela independência , deu-se acima de tudo para se livrarem de um sócio incômodo chamado Metrópole. Entre o Norte e o Sul havia um terceiro grupo de colônias , em que populações de origem holandesa e sueca conviviam com as de origem britânica. Filadélfia , capital da Pensilvânia , era , à época da Independência , a maior cidade norte americana, com cerca de 30 mil habitantes e uma urbanização , comparável às das cidades européias. Essa posição central , a meio caminho entre a Nova Inglaterra e as colônias do Sul, selou seu destino de sede das reuniões que levariam à Independência.

O Calvinismo


Em 1533, o religioso francês João Calvino conheceu o luteranismo e converteu-se , o que significou problemas com seu Estado natal, que apoiava a Igreja Católica. A situação obrigou-o a se exilar na cidade de Genebra , situada nas proximidades da fronteira com  a França e centro das discussões reformistas. Antes da chegada de Calvino, os genebreses já haviam se revoltado contra os bispos católicos. Bem recebido, Calvino estabeleceu em Genebra uma sociedade na qual a Igreja regularia a vida política e social dos cidadãos . Ali fincaria pés a moralidade calvinista , impondo uma disciplina rigorosa quanto ao vestuário, aos costumes sexuais, ao comparecimento à Igreja e aos negócios comerciais. Calvino instituiu uma disciplina social aprovada pelos comerciantes que governavam a cidade. As atividades econômicas foram particularmente beneficiadas, liberadas do preceito religioso de pecado , e a cobrança de juros prática, condenada pela Igreja  Católica , foi consentida. Os calvinistas tornaram-se cristãos militantes, atuantes em suas congregações e dispostos a eliminar o  mal em si mesmos e nos outros, capazes de governar sua cidade com a mesma vontade de ferro que empregavam para controlar as paixões. Como Lutero , Calvino ressaltava a submissão dos cristãos às autoridades políticas. Mas, se apenas a dedicação à lei de Deus poderia ser vista como sinal de salvação, então a obediência às leis humanas seria sempre condicionada por sua fé e moral cristãs.

Gradualismo e Equilíbrio Pontuado


Nas teorias de evolução, desde Darwin, em 1859, até 1972, propunha-se basicamente que a evolução é um processo lento e gradual que ocorre pelo acúmulo de pequenas mudança ao longo do tempo, falando-se em gradualismo. Em 1972, dois cientistas norte-americanos, Stephen Jay Goulde Niles Eldredge, propuseram a Teoria do Equilíbrio Pontuado, uma nova maneira de entender a evolução. Eles se perguntavam por que não conseguiam encontrar no registro fóssil as mudanças graduas nos organismos que sempre se acreditou que ocorressem na evolução. Em vez disso, encontravam súbitas aparições de espécies fósseis (súbitas em termos geológicos, embora fossem lentas na escala de tempo da vida humano), seguidas de longos períodos sem que esses organismos sofressem mudanças. Os biólogos tradicionalmente atribuíam essa dificuldades em encontrar formas intermediárias ao fato de os registros fósseis saem incompletos e falhos. Jay Gould e Eldredge contestaram essa visão e propuseram que tanto a aparição repentina de várias espécies quanto os longos períodos sem mudanças nos organismos são reais, e não decorrentes de falhas nos registros fósseis. Segundo esses cientistas, há períodos de milhões de anos em que espécies não sofrem alterações , mas de repente surgem novas espécies, que se diversificam rapidamente em escala geológica; depois desse período de saída especiação segue-se outro período, de equilíbrio. Isso originaria as pontuações de mudanças rápidas em um cenário de equilíbrio constante, o que deu origem ao nome da teoria.

A Devassa


O visconde de Barbacena comunicou os fatos ao vice-rei, Luís de Vasconcelos e Souza, no Rio de Janeiro, que instituiu uma devassa para apurá-los . Imediatamente foi preso um dos conspiradores, Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por Tiradentes , que , além de alferes, era uma especie de dentista da região. O  mais entusiasta propagandista da independência não pertencia à elite colonial. Em seguida, ocorreram novas prisões e interrogatórios.  Os prisioneiros negaram seu envolvimento na conspiração e muitos delataram seus companheiros. A 4 de julo , o poeta Cláudio Manuel da Costa foi encontrado morto em sua cela. Suicídio ,segundo a versão das autoridades. Em Janeiro de 1790, Tiradentes resolveu assumir sozinho a iniciativa da rebelião , apresentando-se como único líder do movimento. Evidentemente, não era verdade. Para a Metrópole , interessava caracterizar o movimento como insignificante, chefiado por um simples alferes inculto.   Para a aristocracia mineira, Tiradentes era um excelente bode Expiatório, que retirava dos poderosos  a responsabilidade da conspiração. A hierárquica estrutura do Império Português produziria então um primeiro acordo de elites que seria uma das marcas da posterior história brasileira. Por iniciativa da rainha de Portugal, D. Maria I, conhecia como Maria , a louca, o suposto líder do movimento foi condenado à morte por enforcamento e teve seu corpo esquartejado e exposto para intimidar a população. Numa extraordinária festa barroca, em 21 de abril de 1792, Tiradentes foi executado  no Rio de Janeiro. Traidor da monarquia portuguesa , que desejava separar as mãos e os pés coloniais da cabeça metropolitana, teve em seu corpo a aplicação de uma pena exemplar . Para os demais envolvidos , pena de degredo na África. A metrópole bania os demônios coloniais para outro lado do Atlântico, pois sistema colonial já não funcionava mais como purgatório dos bancos.

A Crise Na República


As riquezas chegadas a Roma, provenientes das províncias saqueadas, fizeram com que a competição por posição e posse deteriorasse a República. A plebe , empobrecida , sem terras e sem trabalho , pressionava o Estado . O Senado se degenera numa oligarquia interesseira , que resistia à reforma social e lutava por preservar seus poderes e privilégios . Como afirma o historiador Perry Anderson: "A República conquistara para Roma o seu Império: as suas próprias vitórias a tornaram anacrônica". Após a conquista da bacia do Mediterrâneo, as principais preocupações republicanas já não eram com a defesa militar , mas com a redefinição das instituições relativas às exigências do Império econômico e com a solução de perigosos problemas sociais e políticos de Roma. Em ambos os casos, a República fracassou. As instituições romanas não haviam sido criadas para administrar tantas colônias e encontravam imensa dificuldade de se adaptar às mudanças . A república não conseguia atender a tantos cidadãos de um Império tão vasto , e , no governo das províncias, governadores, coletores de impostos e soldados exploravam pesadamente os habitantes locais. A política romana do século posterior aos irmãos Graco (século II a.C.) foi marcada por rivalidades e violência. Aventureiros políticos exploravam a venda de cereais a baixo custo e a distribuição de terras , para beneficiar suas carreiras. Esses novos defensores da reforma social erma os demagogos, que encantavam e manipulavam a plebe marginalizada com pão e circo: comida a baixo custo e entrada gratuita nos jogos. Esses demagogos aspiravam ao Tribunato da plebe , um cargo suficientemente forte para contestar o Senado e não muito difícil de conseguir , já que a cada ano eram eleitos dez tribuno. Seu principal objetivo era fragilizar o Senado e concentrar o poder nas próprias mãos. A plebe marginalizada , depois de décadas de ociosidade e de alimentos e entretenimento gratuitos, estava pronta a apoiar aquele que lhes acenasse com promessas mais sedutoras. A República estava ultrapassada. 

A Revolução Mexicana



A situação social também  foi a causa da Primeira revolução  do século XX. Assim como na Rússia,  no México,  em 1910, a questão  agrária  , com a luta pelo controle da terra, era o motivo central das insatisfações sociais.  A Revolução  Mexicana , de início, uma iniciativa dos liberais contra o governo autoritário  de Porfírio Diaz (1876-1911) , acabou ganhando uma faceta agrária e popular, com bases camponesa, liderada por Emiliano Zapata (No Sul) e Francisco Pancho Villa (No norte). Distantes dos debates teóricos  que envolviam os ativistas sociais europeus, os camponeses mexicanos reivindicavam, basicamente,  uma reforma agrária  que pudesse fim à  expropriação,  a qual se processada com maior intensidade desde o fim do século XIX. Parte da elite também  manifestava descontentamento com a penetração do capital estrangeiro , sobretudo, das empresas petrolíferas e mineradoras britânicas e norte-americanas. Mesmo com seus principais líderes mortos e sem atingir todos os seus intentos, a Revolução influenciou o movimento de nacionalismo cultural, que predominou no México nos anos 1920. Na década de 1930, ainda reivindicando a influência  dos ideais revolucionários,  houve a nacionalização  das ferrovias e companhias petrolíferas  e uma reforma agrária,  promovida pelo governo,  a qual atrelou os movimentos operário  e camponês ao Estado. De qualquer forma, os desdobramentos da Revolução  Mexicana tiveram grande repercussão  e influenciaram as ações  da elite latino-americano, principalmente,  na organização  de um Estado populista, com concessão  a algumas reivindicações populares.

A Dupla Face Da Modernização Agrícola



Quando se analisa a modernização  da agricultura, é comum que se pense apenas na modernização das técnicas - substituição  de trabalhadores por máquinas , uso intensivo de insumos e desenvolvimento  da biotecnologia - e que se esqueça de observar as consequências  dessa modernização na relações  sociais de produção e na qualidade de vida da população.  O campo brasileiro foi dominado pela grande propriedade ao longo da história.  Entre as décadas de 1950 e 1980 , a monocultura e a mecanização  foram estimuladas por sucessivos governos como modelo de desenvolvimento e crescimento econômico.  Enquanto isso, a agricultura familiar esteve relegada a segundo plano na formulação das políticas  agrícolas, resultando na expulsão  acelerada de pequenos proprietários e trabalhadores rurais do campo para as cidades. Diferentemente do ocorrido em países  desenvolvidos, em nosso país  os empregos no setor urbano-industrial eram em geral mal remunerados e não proporcionaram condições  adequadas de moradia, alimentação e transporte,  além de outras necessidades básicas.  Os agricultores dos países europeus ocidentais e dos Estados Unidos que migraram para as cidades o fizeram predominantemente por fatores de atração (maior densidade de comércio e serviços,  salários mais altos etc.) . No Brasil os fatores de repulsão  (concentração  de terras, baixos salários,  desemprego  etc.) foram os que mais contribuíram,  e ainda contribuem , para explicar o movimento migratório  rural-urbano. É impossível entender as grandes desigualdades sociais do Brasil, que apresenta uma das maiores concentrações de renda do mundo, sem considerar essa dinâmica.  A opção pelo fornecimento  da agricultura familiar e a realização  de reforma agrária,  sobretudo nas décadas  em que a população  era predominantemente  rural, poderiam ter possibilitado melhores condições de vida a milhões  de famílias. Uma das consequências da modernização das técnicas  é  a completa subordinação  da agropecuária ao capital industrial - além da valorização  das terras agricultáveis-  , que promove a concentração das propriedades e a intensificação do êxodo  rural. CASO um agricultor se recuse a comprar os fertilizantes produzidos pelas indústrias ou não  tenha condições financeiras para isso, terá  sérias  dificuldades  em vender sua produção,  porque os alimentos terão  uma aparência  inferior e o preço  pago pelos comerciantes será menor.

A Primeira Guerra Mundial


Em 1907 Pablo Picasso, personagem-símbolo  das artes no século  XX, concluía  a obra-chave "As Donzelas de Avignon". As Donzelas parecem zombar das convenções para criar uma ilusão  de realidade. Onde está  a perspectiva?  Onde está o sombreado dos elementos para sabermos o lugar em que a luz incide? As figuras encontram-Se fragmentadas, apontado para direções distintas, pintadas com estilos diferentes. As três  donzelas da esquerda têm  os rostos moldados segundos antigas esculturas ibéricas. As da direita são  máscaras africanas. Picasso, com um olho em suas origens hispânica e outro na escultura negra, estava, agressivamente,  atacando um estilo consagrado de pintura. Como afirmou o crítico de arte e ex-prefeito de Roma Giulio Argan (1909-1992), "na história  da arte moderna [o quadro] é  a primeira ação de ruptura". Apesar de alguns artistas como Picasso estarem então  anunciando a crise da cultura européia  antes da Primeira Guerra Mundial , ainda predominavam um certo fascínio iluminista pela tecnologia, que conduziria o homem ao progresso, e pela luz da ciência,  que produziria homens cada vez melhores e mais sábios.  Mas o que a racionalidade tecnológica  produziu foi a mais devastadora guerra da História da humanidade. " As luzes se apagam em toda a Europa", disse o secretário das Relações Exteriores da Grã-Bretanha na noite em que a Inglaterra e a Alemanha entraram em guerra. O progresso tecnológico  capacitou os combatentes a se exterminarem com uma eficiência sem precedentes. A Europa se converteu num matadouro:  cerca de 17 milhões  de mortos e 20 milhões  de feridos. Armas químicas,  aviões bombardeiros e submarinos inauguraram a era do massacre.

Lula Lá


Na noite de 27 de outubro de 2002, no Brasil, milhares de pessoas saíram às ruas. Em grandes cidades europeias , como Berlim, Lisboa e Paris, brasileiros abraçavam-se em meio a bandeiras verde-amarelas e vermelhas. No país, de norte a sul, a comemoração arrastou multidões para as ruas e avenidas. Mais uma vez, a avenida paulista , na capital do estado de São Paulo, serviu de palco para uma gigantesca manifestação popular. A manifestação comemorava a Vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2002. Com 61,3℅ dos votos válidos, Lula conseguiu vencer o candidato do governo, José Serra (PSDB), que obteve 38,7%. Pela primeira vez na história do Brasil, o candidato de uma partido ideologicamente identificado com a esquerda chegava ao poder. As bandeiras do PT , PCdoB, PDT, PSB, PPS e PCB tingiam o Brasil de vermelho. Desde a campanha eleitoral , o discurso do PT evitava assustar o empresariado e as classes medias do país. Um propaganda menos agressiva, ao lado de uma política de alianças mais ampla, que incluía partidos e setores de centro-direita ( o vice- presidente era José Alencar , do PL de Minas Gerais) trouxeram uma imagem mais conciliadora ao PT. Após o primeiro turno, o apoio dos candidatos Ciro Gomes (PPS) e Anthony Garotinho (PSB) garantiu a vitoria nas eleições. A primeira equipe do governo Lula caracterizou-se pela presença de antigos representantes da esquerda brasileira. Ex militantes da luta armada, ex-exilados, ex-opositores da ditadura militar agora tinham a incumbência de governar o Brasil. Ainda assim, os setores mais à esquerda do próprio PT foram preteridos na formação do ministério. O governo optou por uma politica de composição e aproximação com outros partidos como o PV , PL , PMDB, PTB, PP (antigo PPB), alem dos partidos mais identificados com a esquerda. Alguns críticos acusavam que semelhante. postura utilizada pelo governo Fernando Henrique estaria sendo empregada pelo governo Lula. Por essas posições , o PT sofreu criticas de antigos companheiros. Em outubro de 2003, quase um ano apos a eleição de Lula, o deputado Fernando Gabeira deixava o partido após discordar da politica ambiental do governo. da maneira como foi recebido pelo ministro Jose Dirceu. Ironia do destino. Gábia foi um dos sequestradores do embaixador americano Charles Burke Elbrick, em 1969. Em troca do embaixador foram libertados 15 integrantes da esquerda presos pela ditadura. Entre eles, Jose Dirceu. Em dezembro de 2003, novos problemas com ala mais à esquerda do partido governista. Apos. duras críticas à politica econômica do governo , a senadora Heloísa Helena e os deputados Luciana Genro (RS), João Batista,  o Babá (PA) e João Fonte (SE) foram expulsos pelo diretório nacional do PT. A expectativa internacional m torno do governo manifestava no inicio de  2003. Em janeiro, em uma de suas primeira intervenções intervenções, o presidente Lula participava dos dois fóruns mundiais, em Davos e em Porto Alegre. Uma outra globalização seria mesmo possível? um governo de esquerda poderia inserir o Brasil no mundo globalizado e realizar a inserção social da maior parte da população brasileira ? Questões que se mantém em aberto que se apresentam como cruciais para a discussão dos problemas de nosso país.

A Doutrina De Segurança Nacional


Com o fim da Segunda Guerra e o inicio da Guerra Fria, os Estados Unidos se viram alçados ao posto da potencia hegemônica no bloco ocidental. Em 1945, fundaram o National War College (Colégio Nacional de Guerra), com o objetivo de integrar militares, industriais e o governo numa concepção de segurança nacional adequada à nova realidade mundial. Uma missão militar brasileira foi enviada para estudar a experiencia do NWC ainda no governo Dutra. Em 1949, foi fundada, no Brasil, a Escola Superior de Guerra (ESG) , com a orientação de uma missão militar norte-americana, que apoiou a instituição até 1960. Estudando os aspectos políticos, diplomáticos , econômicos e sociais do mundo, a ESG dedicou-se a formar altos oficiais das Forças Armadas como uma vanguarda preparada para dirigir o país, se fosse preciso. Por ela passaram figuras de grande importância na política nacional, como os generais Juarez Távora, Golbery do Couto e Silva, um dos principais ideólogos da implantação do regime militar brasileiro, e Humberto de Alencar Castelo Branco. No início dos anos 1960 , a ESG e sua Doutrina de Segurança Nacional passaram a ser um ponto de convergência , por onde também circulavam empresários, intelectuais e políticos civis. A DSN partia do principio da existência de uma guerra global contra o comunismo internacional. Como parte do Ocidente cristão, o Brasil devia aliar-se ao bloco ocidental, sob a liderança dos Estados Unidos. Logo após o golpe militar, esse ponto da doutrina foi atendido, com o rompimento de relações com a URSS e Cuba e a extinção da lei que, desde 1962, limitava a remessa de lucros para o exterior, beneficiando, sobretudo, as empresas americanas instaladas no país. Todavia, mais do que uma estratégia externa, a DSN pressupunha que a política interna era uma continuação da guerra. A noção de inimigo interno levava os defensores da doutrina a considerar os conflitos sociais e a mobilização das massas como estratégias do comunismo internacional. Com uma proposta que englobava questões politicas , econômicas e militares, cabia ao Estado, representado pelas Forcas Armadas, sobrepor-se aos embates sociais e garantir a construção de uma nação homogênea, sem divergências internas, onde o crescimento econômico surgisse como garantia da Segurança Nacional.

Você sabe de onde o homem retira o sal?


Quem  já provou a água do mar sabe que ela é bem salgada  não serve para sr bebida. A água dos mares e oceanos é uma solução salina, isto é, uma mistura de diversos tipos de sais dissolvidos na água, principalmente o cloreto de sódio , o nosso sal de cozinha. Nos oceanos a salinidade (medida da quantidade de sal) é aproximadamente de 35 partes de sal por 1000 partes de água (35%). Graças a essa alta concentração, desde os tempos mais antigos o mar tem sido a fonte de sal para o consumo do homem. A extração do sal  é feita nas salinas por evaporação da água sob a ação do calor do sol. Para que a evaporação seja mais rápida , as salinas devem ficar em regiões de clima quente e seco , com poucas chuvas , além de contar com ventos constantes que atinjam a superfície de secagem. é por isso que no Brasil as principais áreas salineiras estão localizadas no litoral do Nordeste, sobretudo  no Rio Grande do Norte. Para obter o  sal de cozinha , as águas marinhas são inicialmente recolhidas em tanques rases de grande superfície. Nesses tanques , uma parte da água evapora , o que faz aumentar a concentração de sal na parte restante . A água que não evapora é então bombeada para outros compartimentos para a cristalização do cloreto de sódio. O sal assim obtido , chamado sal verde, é levado para terrenos planos e armazenado em montes - serrotes- para escoar o resto da água e eliminar outras impurezas. Esse tratamento dura oito meses. no final desse período quebra-se a camada externa para pesagem , ensacamento e comercialização.

A Formação Dos Reinos Ibéricos


A Península Ibérica foi habitada por vários povos desde a antiguidade, gregos , fenícios , celtas , romanos , etc. Na época das invasões bárbaras , ali chegaram o vesigodos , que acabaram por conquistar quase toda a península fazendo de Toledo a capital de seu reino. Aos poucos foi se processando a fusão entre os íbero-romanos e os vesigodos , cujo PERDUROU ATÉ O INÍCIO DO SÉCULO VII quando foi conquistado  pelos árabes. Os árabes organizaram o poderoso Califado de Córdova. Na região Norte da Península Ibérica , reinos cristãos escaparam da conquista muçulmana: Reino de Astúrias, Reino de Navarra e Condado de Barcelona. Estava iniciada a Guerra Da Reconquista que perdurou do século VIII até os séculos XV. O Reino de Astúrias conquista as regiões de Leão e Castela dos árabes , dando origem ao Reino de Leão. No século X , Castela  separou-se de Leão , dando origem ao Reino de Castela. Na sequência, uma das províncias de Navarra logo se transformaram no Reino de Aragão. As Vitórias cristãs foram estimuladas no século XI pelo desmembramento do Califado De Córdova em vários reinos de pouco poder. Conquistou Toledo (1085) , e recebendo ajuda de senhores feudais, franceses, sob o comando de Henrique de Borgonha, iniciou a grande ofensiva contra os muçulmanos. Henrique , devido à bravura com que lutou , acabou sendo agraciado com a mão da filha de Afonso VI (princesa Tereza) e recebeu como dote o Condado de Portugal. D. Rodrigo ou Ruy Diaz de Vivar (Cid Campeador), vassalo de Afonso VI, participou ativamente deste período de guerra, sendo a conquista de Valência um dos seus principais feitos. Pelas suas virtudes  converteu-se no protótipo do cavaleiro medieval espanhol, transformando-se  no personagem principal do poema épico  Cantar Del Mio Cid, que o cinema apresentou com o nome de EL CID. No século XII existiam quatro reinos cristãos bem definidos:

-Navarra, reduzindo a um pequeno territorial;
-Aragão, estendendo-se até o mediterrâneo;
-Portugal, separado de Castela , já independente desde o século anterior;
-Castela, o mais extenso dos reinos cristãos.

A sociedade feudal era composta por suas classes bem características ; clero , nobreza, vilões e , à medida que as cidades se desenvolviam , a burguesia. Aguerra manteve os senhores feudais mais submissos aos reis e, em consequência, com menores poderes. Aos árabes submetidos durante a guerra permitiu-se  que praticassem sua religião muçulmana e mantivessem seus costumes. Esta notável tolerância favoreceu a difusão da cultura muçulmana nos nascentes reinos cristãos, especialmente nos idiomas , artes , agricultura e industria.

O Império Persa


Os persas, povo indo europeu originário do sul do Irã, conquistaram , sob o comando de Ciro  o Grande, terras entre os rios Nilo, no Egito, e Indo , na Índia, no período de 550-225 a.C . Fenícios, hebreus e mesopotâmicos foram dominados num único império todos os povos do Oriente Próximo e sintetizaram as tradições culturais da região. Administrativamente, esse imenso império era dividido em 20 províncias (satrapias) dotadas de relativa autonomia e um surpreendente sistema de comunicação postal. Cada satrapia era administrada por um governador (sátrapa) responsável perante o imperador. Para se proteger contra a subversão, o rei empregava agente especiais- "Os olhos e os ouvidos do imperador" - que supervisionavam as atividades dos sátrapas. O império era unificado por uma língua única , o aramaico ( a língua dos arameus da Síria) , usada pelos funcionários governamentais e pelos comerciantes. Outros elementos unificadores eram a rede de estradas e o sistema comum de pesos e medidas e de cunhagem da moeda, o dárico, válida em todo o império.

Formação de Portugal

Henrique de Borgonha , genro de Afonso VI de Castela, recebeu como dote o Condado de Portugal , como feudo hereditário. Seu filho e sucessor , D. Afonso Henriques, venceu os muçulmanos foi proclamado rei de Portugal em 1139, inaugurando a Dinastia de Borgonha. As primeiras cortes portuguesas reuniram-se em 1143 e reconhecem D. Afonso Henrique  como rei , que se declarou independente de Castela A Dinastia de Borgonha governou Portugal por mais dois séculos . Conquistou TERRAS na região sudoeste da península e incentivou a agricultura , a indústria e o comércio. Importantes fontes de riquezas foram a exploração de jazidas minerais e a pesca de atum e sardinha. No ano de 1383 faleceu o soberano Fernando I, sem deixar descendentes masculinos. As Cortes reunidas em Coimbra aclamaram como rei o mestre da Ordem de Avis, João I, que começa a governar a Dinastia de Avis (1385-1580) . O rei de Castela , João I, casado com a filha única de Fernando I, invadiu Portugal , sendo derrotado na Batalha de Aljubarrota (1385). Portugal foi governado por quatro dinastias : Borgonha , Avis , Habsburgo (domínio espanhol) a Bragança. Portugal liderou , inicialmente , o movimento náutico. A Dinastia de Avis as conquistas marítimas. Os burgueses apoiaram D. João I, fundador da Dinastia (1383), na conquista do poder e nos empreendimentos marítimos. O declínio do comércio , por ocasião da Guerra dos Cem Anos, favoreceu também a expansão. A conquista de  Ceuta (1415) foi marco inicial. A Escola de Sagres , centro de pesquisas náuticas , incentivou muito a expansão marítima.

A Dupla Face Da Modernização Agrícola

Quando se analisa a modernização  da agricultura, é comum que se pense apenas na modernização  das técnicas - substituição  de trabalhadores por máquinas , uso intensivo de insumos e desenvolvimento  da biotecnologia - e que se esqueça de observar as consequências  dessa modernização na relações  sociais de produção e na qualidade de vida da população.  O campo brasileiro foi dominado pela grande propriedade ao longo da história.  Entre as décadas de 1950 e 1980 , a monocultura e a mecanização  foram estimuladas por sucessivos governos como modelo de desenvolvimento e crescimento econômico.  Enquanto isso, a agricultura familiar esteve relegada a segundo plano na formulação das políticas  agrícolas, resultando na expulsão  acelerada de pequenos proprietários e trabalhadores rurais do campo para as cidades. Diferentemente do ocorrido em países  desenvolvidos, em nosso país  os empregos no setor urbano-industrial eram em geral mal remunerados e não proporcionaram condições  adequadas de moradia, alimentação e transporte,  além de outras necessidades básicas.  Os agricultores dos países europeus ocidentais e dos Estados Unidos que migraram para as cidades o fizeram predominantemente por fatores de atração (maior densidade de comércio e serviços,  salários mais altos etc.) . No Brasil os fatores de repulsão  (concentração  de terras, baixos salários,  desemprego  etc.) foram os que mais contribuíram,  e ainda contribuem , para explicar o movimento migratório  rural-urbano. É impossível entender as grandes desigualdades sociais do Brasil, que apresenta uma das maiores concentrações de renda do mundo, sem considerar essa dinâmica.  A opção pelo fornecimento  da agricultura familiar e a realização  de reforma agrária,  sobretudo nas décadas  em que a população  era predominantemente  rural, poderiam ter possibilitado melhores condições de vida a milhões  de famílias. Uma das consequências da modernização das técnicas  é  a completa subordinação  da agropecuária ao capital industrial - além da valorização  das terras agricultáveis-  , que promove a concentração das propriedades e a intensificação do êxodo  rural. CASO um agricultor se recuse a comprar os fertilizantes produzidos pelas indústrias ou não  tenha condições financeiras para isso, terá  sérias  dificuldades  em vender sua produção,  porque os alimentos terão  uma aparência  inferior e o preço  pago pelos comerciantes será menor.

Genótipo e Fenótipo

O conjunto de genes que um indivíduo possui em suas células é chamado de genótipo. O conjunto de características morfológicas ou funcionais do indivíduo é o seu fenótipo. Para a cor, se a ervilha apresentar dois alelos V no par de homólogos, seu genótipo será VV e o fenótipo será ervilha amarela. Se apresentar dois alelos v, terá genótipo VV e fenótipo ervilha verde. Caso represente o alelo V em uma cromossomo e v no outro , terá o genótipo VV e fenótipo ervilha amarela, uma vê que o alelo para cor amarela é dominante (seu efeito se manifesta da mesma forma tanto no zigoto como no heterozigoto). As ervilhas VV e VV são piras ou homozigotas. A ervilha  VV é hibrida ou heterozigota. É fácil concluir que um individuo com fenótipo dominante para determinada característica pode ser homozigoto ou heterozigoto, mas, se tiver fenótipo recessivo, será obrigatoriamente homozigoto ( o alelo recessivo só se manifesta em dose dupla).  Para compreender como as leis de Mendel funcionam, vejamos alguns aspectos da meiose ( a divisão celular por meiose) A maioria dos organismos possui pares de cromossomos em suas células , mas os gametas são haplóides, isto é, possuem metade dos cromossomos das outras células; portanto, apenas um cromossomo de cada par de homólogos. Essa redução ocorre durante a meiose. No inicio da meiose, os cromossomos estão duplicados: cada um é formado por duas cromátides (cromátides-irmãs). Os cromossomos homólogos se emparelham: o cromossomo duplicado de origem paterna fica alinhado com seu homólogo de origem materna. Durante a metáfase I, os cromossomos homólogos duplicados se colocam um de cada lado da região mediana da célula e separam-se: cada componente do par vai para uma célula. Na segunda divisão da meiose , os cromossomos duplicados alinham-se na região mediana de cada célula e as cromátides separam-se: cada cromátide vai para um dos pólos da célula. Formam-se , assim, quatro células, cada uma com um cromossomo simples de cada par de homólogos. Um esquema da meiose com apenas um par de cromossomos homólogos. Neles estão destacados um par de alelos V e v. Pode-se perceber que, no fim da divisão, formam-se células com apenas um desses alelos, V ou v.

A Revolução Chinesa

No mesmo contexto da crise de Berlim os comunistas tomaram o poder na China, em 1949. A trajetória  da Revolução  Chinesa no entanto remete a problemas que vinham se avolumando muito antes da Guerra  Fria. Em 1911,  1911, em uma clima de fortes tensões  sociais , políticas,  o regime imperial chinês  foi substituído  por uma República.  Longe de resolver os graves problemas econômicos  de uma China fortemente dependente das potências  imperialistas, o governo liderado pelo Partido Nacionalista (Kuomintang)  enfrentava também pressões  regionais por autonomia. Manifestações estudantis contrárias à  presença de potências estrangeiras e o nascimento do Partido Comunista Chinês  (1920) ampliavam as dificuldades governamentais.  Em 1925 o general  Chiang Kai-Shek tomou o poder e iniciou uma intensa  perseguição aos comunistas, entre eles, Mao Tse-Ting. Apoiado pelas elites locais e pelas potências imperialistas que temiam as pressões  sociais chinesas, esmagou os movimentos populares. Em 1930 o descontentamento  ganha espaço novamente em  uma guerra civil. Enquanto isso, os japoneses aproveitaram a guerra civil para dominar a Manchúria,  em 1931, onde fundaram o Estado-satélite  do Manchuko. Em 1934, os ataques dos nacionalistas forçaram Mao é seus homens a percorrer dez mil quilômetros a pé,  rumo ao interior do país  ( a Longa Marcha). Nos seguintes, no entanto,  um inimigo comum aproximados o Kuomitang e os comunistas: O Japão.  Em 1937 concluíram  um acordo , que perduraria até  o final da Segunda Guerra Mundial, de formarem uma frente única  para combater o avanço nipônico.  Com a rendição japonesa em 1945, Chiang Kai-Shek , contando com o apoio dos Estados Unidos, voltou-se novamente contra os comunistas a fim de elimina-Los da política  Nacional. Internamente Mao Tse-Ting acusava o governo chinês  de ser um "cúmplice " dos Estados Unidos. Contando com um crescente apoio popular, as tropas comunistas ocuparam Pequim em janeiro de 1949, forçando Chiang Kai- Shek é seus seguidores a buscarem refúgio  na Ilha de Formosa (Taiwan). Em outubro os comunistas proclamaram a República Popular da China enquanto os seguidores de Chiang Kai-Shek fundaram a China Nacionalista em Taiwan. Na lógica  da Guerra Fria, os Estados Unidos se aproximaram de Taiwan , ao mesmo tempo que buscavam isolar a China Comunista. Até  o início da década  de 1970, a ilha foi considerada como a representante do povo chinês  pelas potências  capitalistas.


Complexo Cafeeiro


A intensa atividade econômica paulista originara-se dos lucros obtidos com o café, principal produto da pauta de exportações desde 1830. Na passagem da Monarquia pra a República , o Brasil mantinha sua estrutura agroexportadora , fundada, sobretudo, nos latifúndios, fontes de poder político e econômico. O café impulsionou diversas transformações no país: trabalho assalariado , urbanização , modernização na produção agrícola e industrialização. A partir desse eixo, a economia do Sudeste desenvolveu um verdadeiro complexo cafeeiro, ou seja, um conjunto de atividades complementares e paralelas necessárias à produção e comercialização do café. O desenvolvimento de linhas férreas e de técnicas e equipamentos, a melhoria de portos e estradas , a ampliação do mercado fundiário e o crescimento das atividades mercantis ocorreram em função da produção cafeeira. Na década de 1880, uma parte dos fazendeiros passou a investir seus lucros na fundação de indústrias , provocando o primeiro grande surto industrial do país. E mesmo aqueles que não se envolveram diretamente nas atividades industriais alimentavam o sistema bancário com seu capital , o que permitiu o financiamento dessas atividades. a vinda de imigrantes , subsidiada inicialmente pelos cafeicultores e depois pelo governo federal, gerou um mercado amplo de diversos produtos , sobretudo alimentos , bebidas e tecidos. E, principalmente, criou o mercado de trabalhadores livres, com um oferta abundante de força de trabalho que , consequentemente , permitiu aos detentores de capital contratar mão de obra mediante o pagamento de baixos salários. Assim, durante quase todo o período da República Oligárquica , a maioria dos operários de São Paulo eram estrangeiros , principalmente italianos , que trabalhavam nas empresas que se tornariam as grandes referências da industria nacional : Matarazzo, Antárctica, Votorantim , Melhoramentos e Fiat Lux.

A Guerra Fria


Nos filmes de James Bons, na década  de 1960 , o sedutor agente de 1960, o sedutor agente 007 usava smoking , cabelos  alinhados e alta tecnologia em defesa das potências  ocidentais. As mulheres, as bondgirls, caíam  aos seus pés.  O agente secreto de "Sua Majestade" , a rainha da Inglaterra, era elegante, inteligente e raramente suava para defender o mundo ocidental contra o "monstro soviético "  Seu criador , Iam Fleming , foi agente do serviço  secreto em Moscou nos anos 1950 e, em seus livros adaptados para o  cinema,  criou a imagem que as potências  ocidentais gostariam de transmitir ao mundo. O ocidente era inteligente, sedutor, e elegante, enquanto os russos, do outro lado, eram cruéis,  grosseiros e feios. Os soviéticos,  por sua vez,  pintavam uma vida brilhante e coletivismo no socialismo, em que o trabalhador era o Centro das atenções, como na escultura de Vera Mukhina, que parece buscar a grandeza do trabalhador como símbolo da nação.  Não  existiam problemas de moradia, educação  e emprego , enquanto no capitalismo os privilégios de alguns significaria a miséria da maioria. No entanto, transição  democrática ainda era incerta. Desde o início das manifestações  contra a ditadura, em 1943 , ocorreram diversos conflitos , entre cidadãos  e policiais, e prisões de lideranças políticas . Mesmo Assim, Getúlio Vargas prometia a democracia e afirmava que não  concorrerão à  presidência  nas eleições agora marcadas para dezembro de 1945. Mas suas declarações eram recebidas com.muita desconfiança.  "Lembrai-Voz de 37". Esse era o slogan da forte campanha oposicionista da UDN. Como naquela ocasião,  temia-se um golpe de Getúlio.  A oposição  tentativa antecipar-se ao ditador.

A Primeira Ocorrência de Um Sistema Circulatório


Os anelídeos atingiram boa espessura e comprimento corporais por apresentaram um eficiente sistema circulatório , transportador de substâncias em solução. Com isso, vários órgãos recebem oxigênio e alimentos e eliminam substâncias de excreção e gás carbônico. O sistema circulatório é especial , pois é um circuito fechado de canais, com vários pares de vasos contráteis , os corações, ao redor da faringe, que fazem o bombeamento do sangue. Nesse sistema circulatório fechado, os órgãos são irrigados por uma rede contínua de capilares. Essa rede capilar também se estende sob epiderme, podendo, por difusão direta, fazer a troca dos gases respiratórios entre o sangue e o meio exterior. A presença de hemoglobina, o mesmo pigmento vermelho do nosso sangue (além de outros pigmentos), dissolvida no plasma garante uma melhor captação do oxigênio, que se difunde através da cutícula de quitina permeável e da fina epiderme, mantida úmida pela sua abundante secreção de muco. Essa é chamada respiração cutânea. Por isso entendemos a dificuldade respiratório das minhocas quando expostas ao sol, que desidrata a sua epiderme, impedindo a difusão do oxigênio. Na classe dos poliquetos, comuns nos mares, existem órgãos respiratórios especializados , as brânquias, muito ramificadas e com grande superfície para troca de gases. Muitos poliquetos são fixos , vivem em tubos e expõem a cabeça com uma grande coroa de finas e coloridas brânquias. É também a primeira ocorrência de órgãos respiratórios. Entre o sangue e o líquido do celoma há contínua troca de substâncias solúveis, de modo que os excretas passam por pequenas aberturas ciliadas dos órgãos excretores, os nefrídios, e saem por poros na parte ventral do corpo. Há um par de nefrídios por segmento, presos aos septos que separam os segmentos internamente. Nos anelídeos , o sistema nervoso atinge grande desenvolvimento , pois já existem os gânglios, concentrados na região da cabeça e ao longo da região ventral, em toda a extensão do corpo, formando a chamada cadeia ganglionar. Cada gânglio é uma massa de neurônios com função de centros nervosos, coordenadores. Deles partem nervos para todos os órgãos, garantindo a integração e a coordenação das funções sensoriais (visão, percepção de substâncias, tato) , motoras (contração muscular, batimento ciliar) e secretoras (produção de secreção pelas glândulas). Os poliquetos apresentam maior desenvolvimento desse sistema, pois, ao contrario das minhocas e das sanguessugas, eles têm olhos com lentes que desempenham a função de um cristalino.

A Importância de Reciclar O Alumínio

Atualmente , milhões de toneladas de alumínio são gastas no mundo inteiro para fabricar recipientes ("latas") de refrigeran...