Movimentos Citoplasmáticos


Estes e os dois capítulos seguintes são dedicados ao importante ramo da fisiologia vegetal , que estuda as funções das plantas. Os conhecimentos adquiridos por meio de pesquisas experimentais , em laboratório e no campo , levaram a uma boa compreensão da vida das plantas, o que permitiu uma orientação segura em relação às práticas agrícolas para obtenção de produtos de melhor qualidade. Além disso, permitiram um bom planejamento da atuação humana nos ecossistemas, tanto na preservação quanto na utilização mais racional dos recursos vegetais. A hidroponia , a agricultura orgânica, as plantas transgênicas e a seleção de plantas mais resistentes são práticas recentes , desenvolvidas em estreito relacionamento com os novos conhecimentos da fisiologia vegetal. Há dois fatores ambientais de grande influência na fisiologia do vegetal , dos quais dependem a manutenção de um metabolismo normal e uma boa adaptação ao meio. Um deles é o clima , incluindo temperatura , luz e umidade relativa do ar. O outro é o solo , do qual as plantas retiram a água e os nutrientes minerais. O solo é um complexo físico- químico , composto de partículas minerais que se originaram por decomposição de rochas. A esse complexo estão associados microrganismos vivos ou mortos , havendo ainda uma extensa rede de canalículos e câmaras de ar. Suas partículas , com capacidade de retenção de água, constituem um substrato não só para a fixação das plantas , mas também para absorção de uma solução nutritiva pelo sistema radicular. O solo é , portanto, um "sistema" vivo no qual as partículas minerais e orgânicas guardam estreitas relações de interdependência com a rica comunidade de bactérias , algas, fungos, líquens, protozoários , vermes, insetos e raízes. Aí são trocadas substâncias, efetivando-se as principais conversões de matéria orgânica e inorgânica. Por isso, a utilização do solo e os cuidados com a sua preservação devem sempre levar em conta esses conhecimentos. Para essa utilização , o solo deve ser bem estudado no aspecto físico-químico, especialmente quanto à textura (partículas), origem, composição química, pH e compactação.

O Coração E As Válvulas



O coração tem quatro câmaras: Dois átrios , que recebem sangue, e dois ventrículos, que impelem o sangue para fora. Nos pontos de saída das artérias para fora. Nos pontos de saída das artérias pulmonar e aorta existem válvulas (válvulas semilunares), em forma de lâminas ou pregas, que evitam o refluxo do sangue para os ventrículos após a sua contração (sístole). A válvula tricúspide (com três lâminas) e a mitral (com duas lâminas) têm a mesma função, isto é, só deixam passar sangue num sentido. Anomalias nas válvulas (prolapsos) provocam refluxo parcial do sangue, comprometendo o trabalho cardíaco. Casos graves são consequência de infecção causada. Casos graves são consequência de infecção causada por um estreptococo que induz nosso sistema imunológico a atacar "por engano" as válvulas cardíacas , chegando a inutilizá-las. Isso leva à necessidade de cirurgias de implantes de válvulas artificiais , que requerem abertura do coração.  O trabalho de bombeamento feito pelo coração é coordenado , implicando a entrada simultânea de sangue nos átrios, sua passagem para os ventrículos através das válvulas e a saída , por contração dos ventrículos. Independentemente do tipo de sangue, venoso ou arterial , que transportam , as artérias são vasos que saem do coração, e as veias , vasos que levam o sangue de volta ao coração. Assim, tanto artérias quanto veias podem transportar sangue arterial, rico em oxigênio, ou sangue venoso. Reveja, no esquema geral da circulação arterial, rico em oxigênio, ou sangue venoso. Reveja, no esquema geral da circulação , os tipos de sangue dos grandes vasos. Em geral, artérias têm sangue arterial e veias , sangue venoso. No entanto, a grande artéria pulmonar , que sai do coração, transporta sangue venoso, e as veias pulmonares , que chegam ao coração, transportam sangue  arterial. As artérias se ramificam em arteríolas , e estas em redes de capilares , que irrigam os tecidos.
Os capilares unem-se constituindo vênulas , e estas reúnem-se em veias que levam o sangue de volta ao coração. A parede dos capilares é muito fina, pois é formada apenas por um epitélio simples, pavimentoso , o endotélio. Através dela ocorre a contínua troca de substâncias , por difusão, entre o plasma e os líquidos intercelulares. Em nível estrutural , as artérias diferenciam-se das veias por terem paredes bem mais espessas e ricas em fibras elásticas. Nelas, o sangue circula sob alta pressão, impulsionado pelo bombeamento do coração. Em geral , as artérias situam-se mais profundamente em relação à pele , ao contrário das veias, que são bem visíveis , superficiais. Nas veias , a pressão sanguínea é baixa, e a volta do sangue para o coração é auxiliada pela contração da musculatura estriada , a qual pressionando as veias, força o deslocamento no sentido de abertura das válvulas existentes nas paredes internas. Isso impede o refluxo do sangue. Como o fluxo sanguíneo é em geral ascendente e  contra a gravidade, pessoas que permanecem em pé muitas horas por dia têm maior propensão para apresentar varizes.

As Relações Animais- Seres Humanos


Neste capítulo resumiremos as mais importantes relações, voluntárias ou não, que podem ser estabelecidas com diferentes espécies de animais e , mais detalhadamente , aquelas que podem resultar em danos à nossa saúde. Daremos destaque aos animais que, com frequência , são causadores de muitos acidentes , alguns até com risco de morte. Nos últimos séculos têm aumentado muito as nossas relações com diferentes espécies de animais, que se mostraram importantes em vários ramos de novas atividades humanas. Assim, hoje usamos cães como farejadores na atividade policial e como guias e diversos mamíferos para pesquisas em laboratório , fazemos comércio de espécies de valor ornamental , criamos novas espécies para o fornecimento de carne e outros produtos , temos animais para competição etc.  É dispensável a citação do crescente aumento de criações de animais selecionados para o fornecimento dos mais diferentes produtos para o ser humano, desde alimentos até peles, couros, penas , adubos , medicamentos , seda etc. A expansão de áreas povoadas , com a eliminação de ambientes naturais , tem provocado um contato mais frequente do ser humano com inúmeras espécies de animais selvagens que se dispersam à procura de alimento e novos locais de abrigo. Esse contato também aumentou com a exploração mais intensa dos mares , que têm uma rica fauna. Todos esses fatos têm aumentado a ocorrência de muitos acidentes causados por animais, como , por exemplo, os traumáticos (pancadas, choques mecânicos), os vulnerantes (perfurações, cortes, dilacerações), os envenenamentos , as irritações cutâneas e alergias e até as intoxicações alimentares , pelo consumo de carnes e alimentos de origem animal com substâncias tóxicas.  Vulnerante significa ferimento , como um corte ou uma perfuração, provocado por diferentes órgãos ou estruturas especiais de vertebrados e invertebrados. Os ferimentos mais comuns são causados por mordidas de cães , gatos, cobras , cavalos , peixes, macacos etc. Há ainda as bicadas de aves , como gansos e papagaios , os ferimentos provocados por garras (gatos, aves) , espinhos (ouriço-do-mar) , pinças (siris e caranguejos), conchas cortantes (mariscos e ostras) e muitos outros. Se um ferimento é superficial , os cuidados são sempre os mesmo: lavar bem o local com água e sabão e protegê-lo com gaze para evitar infecção. Nos ferimentos profundos, as hemorragias devem ser estancadas , comprimindo o local com panos limpos até ter , o mais rápido possível , atendimento médico. Apenas um médico poderá indicar os procedimentos corretos, como injeção antitetânica, sutura e medicamentos adequados.    

Consequências do Princípio de Gause


Existem vários casos de animais diferentes que ocupam o mesmo tipo de nicho em habitats diferentes. Por exemplo, o pica-pau vive em várias florestas espalhadas pelo mundo. Seu bico característico permite-lhe pegar larvas de insetos que estão atrás da casca das árvores. Nas ilhas Galápagos , em vez de pica-pau, há o pássaro-carpinteiro, que, não sendo tão especializado, usa um espinho de cacto para realizar aquela tarefa. Costuma-se chamar  de equivalentes ecológicos espécies com nichos semelhantes que vivem em habitats diferentes. Caso duas espécies coexistam ao mesmo tempo no mesmo local, provavelmente haverá alguma diferenciação de nichos ecológicos, o que diminui a intensidade da competição. Por exemplo, espécies diferentes de um pássaro do gênero Dendroica se alimentam de insetos na mesma arvore , mas cada uma fica em determinada altura da árvore,  que caracteriza nichos distintos. Isso é suficiente para evitar a competição direta. Além disso, sua alimentação é mais intensa nos períodos de construção dos nichos, que também são diferentes de uma espécie para outra. A ocupação de nichos distintos é consequência da evolução , que seleciona mutações que reduzem ou evitam a competição. Desse modo, há uma partilha de recursos do ambiente entre as espécies. Isso ocorre, por exemplo, entre as girafas que comem folhas dos ramos mais altos das árvores, enquanto os herbívoros menores comem folhas das partes mais baixas. Essa é a explicação evolutiva para o longo pescoço da girafa , proposta pelos pesquisadores Elissa Cameron e Johan T. Du Toit em 2007 e discutida no boxe da página 138 ("Por que as girafas têm pescoço tão longos?").

A Circulação Dupla

 Vimos que a circulação nos vertebrados, além de fechada , pode ser simples (peixes) ou dupla, nos animais de respiração pulmonar (anfíbios , répteis, aves e mamíferos).  Neste caso, existe um circuito pulmonar (coração-pulmão-coração), que constitui a pequena circulação , e um circuito  corporal ou sistêmico (coração-corpo circulação), que constitui a grande circulação. No ser humano, o coração tem quatro câmaras- dois átrios e dois ventrículos - , sendo a metade direita venosa (Sangue com alta taxa de CO2) e a metade esquerda arterial (sangue com alta de O2). O átrio direito recebe sangue venoso vindo da cabeça e do corpo pelas duas veias cavas, superior e inferior. O átrio esquerdo recebe sangue arterial das veias pulmonares. Atravessando simultaneamente as duas válvulas , a tricúspide (lado direito ) e a mitral (lado esquerdo) ,  sangue passa para os dois ventrículos , agora dilatados (diástole). 

A forte contração dos ventrículos (sístole) impele o sangue para duas grandes artérias: a pulmonar , que se ramifica e leva o sangue para os pulmões , e a aorta, que distribui o sangue para a cabeça (através das duas carótidas) e para o corpo. O ciclo se fecha quando o átrio direito recebe o sangue venoso pelas duas cavas, enquanto o átrio esquerdo recebe o sangue arterial vindo dos pulmões, pelas veias pulmonares.








Temperatura e Floração


Já dissemos que as plantas bianuais são aquelas que crescem bem no primeiro ano e apenas florescem no segundo ano. Nessas plantas a floração só acontece se elas passarem por um longo período de exposição ao frio. Mantidas em estufas , não expostas ao frio, elas viverão alguns anos e não florescerão . No século passado já se sabia que sementes de trigo de inverno, tratadas pelo frio por algumas semanas , davam plantas que floresciam bem mesmo quando plantadas na primavera. O tratamento pelo frio seja feito na planta ainda muito nova ou até na fase de semente (embrião). As temperaturas mais eficientes na indução são da ordem de 2¤C a 5¤C e os tecidos mais sensíveis são os meristemas apicais do caule, inclusive o das plântulas, no interior das sementes. O significado funcional da vernalização é que durante o inverno, com o frio rigoroso, as semente (vida latente) são mais resistentes do que as plantinhas novas. Estas morreriam se iniciassem o desenvolvimento nessa época. Passado o inverno , cessa a dormência das sementes , que então germinam na primavera , sob condições ótimas de temperatura e águia. Por outro lado , plantas bianuais em desenvolvimento vegetativo podem atingir maior tamanho e maior resistência no primeiro ano, para só depois entrarem em período de reprodução sexual , com melhor produtividade de sementes.

Os Poríferos: Animais Filtradores


Os poríferos são animais muito simples, aquáticos, fixos , com organização apenas ao nível de tecidos não-especializados, ao contrários do que acontece nos demais filos. Na fina parede corporal das espécies mais simples há apenas duas camadas celulares : uma externa , epidermal, onde ficam microscópicos poros, e uma interna , composta de células especiais , os coanócitos , característicos do grupo. Entre as duas camadas há um pequeno espaço ocupado por uma massa gelatinosa em algumas células livres e um grande número de duras espículas de calcário ou sílica que, juntamente com uma emaranhada rede de fibras flexíveis , de espongina, constituem o esqueleto do animal. A camada de coanócitos forra toda a grande cavidade central, o átrio, que se abre para o meio externo por um grande poro , ósculo, localizado na parte superior , livre, do animal. Nas espécies de estrutura mais complexa ,  a parede corporal é mais espessa , com conjuntos de câmaras interligadas , forradas por coanócitos , e o átrio é menor. A característica fundamental dos poríferos é que eles são filtradores, pois uma contínua corrente de água penetra pelos seus poros , circula pelos canais e pelas câmaras , chega ao átrio e sai pelo poro superior. O batimento dos flagelos dos milhares de coanócitos promove a circulação da água, que traz microrganismos e partículas alimentares. Esses alimentos aderem aos colarinhos dos coanócitos e neles escorregam até entrarem em contato com o citoplasma; são, então, captados por pseudópodes e passam a constituir vacúolos , nos quais ocorre a digestão intracelular. O contato quase que direto de todas as células do animal com a água , fora e dentro dele, garante a livre difusão de substâncias que são facilmente trocadas, como pro exemplo, gases respiratórios e excretas solúveis . Com isso , entende-se a ausência dos sistemas digestório, respiratório, circulatório e excretor e de qualquer órgão.

Deixando Marcas Duradouras

São inegáveis as marcas políticas e econômicas deixadas pelo modelo de Estado instituído por Vargas. Desde a ascensão ao poder , em 1930, a inspiração do governo para a organização social vinha da Carta Del Lavoro , idealizada por Benito Mussolini, na Itália. A crise do liberalismo político , que se ampliou após  a Primeira Guerra Mundial , fez emergir um pensamento político autoritário, defensor de um Estado forte, capaz de manter a ordem , minimizando , especialmente , o conflito entre trabalhadores e patrões. O modelo corporativista , que pregava a convivência das desigualdades em uma sociedade harmoniosa , era defendido por muitos intelectuais e até a Igreja Católica, desde a encíclica Rerum Novarum (1891). Nesse caso, era reforçado por uma ideia maior de justiça social, com base na doutrina cristã. Apropriando-se dessa concepção , o governo Vargas passou a intervir diretamente na sociedade, regulando a relação entre trabalhadores e empregados. A legislação trabalhista instituiu um modelo de sindicato único para cada categoria de trabalhadores. Controlados e financiados pelo governo , os sindicatos tornavam-se dependentes do Estado. Para muitos autores , esse controle do Estado tinha por objetivo esvaziar o movimento operário, de base anarquista e socialista , evitando greves e enfrentamentos . Nesses caminho, a própria legislação trabalhista- salário mínimo , carteira de trabalho , jornada de oito horas e proteção aos trabalhos feminino e infantil -, dedicada aos trabalhadores urbanos , teria essa função pacificadora. Cabe ressaltar que, com o crescimento industrial, nem todos os trabalhadores tinham tradição no movimento sindical organizado. Muitos migravam do campo para a cidade, principalmente das regiões Norte e Nordeste para o Sudeste. Aqueles que conseguiam emprego , as medidas sociais do governo podiam significar proteção, e não apenas repressão. O modelo de desenvolvimento estabelecido a partir do longo governo Vargas tinha o Estado como agente econômico. Daí a criação de inúmeras empresas estatais com emprego de muitos funcionários. O espírito intervencionista manifestava-se na criação de institutos centrais para o café, açúcar , mate , álcool, algodão, cacau, etc. , instituindo uma forte burocratização. As empresas públicas atuavam em diversos setores da economia - da produção de aço aos transportes - com privilégio para as chamadas "indústrias de base". A iniciativa privada também era estimulada, sobretudo, na produção de bens de consumo não duráveis. O estado financiava as atividades industriais mediante empréstimos bancários e investia na formação de mão de obra especializada por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) , do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) e das Escolas Técnicas Federais (ETFs) . O capitalismo industrial brasileiro crescia em uma relação de troca entre os empresários e o Estado. A eficácia e a permanência do modelo getulista não foram garantidas apenas pela repressão , mas também pela introdução da política de massa no país, inspirada nas experiências italiana e alemã de propaganda. A imprensa e o rádio, em programas como a Hora do Brasil, eram amplamente utilizados como instrumentos de convencimentos da população. Fazia-se um discurso de valorização do trabalhador disciplinado e produtivo, utilizando símbolos da luta operária , como a comemoração do Dia do Trabalho (1¤ de maio) . Nesta e em outras ocasiões , trabalhadores, crianças e jovens saíam em passeatas , organizadas pelo governo, com cartazes e panfletos exaltando a pátria e o grande líder da nação. As crianças constituíam um objeto privilegiado de propaganda , com a publicação e distribuição de livros destinados à formação cívica , como "O Brasil é bom, Getúlio Vargas para crianças e catecismo cívico do Brasil Novo. Enfim, em uma época de grandes transformações, no início da transição de um mundo de base agrário-exportadora para outro estruturado sobre uma economia urbano -industrial, o modelo de desenvolvimento e o mito de Getúlio Vargas, alimentando pela propaganda , criavam raízes , deixando lastros de longa duração na política e na sociedade brasileiras.


A Convenção Da Diversidade Biológica


Estabelecida durante a ECO-92 , é também conhecida como Tratado da Biodiversidade. A convenção (CDB) propõe valores comerciais para o conhecimento acumulado pelos povos das florestas e o pagamento, pelas nações, pelo direito de uso de produto sintetizados com matrizes vindas de locais de grande biodiversidade fora de seu território. Passaria aí a vigorar um novo conceito de patente , que preserva os direitos das comunidades e dos países ricos em biodiversidade. Uma vez que a maior parte dos produtos é fabricada por multinacionais sediadas em países ricos e as maiores biodiversidades encontram-se em nações mais pobres , o acordo significaria a entrada de recursos que poderiam ser aplicados no desenvolvimento desses países e na preservação de seu ecossistema. Com o tratado , a saída de material genético de uma nação para exploração comercial em outra sem pagamento de patente passa a ser considerada biopirataria. Até dezembro de 2007 , a CDB tinha a adesão de 190 países , entre os quais o Brasil. Melhorar a qualidade de vida nas grandes cidades é um dos grandes desafios deste século. Cidades bem planejadas devem contar com um sistema de tráfego mais eficiente , transporte coletivo que atenda satisfatoriamente a todos, abastecimento de água para todas as moradias e rede de esgotos, coleta seletiva em todos os bairros e otimização da reciclagem e da compostagem, preservação das áreas verdes e uso intensivo das energias renováveis disponíveis no local. Um programa de educação ambiental é fundamental nesse processo, pois permite que a população se torne mais consciente dos problemas que afetam a cidade e das formas mais eficazes para combatê-los. Há exemplos no mundo todo de cidades que melhoraram a qualidade de vida com medidas desse tipo. Entre elas, Leicester , na Inglaterra , Davis , nos Estados Unidos, e Curitiba , no Brasil. O mais importante é que cada pessoa se torne permanentemente ativa em favor do meio ambiente, ou seja, que se envolva em campanhas políticas e apoie os candidatos que trabalham em favor do meio ambiente , em todos os níveis , desde as comunidades locais até o nível federal. Se não mudarmos o sistema energético, não seremos capazes de realizar as mudanças necessárias como indivíduos . Podemos tomar muito cuidado para desligar o interruptor ao deixar uma sala , mas , se a energia vier de uma usina de carvão , não importa quanto se economia, estaremos contribuindo para a desestabilização do clima na Terra. Portanto, temos, antes de mais nada, de mudar o sistema que provê a energia. O passo seguinte é mudar nosso estilo de vida, aí sim, reduzindo o uso de energia, reciclando materiais como papel , vidro , plástico, etc., e apoiando programas de reciclagem na nossa comunidade. É o que podemos e devemos fazer individualmente para tornar mais leves nossas pisadas na Terra. As plantações que fornecem alimento ao ser humano são ecossistemas simplificados, fora do estágio de clímax . As espécies de plantas foram selecionadas para proporcionar produtividade elevada de alimento (Grande Número de Sementes, como no caso dos cereais e das leguminosas). Mas esses sistemas são mais sensíveis ao ataque de pragas que uma floresta ou outra comunidade clímax. Os insetos nocivos são beneficiados não apenas pela ausência de predadores e  predadores e competidores, mas também pela farta quantidade de alimento disponível. Além disso, eles e os outros e os outros organismos parasitas , como os fungos, propagam-se com mais facilidade por causa da proximidade entre as plantas e porque não há vegetais resistentes, que poderiam funcionar como barreira. Outro problema está nas culturas de propagação assexuada, como a cana-de-açúcar, formadas por organismos geneticamente idênticos e que ,    por isso, são mais suscetíveis ao ataque de pragas (quando há variedade genética, há também maior chance de que alguns indivíduos sejam resistentes e sobrevivam). Nesse caso, passa a ser necessário o uso de agrotóxicos ou de outras formas de combate às pragas.


Musgos de Turfeira : Importância Econômica e Ecológica


Certos musgos, especialmente do gênero Sphagnum, formam amplos depósitos de matéria vegetal parcialmente decomposta chamados turfas. Os musgos que compõem as turfas. Os musgos que compõem as turfas são chamados musgos de turfeira. Eles crescem rapidamente na superfície e vão comprimindo os que estão nas camadas mais profundas. Como produzem certos compostos que impedem a ação de bactérias decompositoras , os que vão sendo encobertos e morrem não são completamente degradados. As turfeiras ocorrem especialmente em regiões frias e pantanosas, e chegam a cobrir cerca de 1% da superfície total do planeta. A turfa foi, e ainda é, empregada como fonte de combustível em muitos locais. Esses musgos podem secar a ponto de ficarem quebradiços, mas com um pouco de água já respondem rapidamente e voltam a ter aspecto viçoso. Devido a essa característica, eles têm sido empregados na preparação de solos , e na proteção de raízes de plantas visando o transporte. A quantidade de água que os musgos de turfeira são capazes de absorver pode ultrapassar 20 vezes o seu peso.

A Era Mauá


Tratando-se de um país essencialmente agrário, os interesses econômicos brasileiros estavam concentrados no campo. A sociedade escravista impunha sérios obstáculos ao desenvolvimento do capitalismo. A própria elite mercantil cultuava ideais aristocráticos . Investimentos em terras, escravos e prédios urbanos garantiam mais  prestígio e segurança do que o comércio e a indústria. As consequências disso eram e a esterilização de recursos e o arcaísmo socioeconômico . Em linhas gerais , esse o contexto brasileiro até, pelo menos, meados do século XIX, quando novas condições surgiram. Em 1844 , a Tarifa Alves Branco elevou as alíquotas de importação. FAVORECENDO a produção interna. Com o fim do tráfico de escravos , em 1850 , houve uma grande liberação de capital , que empregado, também , no comércio e na indústria. Nesse mesmo ano, o Código Comercial passou a regular as novas organizações capitalistas e as operações comerciais. Anos mais tarde, as guerras de Secessão, nos Estados Unidos e do Paraguai tiveram reflexos favoráveis ao surgimento de indústrias no Brasil. Todos esse fatores contribuíram para a ocorrência de um surto de industrialização. Entre 1850 e 1889 , surgiram centenas de pequenas fábricas , entre manufaturas de algodão e indústrias de bens de consumo, vela , sabão, papel , couro , vídeo , etc. Nesse período , o empresário mais famoso foi Irineu Evangelista de Souza (1813-1889) , que , mais tarde, ficou conhecido como Visconde de Mauá.  Como industrial, Visconde de Mauá criou fundações e estaleiros. Ele chegou , inclusive a possuir bancos no Brasil e no Uruguai. Além disso , Mauá fundou companhias de navegação a vapor , transporte urbano e iluminação a gás, assim como ferrovias e linhas telegráficas, buscando , de modo pioneiro , modernizar o país. As dificuldades e o posterior falências de Mauá revelam algumas contradições do período . De um lado , a modernização esbarrava na escravidão : Limitada participação escrava nas trocas monetárias impedia a universalização das relações de mercado. A forte desconfianças e a oposição dos senhores rurais escravistas também eram empecilhos ao desenvolvimento industrial. De outro, a instabilidade do mercado internacional  e a concorrência estrangeira atuavam como freio aos pioneiros da indústria no Brasil. A propósito, Ma´á atribuiu sua ruína a inimizades políticas no Brasil e no Uruguai , bem com a desfalques de seus sócios ingleses na construção da ferrovia Santos-Jundaí. Assim, apesar de alguns esforços em prol da modernização , a industrialização brasileira foi bastante limitada nessa época . Com um mercado frágil e instável , em lenta ampliação , as transformações foram superfícies e artificiosas, resultantes de esforços isolados. Ainda não havia um grupo industrial , mas empresários que diversificavam seus investimentos tornando-se rentistas e fundando pequenas indústrias. As velhas bases da economia colonial - o latifúndio, a agricultura de exportação e o trabalho escravo - persistiam. O modo de produção e a mentalidade escravista continuavam a corroer as possibilidades de mudanças.

Plantas Tóxicas

Muitas plantas apresentam, pelo menos em algumas partes, princípios ativos com ação tóxica. No entanto , a simples presença desses princípios em uma planta não a qualifica necessariamente como tóxica. É necessário que haja pelo menos uma referência na literatura de um caso de intoxicação em seres humanos ou animais domésticos motivada por ingestão ou contato com uma planta para que ela seja incluída na lista das espécies tóxicas. A relação de princípios ativos tóxicos é muito variada , como também o são os mecanismos de sua ação. Muitas vezes, a intoxicação não é causada por substâncias produzidas pela planta, mas por agentes que a infectam , como fungos que infectam a torta de amendoim armazenada para servir de ração ao gado bovino. Algumas plantas são tóxicas porque absorvem e acumulam elementos tóxicos do solo, como o selênio. Outras plantas são tóxicas porque desencadeiam processos alérgicos pelo contato da pele com suas folhas. Assim, é importante conhecer as plantas tóxicas que mais comumente são causa de intoxicação em seres humanos. Vale a pena também acrescentar que nenhuma planta agride o ser humano. Ao contrário , invariavelmente é ele o agente agressor. A planta simplesmente utiliza os recursos que a natureza lhe deu para tentar resistir aos ataques dos quais frequentemente é vítima. Tudo o que devemos fazer é evitar o contato e a ingestão de partes de plantas que podem provocar reações adversas no organismo.   Não há também nenhum inconveniente em mantê-las em ambiente doméstico, desde que as pessoas (principalmente as crianças) sejam alertadas para  perigo representado pela ingestão ou manipulação de plantas tóxicas. Há plantas alimentícias que podem ser ingeridas somente após um tratamento que inative ou elimine os princípios tóxicos. Um exemplo corriqueiro é o feijão , que precisa ser cozido para inativar certas proteínas da semente. Por isso, é fundamental esclarecer a população sobre os riscos de intoxicação pelo uso inadequado de algumas plantas comestíveis. Outro exemplo é a Manihot Esculenta, a popular mandioca. Apesar de ser uma planta largamente consumida como fonte calórica, se for preparada inadequadamente, a mandioca causa uma intoxicação que, não raro, se torna fatal. A raiz da mandioca contém uma substância chamada linamarina, que , sob a ação de uma enzima presente nos tecidos da próprias raiz, decompõe-se, liberando , entre  outras substâncias , o cianidrato. Este é o mesmo gás utilizado em alguns locais do Estados Unidos para a execução de condenados na câmara de gás.
Certas variedades de mandioca acumulam quantidades muito maiores de linamarina: são as chamadas mandiocas-bravas. Sem análise química , não é possível distinguir as variedades "bravas" das "mansas" . A linamarina ocorre em maiores quantidades na casca da raiz , mas a polpa branca comestível contém quantidades consideráveis dessa substância. Na circulação sanguínea o cianidrato libera o íon cianeto, que é transportado pela hemoglobina. Nas células, o cianeto liga-se fortemente ao citocromo mitocondrial, responsável pelo transporte de elétrons na respiração celular. Por essa razão, a pessoa intoxicada passa por um processo de asfixia celular que, dependendo da quantidade de cianeto no sangue, pode provocar a morte. A maneira mais segura de se preparar a mandioca para a alimentação é eliminar uma boa espessura dos tecidos mais externos sob a casca, deixou as partes descascadas imersas em água por 1 ou 2 horas (o que causa a morte das células e a decomposição da linamarina) e cozinhá-las em água fervente por pelos menos 1 hora.

A República E As Oligarquias


Passado o período dos governos militares, entre  1894 e 1906 , o Brasil foi governado por três presidentes civis, ligados às oligarquias paulistas: Prudente de Morais, Campos Sales (1841-1913) e Rodrigues Alves (1848-1919) . Com o federalismo , o poder dos estados cresceu e o governo pôde desarticular as oposições jacobina e militar na capital federal. Nesse período , a hegemonia política do Sudeste , correspondente ao seu poder econômico , foi garantida por uma aliança entre São Paulo, o estado mais rico, e Minas Gerais, onde estava o maior eleitorado e que , por conseguinte, elegia a maior bancada no Congresso Nacional. Pelo acordo , que ficou conhecido na imprensa como política do café com leite, os dois estados deveriam se revezar no poder. Entretanto, a estratégia nem sempre funcionava. Outras oligarquias ocupavam lugares nas chapas presidenciais e obtinham o atendimento de certas demandas locais. Para garantir a aceitação dos predomínios paulista e mineiro e um equilíbrio entre o Executivo e o Legislativo, estabeleceu-se uma espécie de pacto entre as oligarquias, que ficou conhecido como Política Dos Governadores. Assim, o executivo não interferia nas eleições estaduais , e ao mesmo tempo, as oligarquias locais garantiam um Congresso obediente ao presidente. Os detentores do poder local , durante toda a Primeira República , foram chamados dos coronéis . O título derivada de um artigo posto da guarda nacional do Império.
Oriundos dos troncos familiares tradicionais e com a inexistência de uma carreira para o serviço público , como líderes políticos de suas localidades, os "coronéis" distribuíam cargos públicos entre seus familiares e agregados, favorecendo o clientelismo e o nepotismo. Fazendeiros temidos e respeitados , os coronéis constituíam uma força armada própria , com seus capangas ou jagunços. Como o voto  não era secreto e não havia nenhuma legislação que os protegesse , os trabalhos rurais , que formavam o grosso da população brasileira, ficavam à mercê da coerção dos grandes proprietários . Além das fraudes constantes , o "Voto de Cabresto" garantia o controle das eleições nas mãos dos coronéis. Enfim, a patriarcalismo rural, com umas redes de compromissos , oferecia poucas saídas à população. A República das Oligarquias colocava a "coisa pública" sob domínio privado. Era uma sociedade desigual e excessivamente dependente do Estado .  A base política era formada por partidos estaduais, cujos interesses eram, sobretudo, regionais. Assim, tornava-se difícil falar em um projeto coletivo nacional. Com isso, as disparidades regionais se acentuavam.

Racionamento , Privatização e Falta de Investimentos


O racionamento de energia enfrentado por parte da população no começo do século XXI poderia ter ocorrido nos anos 1990 , se a economia brasileira tivesse crescido num ritmo mais acelerado, pois nesse período o governo já não investia mais o necessário para ampliar a oferta de energia. Além disso, o processo de privatização apresentou uma série de problemas , como o não cumprimento , por parte das empresas que compraram as estatais , das metas de aumento da geração de energia. Em 2002, como resultado da redução do consumo de energia, várias distribuidoras  de eletricidade passaram a enfrentar dificuldades financeiras; as filiais de multinacionais, em especial, eram pressionadas a remeter lucros cada vez maiores para suas matrizes. Para solucionar , a curto prazo , o problema do déficit energético e evitar novo racionamento, o governo estimulou investimentos em termelétricas movidas a gás natural, acelerando o Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT) iniciado em fevereiro de 2000. Esse programa vincula-se à construção de um gasoduto que liga Santa Cruz de La Sierra , na Bolívia , aos estados do Sul e Sudeste; o  último trecho foi inaugurado em março de 2000.
A construção do gasoduto Brasil-Bolívia é uma das obras que atendem às mudanças implantadas na política energética brasileira. No entanto, em razão dos elevados investimentos na construção desse gasoduto, questiona-se se a capacidade de produção boliviana justifica o empreendimento, cujo retorno depende do tamanho da reserva e do volume de gás que poderá fornecer ao país. Além disso, outros fatores de risco são o preço do gás natural (cotado em dólar e afetado pelas variações cambiais) e a cotação do produto no mercado internacional. O investimento no gasoduto também precisa ser analisado a partir de interesses geopolíticos, pois faz parte da estratégia do governo brasileiro ampliar sua influência no contexto sul-americano.


Um Mundo Carente De Energia


As transformações verificadas no decorrer da Revolução Técnico-científica , ou Terceira Revolução Industrial, foram acompanhadas por uma demanda acelerada de energia . Além disso, o crescimento econômico e a urbanização crescente na Ásia e na América Latina ampliaram a necessidade de fontes energéticas. O crescimento do número de automóveis em circulação , um aspecto marcante das sociedades que se industrializam , também passou a exigir maior volume do combustíveis fósseis (petróleo e gás natural) , apesar de os veículos produzidos atualmente consumirem , em média , 50% menos combustíveis fósseis (petróleo e gás natural) , apesar de os veículos produzidos atualmente consumirem , em média, 50% menos combustível do que os modelos de 30 anos atrás difícil , considerando que a principal fonte energética para os transportes no mundo inteiro ainda é o petróleo. Os combustíveis fósseis representam praticamente 85% da matriz energética mundia; ou seja, considerando-se todas as fontes de energia- elétrica, mecânica, térmica-, o petróleo , o carvão mineral e o gás natural são responsáveis por 85% da energia gerada.
É necessário ampliar e diversificar as fontes energéticas , sobretudo as menos poluentes e renováveis , para que a tendência apontada seja revertida. É possível, com o uso de tecnologias mais modernas , reduzir o consumo de energia elétrica com lâmpadas , eletrodomésticos e máquinas mais eficientes . As técnicas de construção de casas e edifícios devem valorizar a luminosidade e aproveitar ao máximo a ventilação natural. Várias experiências bem-sucedidas com hidrogênio e energia solar podem , em pouco tempo, modificar este quadro.

Fatores Microscópicos


Vimos que a maior parte dos cromossomos de uma célula que não está em período de divisão permanece na forma de fios longos e finos, de difícil visualização ao microscópio . Isso não ocorre com um dos cromossomos X das células femininas , que aparece condensado , como um corpúsculo corado, chamado de cromatina sexual. Mary Lyon (1925) , geneticista britânica, elaborou em 1961 a hipóteses de que a maior parte dos genes desse cromossomo não estão em atividade na célula , ou seja, a cromatina sexual seria um cromossomo X com a maioria dos genes "desligados" ou inativos (Hipótese de Lyon) . Essa inativação ocorre ao acaso , no início do desenvolvimento do embrião até o 16¤ dia após a fecundação. Isso significa que o cromossomo X que se torna inativo pode ser de origem tanto paterna como materna. A hipótese de Lyon foi confirmada por outros pesquisadores e explica porque uma mulher homozigoto em relação a genes do cromossomo X não tem , em relação ao homem, o dobro das substâncias produzidas por esses genes. Esse fenômeno é chamado de compensação de dose. No entanto, alguns genes  do cromossomo x que forma a cromatina sexual permanecem ativos, o que explica por que mulheres com apenas um cromossomo X (síndrome de Turner) apresentam algumas anomalias.
Além disso , nas células germinativas a inativação é reversível , e no óvulo nenhum X fica inativo. A inativação pode ocorrer com o cromossomo de origem paterna ou com o de origem materna. Desse modo, o indivíduo terá seu corpo formado por regiões com células com X paterno ativo misturadas e regiões com X materno ativo. Essa mistura funciona como uma espécie de mosaico , que pode constatado em mulheres portadoras de um alelo alterado que não leva à formação de glândulas sudoríparas (displasia ectodérmica anidrótica). As mulheres heterozigotas para esse gene possuem regiões da pele com e sem glândulas sudoríparas. Outro exemplo desse mosaico em fêmeas de mamíferos é o de gatas malhadas de branco , amarelo e preto. Os alelos para amarelo e preto estão situados no cromossomo X. A gata malhada é heterozigota e tem regiões em que o X com alelo para preto é funcional misturadas com regiões em que é funcional o X com o alelo para amarelo. O pelo brando depende de um gene autossômico (Os machos não podem ter pelo presto e amarelo ao mesmo tempo, pois só possuem um cromossomo X ; às vezes , eles podem apresentar duas cores- preto e branco ou amarelo e branco-, mas nunca três). Outra consequência da mistura de tecidos é a variação na intensidade dos distúrbios de mulheres heterozigotas para um alelo alterado. Essa variação explica por que algumas mulheres heterozigotas para um alelo recessivo ligado ao sexo, como o daltonismo , podem apresentar o problema : o X com o alelo recessivo é o que ficou ativo na maioria das células da retina. Explica ainda por que algumas mulheres heterozigotas para o alelo do daltonismo podem ter um dos olhos normal e o outro daltônico : os cromossomos  Ativos que predominam em cada olho são diferentes.


Crise de Energia De 2001 e o "Apagão" De 2009

Desde a segunda metade da década de 1980 , o Brasil investiu muito pouco na construção de novas hidrelétricas. A partir de 1994, com o Plano Real ,houve  um grande aumento no consumo residencial e industrial de energia elétrica , enquanto a oferta se mantinha estável porque não foram feitos investimentos suficientes para a construção de novas usinas. Nos últimos anos do século passado houve uma sequência de verões com chuvas em volume inferior á média da estação , o que fez baixar significativamente  o nível dos reservatórios , particularmente no Sudeste. Por isso , foi lançado um programa de economia forçada de energia , sem o qual seria necessário recorrer ao racionamento . As regiões Norte e Sul , nas quais o fornecimento não estava comprometido , puderam ficar fora do programa de economia . Nesse período foi imposta uma punição : cobrança de sobretaxa e corte no fornecimento, por três dias , para quem não economizasse 20%  do consumo médio dos seis meses anteriores á implantação do programa de economia. Também foi criado um estímulo : quem economizasse acima da média estabelecida receberia um bônus (desconto na conta). Ao final do programa, muitas famílias continuaram  gastando menos energia que no período anterior e continuaram gastando menos energia que no período anterior e continuaram a pôr em prática algumas medidas que haviam adotado na ocasião , como a troca de lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes , que consomem bem menos.
O episódio mostrou que , além da falta  de investimentos em geração , o setor de energia elétrica possuía outro entrave á sua eficiência : a falta de linhas de transmissão unificando o território nacional. Caso existisse uma rede com densidade adequada , em 2001 o governo poderia ter evitado a interrupção na distribuição da energia elétrica direcionando energia das usinas das regiões Sul e Norte para as regiões Sudeste , Nordeste e Centro-Oeste . Após a crise o setor passou a receber investimentos e atualmente o sistema é todo interligado . Em 2009 outro entrave problema atingiu o fornecimento de energia elétrica e deixou 18 estados do país completamente no escuro por várias horas . Essa falha provocou o colapso nos sistemas de transportes (desligamentos dos sinais de trânsito , paralisação de metrô e trens ) , o fechamento do comércio e dos serviços e deixou milhares de pessoas presas em elevadores , entre muitos outros transtornos. Foram divulgadas várias versões para explicar o ocorrido , mas segundo a administração da usina de Itaipu, o colapso foi provocado por uma sobrecarga no sistema interligado de transmissão , fato que levou  a usina a parar automaticamente sua operação.

Os Campos de Concentração


A enorme devastação promovida pela guerra não se limitou aos campos de batalha, No fim do conflito, quando os aliados descobriram os os campos de concentração de Aushwitz, Treblinka , entre outros, depararam-se com pilhas de cadáveres. Entre eles , havia sobreviventes desnutridos e enfermos. Calcula-se que cerca de 5 milhões de indivíduos foram vítimas diretas do holocausto nazista , um dos maiores genocídios do século XX. Para justificar o extermínio em massa , Hitler ligou a ideia de nação à noção de raça. Baseado na mitologia germânica de darwinismo social , alimentou o conceito de uma raça superior , a ariana. A eugenia , teoria que pregava a higiene racial , foi aceita em diversas partes do mundo no início de século XX. Todavia, foi no nazismo que essas crenças tiveram maior repercussão, levando o estado a promover a esterilização e a eliminação de deficientes físicos e mentais , inválidos e enfermos , alcoólatras , enfim, pessoas consideradas inaptas ao trabalho, que absorviam recursos da sociedade. Do ponto de vista nazista , vidas sem valor . A eutanásia e o controle biológico da concepção e da procriação foram praticados em larga escala. Foi com relação ao antissemitismo que a concepção racista do nazismo alcançou dimensões quase doentias . Esse sentimento era bastante difundido na Europa , especialmente , no leste. Com a ascensão dos Estados Laicos , os judeus , que eram discriminados por boa parte dos cristãos desde a idade Média , ganharam direitos legais foram vistos como concorrentes nos estudos , negócios e trabalho. No nazismo , porém , a repetição de "slogans" contra os judeus intentava fazer do preconceito racial uma preocupação íntima de cada um. Na Alemanha nazista , os judeus eram apresentados como culpados pela crise do país. Imagens caricatas deles eram divulgadas m cartazes e nos cinemas. A ideia do "Judeu Internacional", povo sem pátria que se infiltrava em diversas nações , era utilizada pela propaganda para identificá-lo tanto com a figura do usurário capitalista quanto com a do militante comunista. Qualquer parentesco judaico era motivo de discriminação .
Após a ascensão do nazismo , proibiu-se o casamento de judeus com "arianos". Foram decretados boicotes a estabelecimentos judeus e confisco de seus bens e direitos. Os que puderam - entre eles, intelectuais, cientistas e artistas- migraram para outros países. Já os que ficaram logo foram confinados nos guetos e, depois enviados aos famosos campos de concentração. Além dos judeus, eram caminhados aos campos ciganos , homossexuais , bandidos comuns, prisioneiros políticos e, depois do início da guerra, eslavos , enfim , todos os indivíduos considerados inferiores ou opositores do "Reich". Com aguerra , o genocídio tomou dimensões catastróficas . Na Alemanha nos países ocupados, os campos de concentração administrados pela SS, foram implementados , visando à escravização e ao extermínio daqueles que , aos olhos dos nazistas, deveriam ser eliminados do corpo social. Fábricas instaladas nas imediações das cidades exploravam o trabalho de congelamento e a aplicação de vírus e bactérias eram realizados nos prisioneiros. Desde a chegada , por meio de violência e ameaças , visava-se despojar todos de sua identidade . Os maus tratos , o desnudamento total , a raspagem dos cabelos , os uniformes listrados e o número impresso na pele indicavam a tentativa de criação de uma subumanidade. Os prisioneiros recebiam identificações diferenciadas para se evitarem laços de solidariedade entre os grupos. A violência física e moral e a destruição cientificamente organizada faziam parte do cotidiano do sistema concentracionário nazista.

A Crise do Pacto Oligárquico


Desde a ascensão dos primeiros governos civis, a República brasileira ficou marcada pelo pacto entre as oligarquias. Centralizado as questões nacionais nos interesses dos cafeicultores paulistas e mineiros e, ao mesmo tempo, garantindo a predominância das oligarquias regionais, estabelecidas em cada estado da federação , por meio de eleições manipuladas , a política republicana sofreu questionamentos mais intensos durante a década de 1920. A primeira ruptura do esquema "café com leite" ocorreu já em 1910, quando da eleição do marechal Hermes da Fonseca (1855-1923). Em oposição à campanha civilista de Rui Barbosa, representante da Bahia e de São Paulo, Hermes da Fonseca obteve apoio das oligarquias dos estados do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais e da maioria dos militares. Sua eleição representava a mobilização do exército em meio à crise política. Como presidente , buscou intervir nos estados a fim de combater o poder das oligarquias locais e implementar uma ação de mobilização da vida pública .
Essa política ficou conhecida como "Salvacionismo" e, em geral, não foi bem-sucedida. Assim , a República continuou nas mãos das oligarquias. As mudanças mais significativas na chamada República Velha, entretanto, ocorreram após o fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). A dependência econômica e financeira do Brasil começava a se deslocar da Grã-Bretanha para os Estados Unidos e novos agentes sociais - classes médias urbanas , militares , operários e industriais - questionavam o sistema representativo , reivindicando uma maior participação na política. O café mantinha-se como o principal produto de exportação do país . As elites ligadas à sua produção preservavam o discurso que colocava "ouro verde" como sustentador e construtor da nacionalidade brasileira , justificando os gastos públicos para salvaguardar os preços quando das flutuações do mercado externo. O empenho do governo na sustentação do café contrastava com a estagnação de outros produtos, como a borracha, o açúcar , o algodão , o cacau, o mate e o charque, o que gerava descontentamento nas regiões produtoras. Ainda assim, com o poio governamental, o café manteve sua predominância, com os preços em alta até a Crise de 1929. Com a eclosão de movimentos contestatórios, Arthur Bernardes (1875-1955) , entre 1922 e 1926, governou sob estado de sítio com censura à imprensa , prisões políticas e arbitrariedades. Conseguindo reunir mais poderes para intervir nos estados, seu governo dava sinais da falência do federalismo da República Velha . Outro indicativo da crise foi a ruptura ocorrida entre os grupos das elites , com a criação do Partido Democrático (PD) , de tendência liberal, em São Paulo, em 1926. Juntando as reivindicações de uma parte desconcertante a algumas aspirações das classes  médias urbanas , o PD propôs uma regeneração política , com base no voto secreto , na maior autonomia do Poder Legislativo e no combate ao clientelismo e ao empreguismo. Embora sua atuação tenha sido importante no sentido de aglutinar os opositores à política oficial , o pacto oligárquico e o predomínio  das velhas oligarquias permaneceram até o fim da década.


A República Romana (VI a.C - I a.C)


Roma tornou-se uma República no início do século VI a.C , quando os aristocratas agrários , chamados patrícios, derrubaram o rei etrusco Tarquínio e transferiram o poder das mãos do monarca para o Senado. Até o início do século X a.C, o governo dos romanos estava sob controle exclusivo dos patrícios , que possuíam maior parte e dominavam o exército. Os chefes de governo eram dois cônsules , eleitos anualmente que serviam como juízes  e tinham a iniciativa da criação de leis. Eles eram auxiliados por outros magistrados e administradores , também eleitos anualmente. A assembléia dos Centúrias , assembleia popular controlada pela nobreza, elegia os cônsules e os outros magistrados e formulava as leis , que precisavam também da aprovação do Senado. Este , cujos membros eram vitalícios , e que era o principal órgão  do poder patrício, aconselhava a Assembléia mas não exercia a função de legislar; apenas controlava as finanças públicas e a política exterior. Os plebeus - em sua maioria pequenos proprietários de terra - sofriam escravização por dívida, discriminação nos tribunais, proibição de casamento com patrícios , ausência de representação política e de um código escrito de leis.
O impulso para as mudanças foi dado por um  conflito entre patrícios e plebeus. Este últimos organizaram e empreenderam uma luta pela igualdade política, jurídica e social. Sua arma decisiva foi ameaça de se desligarem da cidade, de não pagarem impostos, de não trabalharem e de não servirem o exército. Os patrícios , ao perceberem que Roma, constantemente envolvida em guerras na Península Itálica, não podia sobreviver sem a ajuda militar plebéia , fizeram concessões. Desse modo, os plebeus foram lentamente conquistando a igualdade jurídica. A existência da assembléia e dos tribunos dava ao quadro político de Roma um caráter aparentemente democrático , mas o controle do poder em toda a trajetória romana, jamais saiu das mãos da elite patrícia. Na prática , havia se formado uma oligarquia governante em  que plebeus influentes haviam unido suas forças ás da antiga elite. Os casamentos entre os membros dos dois lados dessa  oligarquia fortaleceriam essa aliança. Como geralmente se tornavam tribunos , os plebeus ricos tendiam mais para o lado ao qual deveriam opor-se do que para a defesa dos interesses dos pobres e , o mais importante, o Senado continuava sob o domínio dos patrícios.  A solução do conflito entre patrícios e plebeus criou um sentimento de união que foi fundamental  para o fortalecimento do exército. Roma se tornou, antes de tudo, uma comunidade de guerreiros.

  1. Fonte: Livro "A Escrita da História' . De Flávio Campos e Renan Garcia Miranda (Pág. 73-74)

A Importância de Reciclar O Alumínio

Atualmente , milhões de toneladas de alumínio são gastas no mundo inteiro para fabricar recipientes ("latas") de refrigeran...