Os Órgãos Reprodutores Nas Plantas


Nos vegetais chamados intermediários , que compreendem as briófitas (musgos) e as pteridófitas (samambaias) , desenvolvem-se órgãos reprodutores masculinos chamados anterídios e órgãos reprodutores femininos chamados arquegônios . Nos anterídios, formam-se os anterozóides , células muito móveis , dotadas de flagelo duplo , e que representam os gametas masculinos. No interior do arquegônio, estrutura com o aspecto de uma minúscula moringa , forma-se a oosfera, uma célula haplóide (como aliás também o são os anterozóides) que representa o gameta feminino. Nos vegetais superiores (fanerógamos ou espermáfitas) , os órgãos reprodutores se concentram nas flores. Elas são , na realidade , um conjunto de folhas mais ou menos modificadas (algumas pouco, outras profundamente modificadas) que se dispõem formando os verticilos florais. São quatro os verticilos florais: dois protetores e dois reprodutores. Os verticilos protetores são o cálice e a corola. O primeiro constitui-se de peças ainda muito semelhantes a folhas comuns, verdes , chamadas sépalas. O segundo é formado por peças mais modificadas , dotadas de cores diversas , denominadas pétalas. Esses dois verticilos destinam-se à proteção das estruturas internas responsáveis pela função reprodutora. Os verticilos reprodutores compreendem o androceu e o gineceu. O androceu é o conjunto dos órgãos reprodutores masculinos- os estames. Cada estame possui uma pequena haste - o filete - , em cuja  extremidade se localiza a antera , pequena "caixa" dentro da qual são formados  os grãos de pólen. O gineceu é constituído pelos carpelos ou órgãos reprodutores femininos da flor. Cada carpelo possui um corpo globuloso , oco , chamado ovário, que contém no seu interior óvulos. O ovário se comunica com o exterior por meio de um longo tubo - o estilete- , o qual se abre na parte mais alta por meio de um pequeno platô enrugado e úmido - o estigma.  A fecundação ocorre nas plantas superiores após a polinização, isto é , depois que os grãos de pólen caem sobre o estigma. A polinização pode ocorrer na mesma flor da qual provém o pólen (autopolinização) ou em outras flores, até mesmo de outra planta da mesma espécie (polinização cruzada). O pólen é dotado de uma membrana rígida e rugosa , eivada de poros , denominada exina . Abaixo dela , fica outra membrana , porém muito fina - intina. No interior , há uma massa citoplasmática contendo dois núcleos , um esférico e com função vegetativa- o núcleo vegetativo - e outro com função reprodutora e aspecto semilunar (de meia-lua), chamado núcleo geratriz. Após a polinização , o grão de pólen absorve líquidos do estigma , sofre turgescência e , face à resistência da exina impedindo o aumento do seu volume , ele faz uma proeminência através de um dos poros dela, ocasionando o aparecimento do tubo polínico.  A essa altura , o núcleo geratriz já se dividiu em dois micronúcleos, que passam , juntamente com o núcleo vegetativo , para o interior  do Tubo Formacio. Daí, por diante , o tubo polínico se alonga , penetra pelo canal do estilete e se estica até alcançar a cavidade do ovário. Ele conduz na sua extremidade os dois micronúcleos - o que vai na frente denomina-se 1¤. Núcleo espermático, seguido de perto pelo 2¤ núcleo espermático. O primeiro deles representa o verdadeiro gameta masculino. O óvulo das espermáfitas contém um grupo de oito células que formam o saco embrionário . Uma delas é a oosfera , o gameta feminino. Durante a fecundação , a ponta do tubo polínico penetra no óvulo através de uma pequena abertura nos envoltórios deste, chamada micrópila. Imediatamente, o 1¤ núcleo espermático se junta com a oosfera , formando um célula diplóide - o zigoto - e caracterizando a fecundação propriamente dita . Logo a seguir , o 2¤ núcleo espermático funde-se com as suas células polares (haplóides), do que resulta uma célula triplóide- o mesocisto. Formam-se , então, quase simultaneamente , o zigoto (diplóide) e o mesocisto (triplóide). De sucessivas divisões do zigoto , resultará um pequeno embrião vegetal ou plântula. As divisões do mesocisto originarão o albúmen ou endosperma , que envolverá o embrião. Todas as células do endosperma são triplóides. A partir daí, o óvulo cresce e começa a se transformar em semente. Esta produzirá auxinas que levarão o ovário a enorme hipertrofia, constituindo-se em fruto. Enquanto isso, as pétalas e frequentemente as sépalas caem, deixando o fruto exposto e em evolução. No interior da sua semente, encontra-se o embrião que, um dia, germinará , originando nova planta da mesma espécie. Há plantas em que não se observa a fecundação , mas , ainda assim, o ovário se hipertrofia , originando frutos sem sementes. Esses frutos são chamados partenocárpicos. A banana constitui um exemplo.

O Casamento


O casamento cristão representa, desde os tempos medievais , uma das mais profundas formas de dominação social. Desde então, tratava-se de restringir o comportamento sexual e controlar a reprodução da comunidade, em todos os seus níveis . O matrimônio público , dirigido pelo Padre, salientava o caráter sagrado das relações sexo-sociais, levando-as para  muito além da esfera de decisão dos indivíduos envolvidos. A benção matrimonial e o estabelecimento de um contrato legal  opunham-se ao concubinato . O casamento inscrevia-se no cotidiano medieval como uma prática disciplinadora das diversas ordens , sobretudo da nobreza. O adultério era seu contraponto . Significava o desregramento moral do tecido social e a possibilidade da pulverização de bens, contida pelas proibições de legados e doações a amantes. Para a nobreza era necessário controlar o comportamento feminino , porta de entrada para aventuras cavaleirescas, admitidas apenas de maneira simbólica nos jogos de amor cortesão. Por outro lado , juntamente com a guerra , as alianças matrimoniais constituíam meios de ampliação  das propriedades senhoriais e mesmo de incorporação de reinos e principados.


O Legado da Grande Guerra


A Liga das Nações foi acusada de ter assistido ao rearmamento alemães, à Guerra Civil espanhola e, finalmente , à Segunda Guerra Mundial e não ter tomado partido. A liga desapareceu em 1946, depois de haver transmitido suas funções e seus bens à Organização Das Nações Unidas (ONU). Além de 9 milhões de mortos e 400 mil inválidos , a Grande Guerra deixou marcas profundas na sociedade, no modo de vida e de pensar, trouxe mudanças políticas e econômicas. No campo político , a vitória dos países democráticos (EUA , França e Inglaterra) deu nova força ao liberalismo contra os regimes autoritários onde o poder e o voto eram dificuldades em adotar um sistema democrático assim a curto prazo, de modo que e poucos anos surgem novos sistemas autoritários , como o fascismo (Itália), o nazismo (Alemanha) e ditaduras em vários países da Europa. Na economia , os países perdedores se endividaram , se arruinaram , causando as consequentes dificuldades de vida do povo e inflação. Os países vitoriosos , sobretudo os Estados Unidos , tornaram-se credores de grandes empréstimos e fornecedores de produtos e tecnologia. Surgiu a indústria da Guerra , com investimento de grandes somas em armamentos , temendo-se os desastres de futuros conflitos. No campo social , a guerra mudou muita coisa. Muita gente saiu dos campos arruinados  foi tentar a vida nas cidades. A mulher tornou-se mais independente , com direito de voto em alguns países. Muitos valores morais e culturais foram mudados, aumentou o sentimento religioso. A guerra despertou os sentimentos pacifistas e o entendimento internacional. Milhares de pessoas no mundo todo , alarmadas com as atrocidades e os horrores da guerra, perderam as esperanças , principalmente os jovens , de que os políticos e as autoridades constituídas tivessem a capacidade de fazer uma sociedade melhor, mais livre  e justa.

Filipe II E O Predomínio Espanhol Na Europa


No ano de 1556 , quando Carlos V decidiu do trono em favor de seu filho Filipe II, este herdou a coroa da Espanha , o ducado de Milão e o reino de Nápoles , os Países Baixos e as colônias americanas. Era o domínio imenso para um jovem soberano , que tinha um autoconceito da própria autoridade real. Ele mostrou , desde os primeiros atos de seu governo , a firme decisão de concentrar em suas mãos o poder.  Filipe II , por trinta anos, reinou nesse vasto império  controlando pessoas e afazeres , até aqueles de menor importância . Tudo isso por um ambicioso programa de reconduzir a unidade do mundo católico sob o domínio da Espanha. Na parte interna , sufocou revoltas regionais e perseguiu hereges , mouros e hebreus. Na política externa , empenhou-se em defender a Santa Sé , levantar a bandeira do catolicismo em todos os países que estavam envolvidos em guerras de religião e lutar sem trégua para impedir o avanço dos turcos no Mediterrâneo . Com a morte de Filipe II, no ano de 1598, pôde-se constatar que bem pouco dos objetivos políticos por ele implantadas durante anos, com profunda obstinação , tiveram efeitos satisfatórios. A Espanha , nessa época, acumulou metais preciosos , sua indústria ficou quase que paralisada e , assim , seus domínios foram ficando arruinados. A Espanha estava esgotada pelas guerras , às quais foi submetida durante anos. Suas finanças fundamentavam-se na terra , na agricultura e na industria , em plena decadência. Enquanto isso, a Holanda e a Inglaterra se tornavam duas grandes potências navais . Nesse mesmo tempo, a França superava a crise de uma guerra civil e implantava suas bases para um futura supremacia na Europa. A Bélgica e a Holanda foram os primeiros Países Baixos a experimentar o peso da política autoritária de Filipe II e também os primeiros a opor forte e tenaz resistência a ele . As inimizades , que já há tempos punham em choque a rica burguesia flamenga contra os exageros do fiscalismo espanhol, explodiram em uma revolta em 1566 , quando Filipe II pretendia introduzir nos Flandres o Tribunal da Inquisição. Nobres , burgueses , populares , calvinistas e católicos se uniram em luta , que assumiu as características de uma guerra de libertação nacional. No ano de 1579 ,  sob a chefia de Guilherme de Orange , proclamaram sua independência e se constituíram na República das Sete Províncias Unidas, em 1581, formando a Holanda. No ano de 1648, a Espanha se decidiu a reconhecer a independência dessa nova República. A Holanda , em  pouco tempo, havia se tornado uma grande potência marítima. Com a frota 20 mil embarcações , dominava o oceano e concentrava enorme quantidade de capital nos seus bancos , tornando-se o maior centro monetário da Europa. Porém, as lutas entre a Holanda e a Espanha ainda perduraram até 1648 , quando chegou ao fim a Guerra dos Trinta Anos, que envolveu , no início do século XVII, a maioria das nações europeias, por motivos políticos , econômicos e religiosos.

A Respiração do Ritmo Respiratório

O abastecimento de oxigênio a todas as células do organismo e a remoção do dióxido de carbono ao nível dos tecidos exigem uma constante recombinação desses gases no sangue. E isso só pode ser conseguido através de um eficiente funcionamento dos pulmões. Afinal, é na intimidade dos mesmos que ocorre a hematose . Por isso , existem mecanismos reguladores que controlam o ritmo respiratório do indivíduo. Denomina-se incursão respiratória ao conjunto de uma inspiração e uma expiração completas. No indivíduo adulto normal , em repouso , podemos contar de 14 a 16 incursões respiratórias por minuto. Se há maior necessidade de arejamento pulmonar (por atividade física forçada, por falta de oxigênio no ar ou por doenças e obstruções das vias aéreas), então o ritmo respiratório se acentua .  Às vezes , torna-se até "ofegante". A diminuição da tensão de O2 no sangue pode atuar como "estimulante" do centro respiratório (estrutura nervosa) situado no bulbo (integrante do encéfalo). Mas muito mais intensamente neste papel, "disparando" a atividade do centro respiratório , funciona o dióxido de carbono, quando tem a sua concentração aumentada no sangue, além dos limites normais. Portanto, uma pequena redução do teor de oxigênio no sangue pode implicar o aumento do ritmo respiratório. Mas qualquer "incremento" de CO2 no sangue circulante será logo respondido com intensificação do ritmo respiratório. Os mecanismos reguladores do ritmo respiratório desencadeiam a atividade nervosa do centro respiratório no bulbo, o qual , por sua vez , coordena o trabalho muscular do diafragma e dos músculos intercostais através de nervos do sistema nervoso autônomo. É bem verdade que o sistema nervoso voluntário (da vida de relação) pode alterar o ritmo respiratório. De fato , você pode "prender a respiração" ou respirar mais rapidamente se assim o quiser . Mas essa atividade voluntária tem um limite se o indivíduo parar de respirar voluntariamente tem um limite. Se o indivíduo por um tempo exageradamente longo, o estímulo do centro respiratório pelo acúmulo de CO2 no sangue será tal que, a partir de certo instante , se tornará impossível continuar na intenção inicial. O indivíduo inspirará involuntariamente em qualquer circunstância!... Isso explica o mecanismo do afogamento. E também explica por que é impossível alguém suicidar-se apenas deixando deliberadamente de respirar.

Auxinas e Tropismos


Os tropismos são crescimentos orientados , induzidos por algum fator ambiental . Podem manifestar-se sob a forma de curvaturas de caules e raízes. Você viu, em item anterior , o fenômeno de curvatura do caule em direção à luz , que chamamos de fototropismo positivo. Além da luz , outro agente indutor de tropismo é a força gravitacional. Fala-se , nesse caso, em geotropismo. A raiz tem geotropismo positivo, já que cresce para baixo , no sentido do solo; o caule tem geotropismo negativo, porque cresce em sentido contrário à gravidade. Isso acontece porque , pela ação da gravidade, os hormônios produzidos nas pontas do caule e da raiz migram, concentrando-se nas regiões inferiores , do lado de baixo. Ora , na raiz, a região com muito hormônio não cresce , e a região com pouco hormônio cresce bem. O crescimento unilateral provoca, então, a curvatura para baixo (geotropismo positivo). No caule dá-se o inverso. A região em que existe muito hormônio cresce bem , o que não ocorre naquele em que há hormônio. A curvatura geotrópica é para cima (geotropismo negativo).  Além do crescimento , inúmeras funções nas plantas são reguladas por hormônios , como a formação dos frutos e a queda das folhas. A quantidade de AIA numa folha é inversamente proporcional à sua idade. S folhas caem quando essa concentração atinge um valor baixo , menor do que o existente no caule , no ponto de inserção do pecíolo. Forma-se no pecíolo da folha um tecido especial , a camada de abscisão , com células menores, dispostas em camadas transversais , destacando-se então a folha velha . Asim é explicada a queda das folhas no outono. O AIA estimula o desenvolvimento do ovário da flor , uma vez que , formadas as sementes , elas passam a produzir essa substância . Há , no entanto, frutos que se desenvolvem sem sementes (frutos partenocárpicos), como a banana , a laranja-baía , o partir de ovários com óvulos não-fecundados , por pulverização local ou por aplicação de pasta de AIA. No cultivo de plantas , há duas práticas bastante comuns relacionadas à ação dos hormônios: - Dominância ou Inibição Apical: Quando podamos uma planta, verificamos um profuso brotamento de gemas laterais , que se desenvolvem em muitos ramos. Essa é a poda de produção, que leva ao aumento do número de ramos, com flores e frutos. Enquanto estiver presente , a gema apical , ativo centro produtor de auxinas , inibe o crescimento das gemas laterais. Removido o centro produtor , as gemas podem se  desenvolver . Quando se substitui a gema apical por um bloco de ágar com AIA, verifica-se que continua a inibição das gemas laterais. Enraizamento de Estacas - Para obtermos maior porcentagem na "pega" de estacas , que devem enraizar rapidamente , podemos banhá-las por algum tempo numa solução de auxina antes de plantá-las. A solução também pode ser usada para regar as estacas após o plantio. As auxinas estimulam as regiões cortadas ou feridas , desenvolvendo-se aí meristemas responsáveis pela formação das novas raízes.


Os Primórdios do Socialismo


Vinculado ao movimento cartista surgira os socialistas, propondo a criação de uma sociedade baseada na cooperação, e não na competição , um sistema socioeconômico em que a produção e a distribuição de bens seriam planejadas para o bem geral da sociedade . Esse temário viria a ser base do materialismo histórico, tese do filósofo que mais influenciou o século XX, o alemão Karl Mar, cujas obras , muitas das quais foram escritas em colaboração com Friedrich Engels, forneceram os fundamentos teóricos para os partidos socialistas europeus , tanto revolucionários como evolucionários. Anteriormente a Marx , alguns socialistas , classificados com utópicos , esboçaram modelos para um mundo melhor. Eles foram assim chamados por não terem criados uma doutrina organizada visando a destruição da sociedade capitalista.   Saint-Simon (1760-1825) , socialista francês , renunciou a seu título de nobreza durante a Revolução Francesa , mas , segundo ele , filosofia iluminista , embora tivesse ajudado a destruir a ordem antiga, não proporcionara uma orientação para a reconstrução da sociedade. Ele tomou para si  a missão de construir  a nova sociedade, proporcionando compreensão clara da nova era a ser modelada pela ciência e pela indústria. A nova unidade agora exigida , diferente da propiciada pela Igreja na Idade Média, deveria nascer do conhecimento científico. Os cientistas , industriais , banqueiros , artistas e escritores substituiriam os clérigos e aristocratas na elite governantes.  O clero tradicional , tendo colocado o dogma acima a lei moral , perdera o direito de liderar a Europa naquela nova era , e um novo clero, inteiramente a par do conhecimento científico , instruiria os fiéis a se amarem uns aos outros . Haveria um novo cristianismo, despojado de mitos e dogmas , ajustado à nova era da ciência unindo espiritual e moralmente todos os povos da Europa. Charles Fourier (1772-1837) , outro socialista francês, acreditava  que a infelicidade humana devia-se ao conflito entre as necessidades naturais do homem e a disposição da sociedade de então. Enquanto  Saint-Simon e seus adeptos pensavam em reorganizar a sociedade em grande escala- grandes indústrias e gigantescas estradas de ferro e sistemas de canais - , Fourier idealizava pequenas comunidades, nas quais homens e mulheres pudessem desfrutar de prazeres simples e satisfazer suas verdadeiras necessidades humanas.  Nessas comunidades, chamadas falanstérios , todos trabalhariam em tarefas que lhes interessassem e produziriam para si e para outro. Dinheiro e bens não seriam distribuídos igualmente ; aqueles com dotes especiais e responsabilidades seriam recompensados de acordo . Isso para que as pessoas tivessem um desejo natural de ser reconhecidas por suas realizações. Fourier apoiava a igualdade entre os sexos. As mulheres , tanto quanto os homens , deveriam escolher seus empregos. O casamento seria pura brutalidade, por negar as necessidades (...) Penalizado com os maus-tratos frequentemente infligidos aos trabalhadores , aumentou os salários , melhorou as condições de trabalhado, providenciou-lhes moradia, alimentação e vestuário e preços razoáveis e recusou-se contratar crianças menores de 10 anos. Além disso , forneceu oportunidades educacionais para as crianças e iniciou um programa de ensino para os adultos. Owen quis assim demonstrar que um melhor tratamento dispensado aos trabalhadores não era incoerente com os lucros. Mais felizes e mais saudáveis, eles produziriam mais. Ele acreditava que a ordem social e econômica de então, fundada na competição , devia ser substituída por um sistema baseado na vida um grupo harmoniosa. Estabeleceu uma comunidade-modelo em New Harmony, Indiana , mas essa experiência também terminou em fracasso.


A Estrutura e Reprodução Dos Crustáceos


As extremidades articuladas dos crustáceos são birremes , ou seja , têm dois ramos , um externo (exopodito) e um interno (endopódito) cada um contendo uma série de artículos . As formas desses ramos são adaptadas a várias funções , como corrida, natação , escavação , preensão , respiração e até cópula. O corpo apresenta um nítido cefalotórax , resultante da fusão da cabeça e do tórax . O abdome é geralmente bem desenvolvido , com vários segmentos.  Um bom representante do grupo é o camarão , um decápodo , ordem à qual pertencem as muitas espécies de lagostas , caranguejos e siris. No cefalotórax dos camarões existem antenas I , antenas II , peças bucais , três pares de patas maxilares e cinco pares de patas torácicas (daí o nome de cecápodos). No abdome há cinco pares de patas natatórias , pequenas , e um par de urópodos , em forma de largos remos para a natação. Nos caranguejos e siris são bem visíveis praticamente apenas os cinco pares de fortes patas do cefalotórax. O abdome é reduzido a uma pequena lâmina , dobrada ventralmente no cefalotórax e que , nas fêmeas , prende a grande massa de ovos eliminados em cada desova. Os camarões, como os demais crustáceos , têm sexos separados , fecundação interna e desenvolvimento indireto, apresentando diferentes tipos de larvas . Nos micro-crustáceos (mais simples) há um só tipo de larva , a nauplius , microscópica , planctônica, com três pares de patas natatórias.


Guerra do Vietnã

O Vietnã conseguiu libertar-se do jugo imperialista através da luta armada. Em 1954 , os franceses se retiraram da Indochina e do Vietnã , onde dominaram por vários anos. O Vietnã ficou dividido em Vietnã do Norte , com a capital em Hanói e aliado ao regime socialista , apoiado pela URSS , e Vietnã capitalista , apoiado pelos Estados Unidos. Em 1956 , os vietnamitas , através de eleições , pretendiam escolher um só líder que governasse o território unificado. Mas por desentendimentos políticos internos, o Vietnã do Norte se negou a convocar eleições e invadiu o Sul.  Inicialmente, as potências (URSS e EUA) limitaram-se ao envio de armamentos , porém, o bombardeio de dois "destróiers" americanos , em 1964 , fez com que as tropas americanas participassem efetivamente da guerra. Grupos de guerrilheiros comunistas (vietcongues) formaram a Frente de Libertação Nacional e organizaram a resistência no Sul , através da tática de guerrilhas com total apoio da população camponesa, que sofreu invasão e bombardeios americanos em suas aldeias. Mesmo assim, a guerrilha continuou a defender suas posições. Os americanos utilizaram  o napalm (uma substância gelatinosa capaz de fazer queimaduras violentas na pele ) e o agente laranja, um produto químico que foi utilizado para desfolhar florestas vietnamitas , com finalidade de descobrir esconderijos dos vietcongues , que eram guerrilheiros do Norte. Sem conseguir vencer um inimigo inferior em armas , pressionado pelos norte-americanos que ressentiam a morte de jovens combatentes , desacreditado e criticado pela opinião pública mundial, o presidente dos EUA , Richard Nixon , não teve outra alternativa a não ser a retirada gradativa de suas tropas. A guerra durou mais de dez anos (1964/1975) . Após a retirada dos americanos , os socialistas conseguiram derrotar os sulistas e implantar um governo único no país. O Norte e o Sul foram unificados sob a bandeira comunista. Foi uma guerra inglória para os EUA. Talvez a profunda lição desse triste episódio seja a de que cada povo deve escolher seu próprio destino.

A Caracterização Dos Reinos

Os dois super-reinos Prokarya e Eukarya , reúnem respectivamente organismos procariontes. Nos Prokarya, há apenas o reino Bactéria, o mesmo que Monera , com dois grupos bem distintos : o das eubactérias , que inclui a grande maioria das bactérias mais conhecidas , inclusive as cianobactérias, e o das arqueobactérias, e o das arqueobactérias. Estas são geologicamente mais antigas e adaptadas e condições ambientais severas , semelhantes às de alguns ambientes da Terra primitiva. Elas estão sendo objeto de muitas pesquisas , revelando várias novas características. Exemplos de arqueobactérias são as metanogênicas , que liberam metano; as halófilas , que suportam alta salinidade , e as termo-acidófilas , que suportam altas temperaturas, encontradas em  fontes termais ( fundo do mar com fendas), de onde saem materiais quentes , de origem vulcânica.  O reino Protista, que reunia apenas organismos unicelulares , foi substituído pelo reino Protoctista,que inclui muitos filos de seres pluricelulares , complexos , como, por exemplo, todas as algas. Os protoctistas são os mais simples eucariontes , autótrofos ou heterótrofos , e apresentam , com frequência , flagelos para a locomoção. Seus grandes são as algas pardas , verdes e vermelhas , as algas simples (diatomáceas e dinoflagelados) e os protozoários (ciliados , flagelados, amebas etc.). O reino Fungi agrupa eucariontes , na maioria pluricelulares , apenas heterótrofos , que se nutrem por absorção dos alimentos. Suas paredes celulares são de quitina , a mesma substância do esqueleto dos insetos, e não apresentam flagelos. São os lêvedos, unicelulares , e todos os cogumelos , bolores e orelhas-de-pau. O reino Plantae reúne eucariontes exclusivamente pluricelulares e autótrofos fotossintetizantes. Suas células têm paredes de celulose , um polissacarídeo e cloroplastos, com as clorofilas a e b. A meiose sempre ocorre na formação dos esporos (meiose espórica). São os musgos , as samambaias , os pinheiros e as plantas com flores e frutos. O reino Animalia agrupa eucariontes exclusivamente heterótrofos , que se nutrem por ingestão dos alimentos .  A meiose sempre ocorre na formação dos gametas (meiose gamética). Após a fecundação , eles passam por um estágio de blástula , uma pequena massa de células indiferenciadas . Apenas com finalidade didática, para simplificar o estudo , os vertebrados e os invertebrados , estes últimos com muitos filos.

A Forja Da Identidade: Quem é Brasileiro?


Um mês antes do 7 de setembro , Evaristo da Veiga já divulgava sua música "Brava Gente" , que se tornaria o Hino da Independência brasileira e que emocionava os patriotas. Tempos depois , portugueses divertiam-se com uma paródia que ridicularizava os brasileiros: descendentes de macacos , trocaram a bandeira da Cruz de Cristo por uma bandeira com os ramos de tabaco. A rivalidade entre brasileiros e portugueses não fico restrita a competições poéticas de qualidade duvidosa. Nas províncias do Grão-Pará , do Maranhão, da Bahia e da Cisplatina , grupos fiéis ao governo lusitano resistiram à ideia de integrar o nascente império do Brasil. A região amazônica permaneceu ligada a Portugal até agosto de 1823 e presenciou uma série de conflitos armados entre partidários das duas Coroas até o final de 1824. Na Bahia, a oposição entre tropas leais a Portugal e súditos de D. Pedro já desembocara , desde junho de 1822, numa guerra civil que só se encerraria em julho de 1823. Na província Cisplatina, as forças lusitanas só se retiraram em novembro de 1823. Em todos os casos, o reconhecimento do novo Estado só foi obtido graças a açõe militares , auxiliadas por comandantes ingleses a serviço do monarca do Brasil. Numa questão, no entanto, os portugueses levavam nítida vantagem sobre seus adversários . A definição dos habitantes do Brasil, que aceitaram D. Pedro I como seu rei, era no mínimo embaraçosa. O próprio monarca era português , como grande parte de seus funcionários mais próximos. Por aderirem à causa da pátria , quaisquer portugueses deveriam ser considerados brasileiros ?  Ou seriam brasileiros apenas aqueles que haviam nascido no Brasil? E então o novo Estado teria de conceder direitos políticos a índios, negros e mulatos ? E seria permitida a escravização de Brasileiros? A definição do brasileiro oferecia ainda algumas outras dificuldades. Por vários séculos , havia baianos , cearenses, mineiros , pernambucanos e paulistas e várias outras denominações, de acordo com as divisões políticas da América portuguesa . O brasileiro era uma personagem recente, cuja significação não dependia apenas de uma apurada reflexão intelectual. O problemas era político . A nação  não existia , seria criada a partir das definições jurídicas e imposições sociais de seus dirigentes.

O Bloqueio Continental


A  Inglaterra foi o seu mais decidido adversário. Incapaz de conquistar a grã-bretanha pelas armas , ele resolveu bloquear sua economia. Se a Inglaterra era uma ilha e uma potência naval, seu plano era proibir que todos os países controlados pela França comprassem mercadorias inglesas : o bloqueio continental. Mas o contrabando de mercadorias para o continentes europeu e o crescente comércio com o Novo Mundo permitiram à Grã-Bretanha escapar da ruína econômica, embora sofresse com o embargo. Além disso, o bloqueio castigava  países que dependiam de importação da Inglaterra. Centenas de navios ficaram parados nos portos europeus. Industrias foram fechadas. A burguesia , que em geral apoiava as reformas de Napoleão , voltou-se contra ele. Além disso, seus esforços para impor o sistema criaram dois problemas : a ocupação da Espanha e a invasão da Rússia.  A Espanha não conseguira impedir que os portugueses comerciassem com a Grã-Bretanha e pouco contribuiu, militar ou financeiramente, para o esforço de guerra da França. Napoleão então resolveu incorporar a Espanha a seu império. Em 1808 formou Carlos e Fernando a abrirem mão de seus direitos ao trono e designou seu irmão José como rei da Espanha. O que era, na aparência, o estabelecimento de mais um reino-satélite tornou-se , nas palavras do imperador, " aquela miserável questão espanhola". Na Espanha , os nobres e o clero espanhol temiam o liberalismo francês; a população, esmagadoramente camponesa , analfabeta e católica, via Napoleão como um agente do demônio. Fiéis a seus monarca e à Igreja, os espanhóis travaram uma "guerra de faca" contra os invasores. Um exército invisível de guerrilheiros espalhou-se pelo país. De emboscada , destruía comboios e postos franceses. A resistência espanhola esgotou o tesouro de Napoleão, além de permitir à Inglaterra ter uma base no continente para invadir o sul da França. Napoleão resolveu atacar a Rússia, que permanecia comerciando com a INGLATERRA, violando o bloqueio continental . O imperador reuniu um dos maiores exércitos da história- cerca de 614 mil homens recrutados entre várias nacionalidades - 200 mil animais e 20 mil veículos . As forças do Czar, travando apenas pequenas batalhas enquanto recuavam, atraíram os invasores ao vasto território russo, distante de suas linhas de abastecimento . Em Borondino, a oeste de Moscou , os franceses derrotaram os russos, abrindo o caminho para capital , mas não conseguiram destruir o exército inimigo , que se retirou organizadamente. Em 14 de setembro de 1812, o exército napoleônico, com seus efetivo reduzidos por reduzidos por doença, fome , esgotamento , deserção e combate , entrou em uma Moscou deserta. Napoleão então enfrentava um dilema penetrar ainda mais na Rússia era morte certa ; ficar em Moscou no inverso que se aproximava significa morrer de fome. Em 19 de outubro de 1812, retirou-se para suas fontes de abastecimento na Polônia. Em princípio de  novembro começou a nevar. Cossacos e camponeses russos dizimavam os soldados franceses que se perdiam . Em meados de dezembro, perseguido pelos russos , o que restava do Grande Exército penetrou na Prússia Oriental.

As Treze Colônias


Até 1750 , as colônias inglesas na América do Norte ocupavam estreitas faixas no litoral leste. Na Nova Inglaterra , nome que designava as colônias do Norte, desenvolvia-se uma economia diversificada: agricultura , pecuária , pesca, comércio e uma manufatura incipiente. Os produtos da terra ou os provenientes do comércio com outras regiões eram transformados em usinas, moinhos , fábricas de papel e serrarias. Infringindo o pacto colonial, comerciantes iam até as Antilhas para adquirir rum, melaço e outros produtos. A vida pública e privada era marcada pela forte moralidade imposta pelos puritanos, homens que haviam preferido a perigosa travessia do Atlântico e terem de aceitar as imposições dos monarcas ou da Igreja estabelecida na Metrópole. Viver em conformidade com sua fé , guiar-se por ela , era o fundamental. Quem quer que se afastasse das igreja era excluído da vida social e provavelmente punido sem piedade . Nesse clima de austeridade, os mais inocentes divertimentos pareciam suspeitos. O tempo deveria ser dedicado ao trabalho. A busca do lucro não faria mal à vida espiritual. A tradição puritana, em que interesses da comunidade eram, como as questões de fé, discutidos coletivamente e os interesses pessoais ficavam subordinados aos interesses gerais, exerceu forte influência na vida política do Norte. Menos povoadas, com poucas cidades e raros portos, as colônias do Sul adotaram uma forma de ocupação e exploração do solo muito diferente do adotado na Nova Inglaterra: a plantation. A população escrava superior à de homens livres , e uma aristocracia de fazendeiros mantinha o controle político. Esses colonos haviam trazido para a América os ideais da nobreza européia, adoravam o luxo e as festas , diferenciando-se dos puritanos da Nova Inglaterra. Com poucas atividades complementares às de sobrevivência , as colônias do Sul dependiam da exportação de produtos agrícolas adaptados ao clima quente e úmido- algodão, o tabaco e o arroz - , cultivados em grandes extensões. Sua união com as do Norte , na luta pela independência , deu-se acima de tudo para se livrarem de um sócio incômodo chamado Metrópole. Entre o Norte e o Sul havia um terceiro grupo de colônias , em que populações de origem holandesa e sueca conviviam com as de origem britânica. Filadélfia , capital da Pensilvânia , era , à época da Independência , a maior cidade norte americana, com cerca de 30 mil habitantes e uma urbanização , comparável às das cidades européias. Essa posição central , a meio caminho entre a Nova Inglaterra e as colônias do Sul, selou seu destino de sede das reuniões que levariam à Independência.

O Calvinismo


Em 1533, o religioso francês João Calvino conheceu o luteranismo e converteu-se , o que significou problemas com seu Estado natal, que apoiava a Igreja Católica. A situação obrigou-o a se exilar na cidade de Genebra , situada nas proximidades da fronteira com  a França e centro das discussões reformistas. Antes da chegada de Calvino, os genebreses já haviam se revoltado contra os bispos católicos. Bem recebido, Calvino estabeleceu em Genebra uma sociedade na qual a Igreja regularia a vida política e social dos cidadãos . Ali fincaria pés a moralidade calvinista , impondo uma disciplina rigorosa quanto ao vestuário, aos costumes sexuais, ao comparecimento à Igreja e aos negócios comerciais. Calvino instituiu uma disciplina social aprovada pelos comerciantes que governavam a cidade. As atividades econômicas foram particularmente beneficiadas, liberadas do preceito religioso de pecado , e a cobrança de juros prática, condenada pela Igreja  Católica , foi consentida. Os calvinistas tornaram-se cristãos militantes, atuantes em suas congregações e dispostos a eliminar o  mal em si mesmos e nos outros, capazes de governar sua cidade com a mesma vontade de ferro que empregavam para controlar as paixões. Como Lutero , Calvino ressaltava a submissão dos cristãos às autoridades políticas. Mas, se apenas a dedicação à lei de Deus poderia ser vista como sinal de salvação, então a obediência às leis humanas seria sempre condicionada por sua fé e moral cristãs.

Gradualismo e Equilíbrio Pontuado


Nas teorias de evolução, desde Darwin, em 1859, até 1972, propunha-se basicamente que a evolução é um processo lento e gradual que ocorre pelo acúmulo de pequenas mudança ao longo do tempo, falando-se em gradualismo. Em 1972, dois cientistas norte-americanos, Stephen Jay Goulde Niles Eldredge, propuseram a Teoria do Equilíbrio Pontuado, uma nova maneira de entender a evolução. Eles se perguntavam por que não conseguiam encontrar no registro fóssil as mudanças graduas nos organismos que sempre se acreditou que ocorressem na evolução. Em vez disso, encontravam súbitas aparições de espécies fósseis (súbitas em termos geológicos, embora fossem lentas na escala de tempo da vida humano), seguidas de longos períodos sem que esses organismos sofressem mudanças. Os biólogos tradicionalmente atribuíam essa dificuldades em encontrar formas intermediárias ao fato de os registros fósseis saem incompletos e falhos. Jay Gould e Eldredge contestaram essa visão e propuseram que tanto a aparição repentina de várias espécies quanto os longos períodos sem mudanças nos organismos são reais, e não decorrentes de falhas nos registros fósseis. Segundo esses cientistas, há períodos de milhões de anos em que espécies não sofrem alterações , mas de repente surgem novas espécies, que se diversificam rapidamente em escala geológica; depois desse período de saída especiação segue-se outro período, de equilíbrio. Isso originaria as pontuações de mudanças rápidas em um cenário de equilíbrio constante, o que deu origem ao nome da teoria.

A Devassa


O visconde de Barbacena comunicou os fatos ao vice-rei, Luís de Vasconcelos e Souza, no Rio de Janeiro, que instituiu uma devassa para apurá-los . Imediatamente foi preso um dos conspiradores, Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por Tiradentes , que , além de alferes, era uma especie de dentista da região. O  mais entusiasta propagandista da independência não pertencia à elite colonial. Em seguida, ocorreram novas prisões e interrogatórios.  Os prisioneiros negaram seu envolvimento na conspiração e muitos delataram seus companheiros. A 4 de julo , o poeta Cláudio Manuel da Costa foi encontrado morto em sua cela. Suicídio ,segundo a versão das autoridades. Em Janeiro de 1790, Tiradentes resolveu assumir sozinho a iniciativa da rebelião , apresentando-se como único líder do movimento. Evidentemente, não era verdade. Para a Metrópole , interessava caracterizar o movimento como insignificante, chefiado por um simples alferes inculto.   Para a aristocracia mineira, Tiradentes era um excelente bode Expiatório, que retirava dos poderosos  a responsabilidade da conspiração. A hierárquica estrutura do Império Português produziria então um primeiro acordo de elites que seria uma das marcas da posterior história brasileira. Por iniciativa da rainha de Portugal, D. Maria I, conhecia como Maria , a louca, o suposto líder do movimento foi condenado à morte por enforcamento e teve seu corpo esquartejado e exposto para intimidar a população. Numa extraordinária festa barroca, em 21 de abril de 1792, Tiradentes foi executado  no Rio de Janeiro. Traidor da monarquia portuguesa , que desejava separar as mãos e os pés coloniais da cabeça metropolitana, teve em seu corpo a aplicação de uma pena exemplar . Para os demais envolvidos , pena de degredo na África. A metrópole bania os demônios coloniais para outro lado do Atlântico, pois sistema colonial já não funcionava mais como purgatório dos bancos.

A Crise Na República


As riquezas chegadas a Roma, provenientes das províncias saqueadas, fizeram com que a competição por posição e posse deteriorasse a República. A plebe , empobrecida , sem terras e sem trabalho , pressionava o Estado . O Senado se degenera numa oligarquia interesseira , que resistia à reforma social e lutava por preservar seus poderes e privilégios . Como afirma o historiador Perry Anderson: "A República conquistara para Roma o seu Império: as suas próprias vitórias a tornaram anacrônica". Após a conquista da bacia do Mediterrâneo, as principais preocupações republicanas já não eram com a defesa militar , mas com a redefinição das instituições relativas às exigências do Império econômico e com a solução de perigosos problemas sociais e políticos de Roma. Em ambos os casos, a República fracassou. As instituições romanas não haviam sido criadas para administrar tantas colônias e encontravam imensa dificuldade de se adaptar às mudanças . A república não conseguia atender a tantos cidadãos de um Império tão vasto , e , no governo das províncias, governadores, coletores de impostos e soldados exploravam pesadamente os habitantes locais. A política romana do século posterior aos irmãos Graco (século II a.C.) foi marcada por rivalidades e violência. Aventureiros políticos exploravam a venda de cereais a baixo custo e a distribuição de terras , para beneficiar suas carreiras. Esses novos defensores da reforma social erma os demagogos, que encantavam e manipulavam a plebe marginalizada com pão e circo: comida a baixo custo e entrada gratuita nos jogos. Esses demagogos aspiravam ao Tribunato da plebe , um cargo suficientemente forte para contestar o Senado e não muito difícil de conseguir , já que a cada ano eram eleitos dez tribuno. Seu principal objetivo era fragilizar o Senado e concentrar o poder nas próprias mãos. A plebe marginalizada , depois de décadas de ociosidade e de alimentos e entretenimento gratuitos, estava pronta a apoiar aquele que lhes acenasse com promessas mais sedutoras. A República estava ultrapassada. 

A Revolução Mexicana



A situação social também  foi a causa da Primeira revolução  do século XX. Assim como na Rússia,  no México,  em 1910, a questão  agrária  , com a luta pelo controle da terra, era o motivo central das insatisfações sociais.  A Revolução  Mexicana , de início, uma iniciativa dos liberais contra o governo autoritário  de Porfírio Diaz (1876-1911) , acabou ganhando uma faceta agrária e popular, com bases camponesa, liderada por Emiliano Zapata (No Sul) e Francisco Pancho Villa (No norte). Distantes dos debates teóricos  que envolviam os ativistas sociais europeus, os camponeses mexicanos reivindicavam, basicamente,  uma reforma agrária  que pudesse fim à  expropriação,  a qual se processada com maior intensidade desde o fim do século XIX. Parte da elite também  manifestava descontentamento com a penetração do capital estrangeiro , sobretudo, das empresas petrolíferas e mineradoras britânicas e norte-americanas. Mesmo com seus principais líderes mortos e sem atingir todos os seus intentos, a Revolução influenciou o movimento de nacionalismo cultural, que predominou no México nos anos 1920. Na década de 1930, ainda reivindicando a influência  dos ideais revolucionários,  houve a nacionalização  das ferrovias e companhias petrolíferas  e uma reforma agrária,  promovida pelo governo,  a qual atrelou os movimentos operário  e camponês ao Estado. De qualquer forma, os desdobramentos da Revolução  Mexicana tiveram grande repercussão  e influenciaram as ações  da elite latino-americano, principalmente,  na organização  de um Estado populista, com concessão  a algumas reivindicações populares.

A Dupla Face Da Modernização Agrícola



Quando se analisa a modernização  da agricultura, é comum que se pense apenas na modernização das técnicas - substituição  de trabalhadores por máquinas , uso intensivo de insumos e desenvolvimento  da biotecnologia - e que se esqueça de observar as consequências  dessa modernização na relações  sociais de produção e na qualidade de vida da população.  O campo brasileiro foi dominado pela grande propriedade ao longo da história.  Entre as décadas de 1950 e 1980 , a monocultura e a mecanização  foram estimuladas por sucessivos governos como modelo de desenvolvimento e crescimento econômico.  Enquanto isso, a agricultura familiar esteve relegada a segundo plano na formulação das políticas  agrícolas, resultando na expulsão  acelerada de pequenos proprietários e trabalhadores rurais do campo para as cidades. Diferentemente do ocorrido em países  desenvolvidos, em nosso país  os empregos no setor urbano-industrial eram em geral mal remunerados e não proporcionaram condições  adequadas de moradia, alimentação e transporte,  além de outras necessidades básicas.  Os agricultores dos países europeus ocidentais e dos Estados Unidos que migraram para as cidades o fizeram predominantemente por fatores de atração (maior densidade de comércio e serviços,  salários mais altos etc.) . No Brasil os fatores de repulsão  (concentração  de terras, baixos salários,  desemprego  etc.) foram os que mais contribuíram,  e ainda contribuem , para explicar o movimento migratório  rural-urbano. É impossível entender as grandes desigualdades sociais do Brasil, que apresenta uma das maiores concentrações de renda do mundo, sem considerar essa dinâmica.  A opção pelo fornecimento  da agricultura familiar e a realização  de reforma agrária,  sobretudo nas décadas  em que a população  era predominantemente  rural, poderiam ter possibilitado melhores condições de vida a milhões  de famílias. Uma das consequências da modernização das técnicas  é  a completa subordinação  da agropecuária ao capital industrial - além da valorização  das terras agricultáveis-  , que promove a concentração das propriedades e a intensificação do êxodo  rural. CASO um agricultor se recuse a comprar os fertilizantes produzidos pelas indústrias ou não  tenha condições financeiras para isso, terá  sérias  dificuldades  em vender sua produção,  porque os alimentos terão  uma aparência  inferior e o preço  pago pelos comerciantes será menor.

A Primeira Guerra Mundial


Em 1907 Pablo Picasso, personagem-símbolo  das artes no século  XX, concluía  a obra-chave "As Donzelas de Avignon". As Donzelas parecem zombar das convenções para criar uma ilusão  de realidade. Onde está  a perspectiva?  Onde está o sombreado dos elementos para sabermos o lugar em que a luz incide? As figuras encontram-Se fragmentadas, apontado para direções distintas, pintadas com estilos diferentes. As três  donzelas da esquerda têm  os rostos moldados segundos antigas esculturas ibéricas. As da direita são  máscaras africanas. Picasso, com um olho em suas origens hispânica e outro na escultura negra, estava, agressivamente,  atacando um estilo consagrado de pintura. Como afirmou o crítico de arte e ex-prefeito de Roma Giulio Argan (1909-1992), "na história  da arte moderna [o quadro] é  a primeira ação de ruptura". Apesar de alguns artistas como Picasso estarem então  anunciando a crise da cultura européia  antes da Primeira Guerra Mundial , ainda predominavam um certo fascínio iluminista pela tecnologia, que conduziria o homem ao progresso, e pela luz da ciência,  que produziria homens cada vez melhores e mais sábios.  Mas o que a racionalidade tecnológica  produziu foi a mais devastadora guerra da História da humanidade. " As luzes se apagam em toda a Europa", disse o secretário das Relações Exteriores da Grã-Bretanha na noite em que a Inglaterra e a Alemanha entraram em guerra. O progresso tecnológico  capacitou os combatentes a se exterminarem com uma eficiência sem precedentes. A Europa se converteu num matadouro:  cerca de 17 milhões  de mortos e 20 milhões  de feridos. Armas químicas,  aviões bombardeiros e submarinos inauguraram a era do massacre.

A Importância de Reciclar O Alumínio

Atualmente , milhões de toneladas de alumínio são gastas no mundo inteiro para fabricar recipientes ("latas") de refrigeran...