Os Níveis Tróficos


De maneira geral, em cada ecossistema existem várias espécies de organismos produtores , várias de consumidores e várias de decompositores . O conjunto de todos os organismos de um ecossistema com o mesmo tipo de nutrição constitui um nível trófico ou alimentar. Os organismos autótrofos de um ecossistema formam , por definição, o primeiro nível trófico , que é o produtor. Os animais herbívoros , que são consumidores primários formam o segundo nível trófico ; os animais carnívoros que se alimentam de herbívoros (consumidores secundários ) formam o terceiro nível trófico; os animais carnívoros que se alimentam de consumidores terciários formam o quarto nível trófico e assim por diante. Além dos organismos que fazem parte de um determinado nível trófico , existem outros com hábitos alimentares menos especializados , que podem ocupar mais de um nível trófico. É o caso dos animais onívoros (omnis=tudo), que se alimentam tanto de plantas como de herbívoros e carnívoros . O ser humano , por exemplo, é onívoro. Os decompositores ocupam o último nível de transferência de energia entre os organismos de uma ecossistema . Formam um grupo especial, nutrindo-se de elementos mortos provenientes de diferentes níveis tróficos , degradando tantos produtores como consumidores. Nos ecossistemas , o número de níveis tróficos é limitado em função da disponibilidade de energia para o nível seguinte. Isto porque , ao ocorrer a a passagem de um nível trófico para outro, há perda de energia. Dessa maneira, quanto mais distante estiver um nível trófico do nível do produtor , menor será a energia disponível. Nos ecossistemas mais complexos , o número de níveis tróficos é maior que em ecossistemas mais simples. Apesar de o número de níveis tróficos variar de ecossistema para o ecossistema dependendo de sua complexidade, os tipos de níveis tróficos são sempre os mesmos. Assim, ao se comparar dois ecossistemas diferentes , como um campo e os oceanos, verifica-se que, apesar de serem habitados por tipos diferentes de organismos , é possível identificar em cada um deles níveis tróficos equivalentes .


A Descoberta Dos Genes Das Mutações



Em 1900 , as leis de Mendel foram redescobertas por Correns , Tschermak e De Vries . Assim , eliminava-se uma das objeções a Darwin : a de que  os fatores  responsáveis pelas características se misturam nos filhos . Como Mendel demonstrou , os fatores responsáveis pela hereditariedade separam-se de forma independente na formação dos gametas. Um ano depois , De Vries questionou a teoria de Darwin ao afirmar que apenas grandes mudanças, surgidas repentinamente nos organismos , poderiam explicar a evolução. Ele achava que as pequenas variações individuais não eram suficientes para originar outras espécies, mesmo com o contínuo trabalho de seleção natural. Para ele , as novas espécies surgiam de repente de uma espécie anterior , sem nenhuma transição. Portanto, ele atribuirá pouca importância à seleção natural. Embora De Vries tenha chamado essas grandes mudanças de mutações , ele aplicava tal termo apenas para formas novas de plantas com anomalias  no número de cromossomos. E ainda que tenha sido por intermédio dele que essa palavra começou a aparacer em Genética, foram os trabalhos de Morgan , a partir de 1909 , que introduziram a expressão alteração genética. Posteriormente , com a elaboração de um modelo de gene que corresponde a um trecho da molécula de DNA , a mutação pôde ser explicada como uma alteração na sequência de bases nitrogenadas do DNA. Assim, a mutação mostrou-se como a matéria-prima para seleção natural , originando novos alelos e produzindo variações fenotípicas.  A teoria sintética foi desenvolvida a partir da década de 1930 de 1930 com base em contribuições de cientistas de vários países , como Ronald A. Fischer (1890-1962) , J. B. S. Haldane (1892-1964) , Sewall Wright (1889 - 1988) , Theodosius Dobzhansky (1900-1975), George Gaulord Simpson (1902-1984), G. Ledyard Stebbins (1906-2000) e Ernest Mayr(1904-2005). Nesse período várias descobertas e novas ideias ajudaram a esclarecer pontos obscuros do darwinismo , resultando na teoria sintética. Essa teoria analisa os fatores que alteram a frequência dos genes nas populações , como a mutação, a seleção natural , a migração seguida de isolamento geográfico e reprodutivo , e a deriva genética (mudança ao acaso na frequência dos genes). 


Irritabilidade e Sensibilidade



As plantas que realizam nastias (movimentos não orientados em relação a estímulos externos) também não possuem sensibilidade. Aqui se enquadram a sensitiva ou dormideira (Mimosa Pudica) e as "ascídeas" ou plantas carnívoras. Elas possuem unicamente um grande número de canais capilares cheios de água que convergem para pontos estratégicos, onde se localizam bolsas celulares. Qualquer abalo na superfície de uma dessas plantas (seja pelo vento forte, por um inseto ou pelo homem) acarreta a "irritabilidade" de algumas células , que liberam um fitormônio capaz de alterar a permeabilidade da membrana plasmática das células das bolsas mencionadas acima. Essas células , então, absorvem rapidamente a água dos canais.  Pela variação de peso dessas bolsas e considerando a flexibilidade de alguns tecidos de sustentação, ocorrem os movimentos de fechamento da planta. Mas a planta não "distingue" a natureza do estímulo. Logo, trata-se apenas de irritabilidade e não de sensibilidade. Depois , lentamente , por capilaridade , a água volta para os canais e a planta reassume sua posição normal. Os Extrarreceptores - São os receptores espalhados pela superfície corporal , como olhos , ouvidos e corpúsculos sensoriais do tato e do gosto, bem como as terminalizações nervosas da mucosa nasal. Interoceptores - Estão localizados nos órgãos internos , como os nódulos carotídeos , que percebem as variações da pressão arterial ou do teor de CO2 no sangue, transmitindo a informação aos centros nervosos superiores, ou como as terminações nervosas nas vísceras , que permitem ao indivíduo sentir uma dor no estômago ou uma incomodidade na bexiga , como acontece na cistite. Proprioceptores - São receptores muito especiais , situados no interior do músculo , e que transmitem ao cérebro estímulos indicativos do grau de contração ou relaxamento muscular. É graças aos proprioceptores que você pode deduzir a altura a que elevou o pé ao subir um degrau , mesmo sem olhar para baixo. Também são os proprioceptores que lhe permitem saber quando a sua bexiga está cheia ou quando o seu intestino tem conteúdo para eliminar. 



A República Dos Generais (De 1964 a 1985)



 Por que houve o golpe militar em 1964? Segundo os golpistas , o objetivo era acabar com a anarquia e a insegurança que levariam o país ao comunismo; os militares argumentavam também que era a única maneira de deter a inflação, que estava absurdamente alta, e de avançar no processo de industrialização já em curso. Politicamente , podemos dizer que essa fase divide-se em três momentos: de 1964 a 1968 e de 1974 a 1984. No primeiro momento , os militares editaram o Ato Institucional n¤ 1 (AI-1) , que suspendeu os  direitos políticos de centenas de pessoas. Foram extintos os partidos políticos e criado o bipartidarismo , com a Aliança Renovadora Nacional (Arena) , de apoio ao governo, e o movimento Democrático Brasileiro (MDB) , oposição consentida. Todas as eleições diretas para cargos executivos foram suspensas. Nesses primeiros anos do golpe, ocorreram muitos atos públicos, principalmente de estudantes e trabalhadores , contra o regime militar. Os movimentos foram permitidos inicialmente , mas depois passaram a ser reprimidos com violência. A edição do Ato Institucional n¤ 5 (AI-5) , em 13 de dezembro de 1968, marcou o endurecimento do regime. Com isso, ficou bem clara a instauração da ditadura , que praticamente anulou a Constituição.  O segundo momento correspondeu aos chamados "anos de chumbo", pois nessa fase houve intensa repressão aos movimentos organizados e às manifestações públicas e censura prévia à imprensa. O endurecimento aumentou a oposição ao regime , com a organização de movimentos guerrilheiros na cidade e no campo. Os militares reagiram com violência , colocando em prática as torturas , assassinatos e desaparecimentos de ativistas de esquerda e de pessoas que eles diziam conspirar contra a segurança nacional. Também nesse segundo momento o país iniciou um processo que foi designado de "milagre econômico" , pois houve um crescimento expressivo da produção nacional. Os últimos dez anos do regime militar (1974-1984) foram críticos para sua manutenção, pois em termos econômicos iniciava-se uma crise internacional decorrente do aumento explosivo dos preços do petróleo, e isso tinha reflexos diretos internamente. E, politicamente , a oposição ao regime iniciava sua ascensão , tanto no plano eleitoral quanto no dos movimentos populares , com a emergência de manifestações reivindicatórias, principalmente nas grandes cidades, por melhores condições de vida e de trabalho. As greves operárias ressurgiram e o movimento dos trabalhadores , com nova configuração , reestruturou-se gradativamente. Diante dessa situação , no governo do general Ernesto Geisel (1974 a 1979) foram dados os primeiros passos para a "abertura" do país. Inicialmente , Geisel precisou conter os vários setores das Forças Armadas que queriam a continuidade do regime militar ; depois , iniciou uma longa trajetória para promover uma transição lenta e gradual para a democracia representativa , sob a vigilância dos militares, tentando conter as manifestações políticas das ruas. Nessa última fase da ditadura aconteceram alguns fatos importantes  que merecem ser lembrados. Em 1978 foi extinto o AI-5 , o ato institucional dos militares que tolhera radicalmente a liberdade no país. Em 1979 foi aprovada a lei da anistia , e centenas de exilados voltaram ao Brasil. Também nesse ano foi restabelecido o pluripartidarismo , o que abriu a vida política para outros partidos. O Partido Democrático Social (PDS) substituiu a Arena , e o MDB transformou-se no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Nasceram o Partido Trabalhista (PDT) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Em 1982, o Partido dos Trabalhadores (PT) teve seu registro aceito. No último governo militar, o do general João Baptista Figueiredo , agravou-se a crise econômica e intensificaram-se os movimentos grevistas e as manifestações de protesto. Em 1984 , uma campanha por eleições diretas para presidente da República , conhecida como Diretas Já , agitou o país, e uma emenda à constituição foi votada com esse objetivo, mas não conseguiu ser aprovada no Congresso. Os militares decidiram que o governo deveria ter um civil na liderança , mas eleito indiretamente pelo Congresso Nacional, e isso ocorreu. Como vimos até aqui, o Estado brasileiro teve poucos momentos de efetiva democracia representativa , mesmo com a existência de uma constituição que se propunha  definir os direitos dos cidadãos. Na prática , essa constituição estava sempre a serviço daqueles que ocupavam o poder e de quem os sustentava.


A Hegemonia Burguesa




 Na maioria dos países europeus no final do século XVIII, a burguesia comercial , formada basicamente por comerciantes e banqueiros , tornou-se uma classe com muito poder , na maior parte das vezes , por causa das ligações econômicas que mantinha com os monarcas. Essa classe , além de sustentar o comércio entre os países europeus , estendia seus tentáculos a todos os pontos do globo, comprando e vendendo mercadorias , tornando o mundo cada dia mais europeizado. O capital mercantil se estendia também a outro ramo de atividade: gradativamente se organizava a produção manufatureira. A compra de matérias-primas e a organização da produção por meio do trabalho domiciliar ou do trabalho em oficinas levavam ao desenvolvimento de um novo processo produtivo em contraposição ao processo artesanal e das corporações de ofício. Ao se desenvolver a manufatura , os organizadores da produção passaram a se interessar  cada vez mais pelo aperfeiçoamento das técnicas de produção , visando produzir mais com menos gente, aumentando significativamente os lucros.  Para tanto , procuraram investir nos "inventos", isto é , financiar a criação de máquinas que pudessem ter aplicação no processo produtivo. Foram criadas , nesse contexto , as máquinas a vapor e de outros tantos inventos destinados a aumentar a produtividade do trabalho. Desenvolveu-se então o fenômeno    que veio a ser chamado de maquinofatura. O trabalho que os homens realizavam com as mãos ou com ferramentas passou, a partir de então, a ser feito por meio de máquinas , elevando muito o volume da produção de mercadorias. A presença da máquina a vapor , que poderia mover outras tantas máquinas, incentivou o surgimento da indústria construtora de máquinas , que , por sua vez , incentivou toda a indústria voltada para a produção de ferro e, posteriormente, de aço. É interessante lembrar que já no final do século XVIII produziam-se ferro e aço com a utilização do carvão mineral. Nesse contexto de profundas alterações no processo produtivo , cada vez mais o trabalho mecânico convivia com o trabalho artesanal. A maquinofatura se completava com o trabalho assalariado , incluindo a utilização , numa escala crescente , da mão de obra feminina e da infantil. Ao mesmo tempo, longe da Europa , intensificava-se a exploração do ouro no Brasil, da prata no México e do algodão na América do Norte e na Índia . Todas essas atividades eram desenvolvidas com a utilização do trabalho escravo ou servil . Esses elementos , conjugados , asseguravam as bases do processo de acumulação necessário para a expansão da indústria na Europa. Todas essas mudanças , somadas à herança cultural e intelectual do século XVII, definiram o século XVIII como um período explosivo. Se no século anterior a Revolução Inglesa determinou novas formas de organização política , foi no XVIII que a Revolução Americana e a Revolução Francesa alteraram o quadro político e social do Ocidente , servindo de exemplo e parâmetro para as revoluções posteriores. As transformações na esfera da produção, a emergência de novas formas de organização política e a exigência da representação popular deram características muito específicas a esse século. Pensadores como Montesquieu (1689-1755), David Hume (1711-1776) , Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) , Adam Smith (1723-1790) e Immanuel Kant (1724-1804) , entre outros, refletiram sobre a realidade, na tentativa de explicá-la.


O Poder Dos Bancos no Brasil


Nas economias modernas , os bancos sempre são poderosos . No Brasil , entretanto , o poder dos bancos é extraordinário e já constitui há muito tempo uma agressão ao interesse público. Os balanços dos principais bancos privados e públicos , divulgados nos últimos dias , mostraram lucros muito volumosos , que chagam a ser estarrecedores. Enquanto a maior parte da economia brasileira patina na mediocridade , enquanto a maior parte dos brasileiros vegeta na pobreza ou na miséria , os grandes conglomerados bancários expõem resultados exuberantes. Exuberantes , não. Nas circunstâncias do país, não é exagero usar uma palavra mais forte: indecentes. O que explica tal lucratividade? [...] O sistema bancário é muito concentrado , e o grau de concentração vem aumentando. Poucos bancos detêm a quase totalidade dos ativos , dos depósitos e do capital. Um punhado de instituições comanda o mercado. A competição é imperfeita e limitada. Os bancos têm poder de mercado [...] , por exemplo , e conseguem impor pesadas tarifas de serviços bancários, especialmente aos pequenos clientes . Conseguem também praticar taxas elevadíssimas de juro nos empréstimos que fazem a empresas e pessoas físicas. As empresas de menor porte e as pessoas físicas pagam taxas especialmente selvagens.  [...] o poder econômico dos bancos é sustentado por ampla rede de influência política e ideológica. O comando do Banco Central, por exemplo, mantém há muito tempo uma relação promíscua com o sistema financeiro.  O famigerado COPOM (Comitê de política Monetária do Banco Central) é uma espécie de comitê executivo da Febraban (Federação dos Bancos Brasileiros). Entra governo, sai governo e o quadro não muda : a diretoria do Banco Central é sempre dominada por pessoas que vêm do sistema financeiro ou que para lá desejam ir. A influência dos bancos se estende para outros segmentos do Poder Executivo , como o Ministério da Fazenda. Com frequência , essas instituições conseguem obter tratamento tributário leniente e concessões de outros tipos. No poder Legislativo , os bancos financiam campanhas e têm a sua bancada. Na mídia , a sua presença é sempre muito forte. A cada momento , o brasileiro indefeso é exposto às "teorias" e explicações dos "economistas do mercado" , uma verdadeira legião a serviço dos interesses do sistema financeiro.  É óbvio que interessa a qualquer economia moderna ter um sistema bancário sólido e lucrativo. Mas, no caso do Brasil, o poder dos bancos passou dos limites e está prejudicando seriamente grande parte da economia. Se o próximo governo quiser realmente colocar a economia em movimento , não poderá deixar de enfrentar esse problema.


Batista Jr., Paulo Nogueira. O Poder Dos Bancos no Brasil. Folha de S.Paulo , 17 ago. 2006. Brasil, p. B2.


Modernização e Desenvolvimento



Progresso e Desenvolvimento talvez sejam as palavras que melhor expressam, em nosso cotidiano, uma possível mudança social. Já vimos o que pensavam os autores clássicos sobre este tema. Vamos examinar a seguir como a questão foi colocada a partir de meados do século XX. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) passou-se a perceber que as desigualdades entre as sociedades do mundo eram gritantes , e algumas grandes vertentes teóricas se propuseram analisar esses fenômeno, isto é , tentaram explicar por que algumas sociedades eram desenvolvidas e outras , subdesenvolvidas. É sobre essas teorias que vamos refletir um pouco. A visão evolucionista da história ganhou novo alento com as teorias da modernização, de acordo com as quais as mudanças movem as sociedades de um estágio inicial (tradicional) para um estágio superior (moderno), numa escala de aperfeiçoamento contínuo. As teorias da modernização utilizam os padrões de análise de Émile Durkheim e e Max Weber , mas com nova roupagem. De acordo com essas teorias , as sociedades tradicionais ou modernas conforme as características que adotam. Como desenvolveram determinadas atitudes e comportamentos e não outros, são responsáveis pela própria situação. Para se transformar , passando do estágio atual para o superior , uma sociedade tradicional precisa deixar suas características para incorporar as modernas. Essas teorias tomam com padrões de sociedades modernas as norte-americanas - do Canadá e dos Estados Unidos - e as europeias ocidentais - principalmente a da França , a da Inglaterra e a da Alemanha. De acordo com tais teorias , as sociedades tradicionais (atrasadas e subdesenvolvidas) devem seguir o exemplo e os mesmos passos históricos das sociedades modernas (industrializadas e desenvolvidas). Vários sociólogos dos Estados Unidos , como Talcott Parsons , David McClelland e Daniel Lerner , e também o argentino Gino Germani, entre outros, utilizaram esquemas muito parecidos para caracterizar cada tipo de sociedade. A mudança social ocorreria quando os indivíduos e os grupos - isto é , as sociedades - deixassem as características tradicionais e passassem a internalizar as modernas. Assim, desde que os valores tradicionais fossem superados, ocorreria a evolução social modernizante. De acordo com as críticas mais gerais , essas teorias são etnocêntricas , pois a maioria das nações do mundo não seguiu as mesmas trajetórias históricas que as sociedades ocidentais.  Ademais , tais teorias definem a trajetória de todas as sociedades como se fosse linear, ou seja, presumem que as sociedades modernas de hoje mudaram sua mentalidade e sua maneira de ver o mundo. A ênfase é posta na cultura e na visão de mundo das pessoas e dos grupos sociais , os quais , para mudar , precisariam seguir a mesma trajetória que as atuais sociedades modernas. Além dessas críticas , outras estão contidas nas demais teorias.


A Mudança Social Para Os Clássicos da Sociologia



 As transformações e crises nas diversas sociedades constituem um dos principais objetos da Sociologia. No século XIX uma das ideias que orientava as discussões era a de progresso. Conforme Robert Nisbet , sociólogo estadunidense , a ideia de progresso tinha raízes no pensamento grego e , desde a Antiguidade , esteve presente no imaginário de todas as sociedades , mas no século XVIII, com o surgimento do Iluminismo, e no XIX ela ocupou um lugar destacado e permeou o pensamento de muitos autores. Ausguste Comte - Dos pensadores do século XIX , Comte foi um dos que mais influenciou o pensamento social posterior.  Desde cedo rompeu com a tradição familiar , monarquista e católica , tornou-se republicano, adotando as ideias liberais, e passou a desenvolver uma atividade política e literária que lhe permitiu elaborar uma proposta para resolver os problemas da sociedade de sua época. Toda sua obra está permeada pelos acontecimentos da França pós-revolucionária. Defendendo sempre o espírito da Revolução Francesa de 1789 e criticando a restauração da monarquia, Comte se preocupou fundamentalmente com a organização da nova sociedade que estava em ebulição e em grande confusão. Comte acreditava que a mudança social estava situada na mente , na qualidade e quantidade de conhecimentos sobre as sociedades. Com base nisso, ele afirmou que a humanidade percorreu três estágios no processo da evolução do conhecimento:

1- Primeiro Estágio - Teológico. As pessoas atribuíam a entidades e forças sobrenaturais as responsabilidades pelos acontecimentos. Essas entidades podiam ser os espíritos existentes nos objetos , animais e plantas (fetichismo), vários deuses (politeísmo) ou um deus único e onipotente (monoteísmo). 

2-Segundo Estágio - Metafísico . Surgiu quando as entidades sobrenaturais foram substituídas por ideias e causas abstratas e, portanto, racionais. Seria o momento da FILOSOFIA. 

3-Terceiro Estágio- Positivo. Corresponde à era da ciência e da industrialização, na qual se invocam leis com base na observação empírica , na comparação e na experiência . Seria o momento da Sociologia.  Esse último estágio foi ampliado porque a ciência tem desenvolvimento contínuo, sempre em busca de mais conhecimentos, que geram um crescimento quantitativo e qualitativo constante. Em termos sociológicos, Comte dividiu seu sistema em dois campos: os estático e o dinâmico , que estariam expressos nas palavras "Ordem e Progresso".  Toda mudança , isto é , o progresso , deveria estar condicionada , pois admitia a mudança (progresso) , mas limitava-a a situações que não alterassem profundamente a situação vigente (ordem) . A expressão que pode resumir bem seu pensamento é : "nem restauração nem revolução", isto é , não devemos voltar à situação feudal nem querer uma sociedade diferente desta em que vivemos. Para nós, brasileiros, isso é muito claro, pois, desde a instauração da República , assumiu-se no país o lema positivista, "Ordem e Progresso", que norteia as ações dos que dominam nossa sociedade. 



O Retorno à Democracia (de 1985 a nossos dias)



 Após a abertura , o Brasil viveu a fase do Estado liberal democrático , que procuro definir as bases democráticas de convivência política. Essa fase se iniciou com a eleição indireta, pelo Colégio Eleitoral, do primeiro presidente civil que deveria substituir os militares no governo. O candidato eleito, Tancredo Neves, procurou demonstrar que formaria um governo novo, mas na verdade ele era um político de confiança dos militares , ou seja , era a garantia de que não haveria revanchismo contra eles. No entanto, Tancredo morreu antes de tomar posse; quem assumiu foi o seu vice, José Sarney . Ex-presidente e depois dissidente do PDS (partido governista), Sarney criara a Frente Liberal (mais tarde PFL) , partido pelo qual se tornou vice-presidente na chapa de Tancredo Neves.   Durante o mandato de Sarney, em 1988, foi promulgada a nova Constituição brasileira  chamada de Constituição cidadã, fato considerado fundamental para o desenvolvimento de uma democracia estável no Brasil. Os governantes seguintes , eleitos pelo voto popular , puderam atuar sem a vigilância das Forças Armadas. O Executivo , o Legislativo e o Judiciário desenvolveram suas atividades plenamente. Numa situação de alta inflação , concentração de renda e desigualdade social, a preocupação fundamental do Estado nesse período foi a redução e o controle da inflação .  Para isso, muitos planos econômicos foram criados , como o Plano Cruzado , o Plano Collor , o Plano Bresser e o Plano Real, mas somente o último , criado no governo Itamar Franco pelo então ministro da Fazenda , Fernando Henrique Cardoso, alcançou os objetivos propostos. Sem ter havido no Brasil um Estado do bem-estar social , o Estado neoliberal que se implantou a partir do governo Collor -Itamar criou, pelas políticas que desenvolveu , um "Estado do mal-estar social". Vamos examinar as políticas implantadas. - Na tentativa de integrar a economia do país à globalização, o Estado neoliberal promoveu a privatização de empresas estatais (nos setores de siderurgia, energia e comunicações) e abriu o mercado nacional a produtos estrangeiros , derrubando barreiras às economias mais poderosas do mundo.  No sistema financeiro , foi permitida a livre atuação dos bancos e o movimento de capitais no mercado interno; renunciou-se ao controle da moeda nacional e da política cambial , atrelando a moeda nacional ao dólar , para facilitar as transações no mercado financeiro. Foram tirados dos trabalhadores direitos que tinham resultado de muitas lutas. Alteraram-se os contratos de trabalho, o limite de horas na jornada de trabalho, as férias remuneradas , além do sistema de aposentadorias . Também foram criadas aposentadorias privadas , que muito beneficiaram o setor financeiro. Incentivou-se a criação de escolas particulares e , com isso, houve uma proliferação de faculdades e universidades particulares no Brasil. Essa expansão só foi possível porque foi financiada pelo Estado em das universidades públicas. Ampliou-se a presença das empresas que administram planos de saúde, ficando o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para os mais pobres.  No governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que sucedeu ao de Fernando Henrique Cardoso , foi necessário manter e ampliar políticas de compensação à concentração de renda e às desigualdades sociais, que continuavam muito grandes. Assim, criaram-se políticas sociais visando amenizar a situação precária da maior parte da população brasileira. Essas políticas compensatórias, como o Bolsa Família e o aumento do salário mínimo da inflação, entre outras , lentamente estão provocando uma diminuição, ainda que pequena, da desigualdade social no Brasil.


Diplomonadidas e Parabasálias



Na linhagem dos organismos heterótrofos resultantes apenas da endossimbiose que originou as mitocôndrias , houve em alguns grupos modificações nessas organelas e elas deixaram de realizar a respiração. Foi o que ocorreu nos diplomo-nadidas e parabasálias. Nesses grupos , há dois tipos de organelas derivadas de mitocôndrias : os hidrogenossomos e os mitossomos. Essas organelas são delimitadas por membrana dupla , assim como as mitocôndrias , mas não possuem DNA. São pequenas e só recentemente foram reconhecidas e estudadas , havendo muitas dúvidas sobre o papel delas nas células. O que se sabe por enquanto é que hidrogenossomos geram ATP de forma anaeróbia a partir do piruvato e liberam gás hidrogênio, por isso o nome , e que mitossomas são capazes de realizar a maturação de proteínas que contém ferro e enxofre , e de produzir quantidade de ATP. Os diplomonadidas possuem mitossomos , e o exemplo mais importante para a saúde humana é a Giardia Intestinales , parasita intestinal responsável pela giardíase. Essa doença afeta principalmente o intestino delgado , provocando diarreia e dores abdominais. A transmissão é feita pela ingestão de alimentos ou água contaminados com cistos de giárdia. Como medidas profiláticas , estão o saneamento básico , lavar frutas e verduras antes de ingerir e beber água tratada. Os parabasálias possuem hidrogenossomos e os exemplos mais importantes  dentro desse grupo são:

-Triconinfas (Trichonympha) , que vivem em mutualismo no intestino de insetos comedores de madeira , como é o caso dos cupins ; esses protistas locomovem-se por meio de muitos flagelos e fagocitam os fragmentos de madeira ingeridos pelo inseto ; digerem a celulose graças a bactérias simbiontes que vivem em seu citoplasma. 
-Trichomonas Vaginalis , que causa a tricomoníase , doença sexualmente transmissível de ampla ocorrência , afetando cerca de 170 milhões de pessoas no mundo. Além do contato sexual, a transmissão pode ocorrer pelo uso de sanitários e banheiras sem condições de higiene ; e pelo uso de toalhas úmidas contaminadas por tricomonas .    Afeta o sistema genital; nos homens causa infecções uretais e nas mulheres , infecções vaginais. As medidas profiláticas para evitar a tricomoníase são : usar camisinha nas relações sexuais, evitar banheiros sem condições de higiene , não usar toalhas de outras pessoas se não estiverem adequadamente levadas.


A Convocação da Assembléia dos Estados Gerais



Na tentativa de solucionar o problema, o rei decidiu-se pela convocação dos Estados Gerais . Essa Assembléia reunia representantes dos três Estados que compunham a nação e não se reuniam desde 1614. O Primeiro Estado era representado pelo clero. Subdividia-se em alto clero (nobres e baixo clero (padres de paróquia),cuja vida se assemelhava à dos camponeses. O Segundo Estado era composto pela nobreza compreendia os senhores que viviam na Corte e eram mantidos pelo tesouro real: a nobreza do campo , na maior parte arruinada e vivendo da cobrança de impostos sobre os camponeses; e a nobreza que exercia o poder jurídico , composta por burgueses enriquecidos que compravam títulos de nobres arruinados. O Terceiro Estado compreendia classes bem diferentes entre si: ricos burgueses , donos de estabelecimentos comerciais e industriais , banqueiros , artesãos , pequenos comerciantes , camponeses (proprietários ou assalariados) e operários. O Terceiro Estado representava mais de 80% da população da França e não possuía nenhum poder político , mas era o único a pagar impostos e, portanto, mantinha economicamente a nação. Apesar disso, sua participação na Assembléia era apenas figurativa : os votos eram computados por Estados; como o Primeiro e o Segundo Estado tinham interesses comuns , sempre derrotavam as propostas do Terceiro Estado. Com a convocação da Assembléia , o Terceiro Estado mobilizou-se: solicitou ao rei representantes em quantidade numérica idêntica à dos dois outros Estados (cada estado tinha 300 representantes) e também que o voto fosse individual e não por Estado. A burguesia fez circular amplamente os "Cahiers de Doléances" que eram relatórios feitos em cada Departamento (cada Estado Francês) , onde o povo deveria anotar suas reivindicações. Seu objetivo era tentar uma participação política efetiva , como representantes do Estados mais numerosos da nação.


O Período do Terror- Terceira Fase Revolucionária


 Esse período foi marcado por grandes conquistas populares e por uma repressão violenta que eram considerados inimigos do regime. Em 1793, os jacobinos promulgavam uma nova Constituição , que abolia o voto pela renda e dava a todos os indivíduos do sexo masculino, acima de 21 anos , o direito de votar. No plano externo, o governo jacobino teve que fazer grandes esforços para expulsar os exércitos invasores (coligação da Inglaterra, Áustria , Prússia , Holanda e Espanha) de suas fronteiras. Internamente , sufocou a contra-revolução , pacificando o país. Além de defender a República , o líder jacobino Robespierre preocupou-se  com leis sociais: tabelou o preço dos  alimentos (Lei do Maximum), aboliu a escravidão em todas as colônias francesas, dividiu as terras, acabou com todos os privilégios. A Lei do Maximum fez com que os produtores se voltassem contra Robespierre; a condenação dos girondinos trouxe-lhe muitos adversários políticos. Robespierre não pretendia recuar nas conquistas revolucionárias , nem tampouco fazê-las avançar. Em resposta à pressão dos elementos moderados (que queriam o recuo da revolução) e dos exaltados (que queriam radicalizar a revolução), Robespierre condenou-os à morte, eliminando antigos aliados, como Danton (moderado) e Hebert (radical). Ao perceber que Robespierre eliminava seus aliados e , portanto, perdia apoio, a alta burguesia conspirou para derrubá-lo do poer, matando-o em seguida. A queda dos jacobinos deixou o povo indeciso , sem líderes para uma reação . Quando a população percebeu que perderia todas as conquistas revolucionárias que não interessasse à burguesia conservar , era tarde demais:  qualquer revolta era prontamente sufocada. Ironicamente, os jacobinos perderam o poder após terem conseguido realizar os objetivos revolucionários: garantir as fronteiras do país, pacificá-lo internamente , promover a melhoria social e implantar um governo democrático. O governo instituído pela burguesia financeira recebeu o nome de Diretório . Era composto por cindo membros , que dirigiam o país com o auxílio de duas Assembléia: a Assembléia dos Anciãos e a Assembléia dos Quinhentos. O diretório foi a última etapa do processo ocorrido na França, mas não teve caráter revolucionário, pois o povo foi totalmente impedido de participar na política. A elite aboliu o voto universal : só os ricos podiam eleger e serem eleitos. A nível social, foram extintas todas as leis que beneficiavam o povo, como a Lei do Maximum l que regulamentava a divisão das terras confiscadas à nobreza e ao clero entre as camadas populares , e a organização dos operários em sindicatos. As tentativas e insurreição, ora dos monarquistas , ora de grupos populares (como a liderada por Graco Babeuf) , foram violentamente reprimidas. O saldo de toda a agitação ocorrida na França teve classe vencedora : a burguesia, que exerceu o poder político no intuito de favorecer seus interesses. 


Importância da Revolução Francesa


A Revolução Francesa encerra o ciclo revolucionário ocorrido no século XVIII. Ela apoia a independência dos Estados Unidos na América, ao propagar os ideais e liberdade e igualdade para o resto do mundo, influindo também nos movimentos da independência das colônias espanholas e portuguesas nas Américas. Ela complementa a Revolução Industrial. Ás transformações da revolução inglesa , no plano econômico, acrescentam_se as influências ideológicas e políticas do novo regime implantado na França , que assinalou definitivamente a decadência do absolutismo e dos valores feudais em favor dos ideais burgueses. A Revolução trouxe transformações profundas e definitivamente para a vida dos franceses: a partir ela , todos eram iguais perante a lei. houve divisão de poderes entre Executivo e Legislativo. Unificaram_se pesos e medidas (foi adotado o sistema métrico ). Todos os cidadãos deviam pagar impostos. A primeira vila a enviar seus homens para combater pela república foi Marselha . No caminho , o batalhão cantou um hino escrito por Rouget de Lisle e que , a partir dessa data, recebeu o nome de "Marselhesa". Esse hino foi adotado por todos os revolucionários e é o atual hino da França. Robespierre , advogado, líder dos jacobinos , passou à História como o "incorruptível, pela sua veemente defesa em favor dos direitos do povo. Saint-Just , teórico da guerra revolucionária, foi incansável no combate aos inimigos internos e externos da revolução. Danton participou da Convenção e era estimado pelas classes populares, Foi guilhotinado por ordem de Robespierr , por querer "parar" o processo revolucionário. Graco Babeuf liderou uma revolta contra os membros do Diretório. Pretendia aprofundar as reformas sociais da revolução , pregava a divisão de riquezas e a igualdade social. Foi morto por ordem do Diretório . Muitos historiadores consideram Babeuf como precursor da teoria socialista. Sans-Culotte é um termo que designa os operários ou camponeses que não usavam calças justas (culotte) , indispensáveis na vestimenta da nobreza. Trabalhavam nos campos, forjas, construções . Apoiaram a revolução com ardor , não hesitando em participar das batalhas contra os inimigos do regime.


A Visão


Os órgãos receptores da luz são, entre os animais superiores, os olhos. Mas é bom que você saiba que em alguns animais inferiores existem células fotorreceptores, isto é, sensíveis à luz, espalhadas pela superfície corporal. O proteu (Protheus Anguineus) é um anfíbios aquático que vive em cavernas abaixo do nível da água , em ambiente escuro. Seus olhos são atrofiados e encobertos por ele , portanto não funcionais. Contudo , ele possui células fotossensíveis espalhadas pelo corpo, as quais lhe permitem perceber a luz. As minhocas, entre os invertebrados , também possuem estruturas desse tipo , que justificam , aliás , a fotofobia que apresentam (elas preferem ambientes escuros). Em microrganismos , como a Euglena Viridis , existe um corpúsculo fotorreceptor - o estima ou mancha ocelar - constituído de substâncias carotenoides que reagem à luz , permitindo que esse organismo unicelular possa orientar-se à procura de ambiente iluminado (a euglena é clorofilada e necessita de luz para realizar a fotossíntese). Olhos propriamente ditos começa a surgir nas planárias. Mas , nesses vermes , cada olho é muito rudimentar, pois possui um grupamento de célula de células fotorreceptoras encobertas por uma espécie de lente convexa formada por células pigmentadas. A planárias pode apenas perceber a luz, mas não identificar formas. Nos artrópodes (crustáceos , insetos , aracnídeos etc.) , o olho atinge um bom desenvolvimento. Por sinal, muitos desses animais costumam ter vários olhos. Escorpiões e aranhas têm "fileiras" olhos (seis a oito olhos, dispostos aos pares). Já os insetos comumente possuem olhos compostos, formados pelo aglomerado de centenas ou milhares de unidades chamadas omatídios. Em alguns casos, nos insetos, cada omatídio compõe um segmento da imagem. O conjunto deles oferece a visão da imagem completa. Em outros casos, cada omatídeo percebe a imagem inteira, porém num ângulo ligeiramente diverso do que é visto pelos demais omatídios. Assim, o animal recebe no cérebro numerosas imagens ligeiramente diferentes , que , devidamente "processadas", oferecem uma visão estereoscópica extraordinário , o que justifica a dificuldade de se capturar um inseto com mão. A diferença entre um caso e outro depende da espessura de uma camada pigmentada que existe entre os omatídios. Nos moluscos cefalópodos , polvos e lulas, já se distingue um olho bem parecido com o olho humano. Nos vertebrados , olho torna-se bastante desenvolvido, embora mostre alguma diversidades entre as várias classes .  Os peixes , por exemplo , têm olhos terrivelmente míopes. Algumas aves , como os falconiformes, possuem duas macula lútea em cada olho. Muitos vertebrados , como cães , gatos e touros não tem visão em cores (o touro irrita-se com o agitar da capa do toureiro, mas procede da mesma forma quer a capa do toureiro, mas procede da mesma forma quer a capa seja vermelha ou azul - o vermelho é usado apenas para disfarçar o sangue ...  Do touro ou do toureiro). Curiosamente , os insetos (que são muito inferiores) na maioria das vezes distinguem as cores. A visão, na espécie humana , é captada pelos globos oculares , que ficam alojados nas arcadas orbitárias e se movimentam com o auxílio de vários músculos inervados por três dos 12 pares de nervos cranianos : o motor ocular comum , o motor ocular externo ou abducente e o patético ou troclear. Mas a transmissão ao cérebro dos impulsos nervosos provocados pela luz é feita pelos nervos ópticos (outro par de nervos cranianos). Como você vê, a Natureza dedicou quatro pares de nervos cranianos (dentre 12) exclusivamente para a fisiologia dos olhos, demonstrado a grande importância desse órgãos. Cada globo ocular é formado por três envoltórios: Esclerótica, Caróide e Retina.


E agora, o que nos espera?



 A transformação radical de uma sociedade - revolução- está sempre ligada à superação de um sistema por outro, havendo um movimento popular ou classe social oprimida organizada para ir à frente e derrubar o antigo regime. Na sociedade capitalista , segundo Marx, a classe social oprimida é o proletariado. Depois das muitas revolução que ocorreram no mundo, há a possibilidade de a classe proletária, ou trabalhadora , organizar-se para derrubar o sistema capitalista ? Há condições objetivas (crise do sistema , organização , poder , armas) e subjetivas (consciência social, aliança entre os diversos segmentos dos explorados) para que isso ocorra? Não se pode negar a existência dessas condições , principalmente nos países menores e periféricos do sistema capitalista, mas, nas sociedades integradas ao capitalismo e com forte esquema de massificação , torna-se cada dia mais difícil acontecer um movimento revolucionário. Hoje , em todos os meios de comunicação, ouvimos declarações de que estamos vivendo em uma "nova" sociedade , em uma "era pós-moderna", em uma "sociedade pós-burguesa", em uma "sociedade pós-industrial" , etc. Com isso , afirma-se que está se estruturando uma nova organização social, completamente diferente da anterior. Ora, na sociedade atual estão sendo levadas ao limite as potencialidades da modernidade estabelecida pela Revolução Industrial dos séculos XVIII e XIX, sem modificar suas estruturas de poder e economia , mas , ao mesmo tempo, estão sendo criados e desenvolvidos os germes de sua modificação. Há indícios de que uma transformação está ocorrendo, mas em qual direção? As respostas a essa questão são muito divergentes. Podemos perceber que a ideia de uma revolução violenta , com a tomada do poder do Estado para desenvolver uma nova sociedade, está cada dia mais distante da realidade. É possível uma revolução e a criação de uma nova sociedade por meio da ação consciente dos trabalhadores explorados? Parece difícil , porque a capacidade de cooptação por parte dos poderes vigentes é muito grande. Mas a consciência da desigualdade e do sofrimento que isso acarreta não é apagada ou silenciada, e se manifesta da desigualdade e do sofrimento que isso acarreta não é apagada ou silenciada, e se manifesta em revoltas pontuais em várias partes do mundo. Parece fora de cogitação , também , a ideia de uma mudança significativa mediante ações lentas e graduais por parte das instituições políticas existentes , pois estas estão muito amarradas às estruturas de poder e pouco podem fazer. Quando existe uma possibilidade de mudança, a força da reação normalmente é muito grande e pode aniquilar qualquer tentativa de resistência. Além disso, por causa da crise na democracia representativa , as pessoas já não acreditam que os políticos possam tomar medidas para alterar profundamente a sociedade. Então não há alternativa? Há uma apatia geral e nada acontece porque pouco se pode fazer para promover mudanças na sociedade em em que vivemos? A ideia de transformação mudou, pois hoje parece não ser possível uma transformação geral e ampla , mas pode haver mudanças específicas nas condições de vida dos participantes dos movimentos sociais. Os envolvidos em tais movimentos buscam emancipar-se dos poderes existentes e criar alternativas coletivas concretas , ainda que restritas e parciais , à situação vigente.


O Que Consideramos Cidades?


 Como sabemos , no mundo atualmente há cidades de diferentes tamanhos e densidades demográficas , de diversas condições socioeconômicas. Em algumas destacam-se apenas  uma função urbana enquanto outras desenvolvem múltiplas atividades. Muitas se estruturaram há séculos , enquanto outras começaram a se desenvolver há poucas décadas ou anos. Há ainda aquelas que apresentam grande desigualdade social e aquelas nas quais as desigualdades são menos acentuadas. Todos esses aspectos se refletem na organização do espaço urbano e são visíveis na paisagem. Dependendo do país ou da região em que se localiza, uma pequena aglomeração de alguns milhares de habitantes pode apresentar grande diversidade de funções urbana , ou simplesmente constituir uma aglomeração de residências rurais. o barateamento e a maior facilidade de obtenção de energia , a disseminação de aviões , trens rápidos e automóveis , enfim , com a redução do tempo e das distâncias , as relações entre as cidades já não respeitam o "esquema militar", pelo qual era necessário  "galgar postos" dentro da hierarquia das cidades. No atual estágio informacional do capitalismo, estruturou-se uma nova hierarquia urbana , dentro da qual a relação da vila ou da cidade local pode se dar com o centro regional , com a metrópole nacional. O esquema da direita mostra a inter-relação das cidades no interior da rede urbana de uma forma mais próxima da realidade atual.  Por exemplo, na periferia da Amazônia , onde a densidade demográfica é muito baixa , um pequeno povoado pode contar com diversos serviços , como posto de saúde , escola e serviço bancário , enquanto no interior do estado de São Paulo , onde a rede urbana é bastante densa , o distrito de um município de médio porte pode se constituir apenas como local de moradia de trabalhadores rurais , com comércio de produtos básicos , sem apresentar outras funções urbanas . Quanto à população, uma cidade localizada em regiões pioneiras pode ter muito menos habitantes que uma simples vila rural de um município muito populoso localizado em região de ocupação mais antiga . Na maioria dos países , tanto desenvolvidos quanto em desenvolvimento  a classificação de uma aglomeração humana como zona urbana ou cidade costuma levar em consideração algumas variáveis básicas: densidade demográfica , número de habitantes , localização e presença de equipamentos urbanos, como comércio variado , escolas , atendimento médico , correio e serviços bancários.  No Brasil , o IBGE, órgão responsável pela realização dos censos demográficos e econômicos ,  considera população urbana as pessoas que residem no interior do perímetro urbano de cada município e população rural as que residem fora desse perímetro. Entretanto, as autoridades administrativas de alguns municípios recorrem a um subterfúgio para aumentar sua arrecadação: utilizando as atribuições que a lei lhes garante , determinam um perímetro urbano bem mais amplo do que a área efetivamente urbanizada. Dessa forma , muitas chácaras , sítios ou fazendas , inegavelmente áreas rurais, acabam registradas como porte do perímetro urbano e são taxadas com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) , e não com o Imposto Territorial Rural (ITR) - com o IPTU os municípios obtêm uma arrecadação muito superior à que obteriam com o ITR. Nos dados do Censo 2000 , chamam a atenção os casos , por exemplo, de Joanópolis e Piracaia, municípios paulistas situados próximo da Serra da Mantiqueira: ambos têm , oficialmente , população rural igual a zero. Por outro lado, também chama atenção o total de população rural do município de São Paulo : 620,526 superior a muitas cidades médias brasileiras. Neste caso, a distorção é oposta: por questões burocráticas , muitas áreas do município , como o distrito de Cidade Tiradentes , ainda são consideradas zona rural. Já que municípios de qualquer extensão territorial e número de população têm , obrigatoriamente, zona estabelecida como urbana , algumas aglomerações cercadas por florestas , pastagens e áreas de cultivo são classificadas como regiões "urbanas". Segundo esse critério , o Pantanal Mato-Grossense e o estado de Roraima têm indices de urbanização equivalentes ao da região Sudeste. Portanto, como não há um critério uniforme , a comparação dos dados estatísticos de população urbana e rural entre o Brasil e outros países fica comprometida.  Segundo o IBGE , em 2008 o Brasil tinha 83,8% de população urbana e 16,2% de população rural. Considerando  o texto citado , podemos inferir que o número de pessoas que vivem integradas ao modo de vida rual, mas são classificadas como moradores urbanos, é maior do que aquele dos índices oficiais. Segundo estimativas do autor do texto, caso utilizassem critérios mais rígidos de classificação, o percentual de população rural no Brasil seria de cerca de 33%. A tese de doutorado "O Rural e o Urbano: É Possível Uma Tipologia?" , defendida por Eduardo Girardi, aplicou a metodologia da OCDE aos dados obtidos no Censo 2000 do IBGE e chegou a uma taxa de urbanização de apenas 40,2% , índice que sobe para 56,9% quando se consideram como urbanas regiões que a  OCDE classifica como intermediárias. Após ampliar sua análise , apresenta outra proposta em que a população urbana brasileira , em 2000, seria de 73% e a rural , 27%.  Em 2000 mais de 90% dos municípios brasileiros tinham até 50 mil habitantes e abrigavam cerca de 37% da população do país , nos quais as diversas atividades rurais ocupavam grande  parte dos trabalhadores e comandavam o modo de vida das pessoas. Note que o Amapá , que em 2008 possuía apenas 626 mil habitantes distribuídos em 16 municípios , sendo 344 mil em Macapá , apresenta índice de urbanização superior ao de outros estados do Centro-Sul.

A Pressão Externa


A Crise política da França era observada pelos países vizinhos. Na maioria desses países , a monarquia ainda exercia o poder absoluto. Essas nações temiam que as exigências do povo francês e o processo revolucionário servisse de exemplo aos povos de seus próprios países, também submetidos à nobreza. A Prússia foi o primeiro país a armar-se contra a França ; para isso, contou com o apoio dos nobres franceses que se haviam exilado voluntariamente , esperando o fracasso da revolução e a volta ao antigo regime. Os exércitos da Prússia uniram-se às forças militares da Áustria e invadiram o território francês. As primeiras batalhas foram favoráveis aos invasores , mas os deputados declararam a "pátria em perigo" e convocaram às armas todos os civis. o Ardor patriótico fez com que se apresentassem milhares de homens para a batalha. O exército francês , com a participação do povo, conseguiu derrotar o inimigo e expulsá-lo da França na Batalha de Valmy. A ameaça externa inaugurou uma nova fase revolucionária. O apoio do povo, decisivo para a Vitória sobre os inimigos , dividiu os deputados. Alguns deles , que se reuniam no Clube dos Jacobinos, passaram a defender um ampla participação política , que se estendesse todos os cidadãos. A Assembléia Legislativa foi dissolvida e substituída por outra que recebeu o nome de Convenção. A Convenção deveria elaborar uma nova Constituição e impedir o retorno à monarquia absolutista. os deputados da Convenção estavam agrupados em três grupos, conforme suas tendências específicas: 1ª- Girondinos: Sentavam-se à direita na Assembléia . Esse grupo era formado pela burguesia comercial e industrial. Receberam esse nome porque seus deputados originavam-se, em sua maior parte, do departamento de Girondina. Eram moderados e não desejavam maiores reformas. Lutavam pela manutenção da monarquia constitucional e pela inviolabilidade da propriedade privada. 2ª- Jacobinos ou Montanheses: Sentavam-se à esquerda na Assembléia . Esse grupo era formado por pequenos burgueses e possuía amplo apoio popular (dos "sans-culotte", os oprimidos pela nobreza) . Eram favoráveis à continuação da revolução : queriam u regime democrático , com participação do povo nas eleições , melhor distribuição de riquezas e proteção ao trabalhador. Seus líderes eram Danton , ROBESPIERRE , Saint-Just e Marat. Este último dirigia o jornal "O Amigo do Povo" , veículo que divulgava os ideais revolucionários à população. 3ª- Pântano ou planície: esse grupo ocupava as cadeiras centrais da Convenção . Era formado pela alta burguesia financeira. Tendia a apoiar opa um, ora outro grupo, normalmente aquele que estava em evidência na ocasião. Por isso o partido ficou conhecido com esse nome: Pântano. A Convenção proclamou a República francesa e inaugurou um novo calendário (ano I, o ano da proclamação da República). acabando com séculos de regime monárquico. Essa conquista popular desencadeou imediata reação nos países vizinhos , que formaram nova coligação para invadir a França. Dentro da França também crescia a crise: em algumas regiões. camponeses liderados pela nobreza opunham-se à República. Diminuía cada vez mais o prestígio real: o rei estava desacreditado e afirmava-se que ele ajudava os exércitos inimigos para recuperar seu poder. A pressão do povo fez com que Luís XVI e sua família fossem levados a julgamento e condenados à morte pela guilhotina. Sobre a condenação de Luís XVI, Robespierre diria: "... não há um processo a ser julgado. Luís não é um acusado comum. Os jurados não devem pronunciar-se contra um homem e, sim, tomar uma medida necessária à saúde pública. Luís foi rei e a República é agora o sistema de governo. Ele solicitou auxílio dos tiranos, seus iguais...Eu pronuncio om pesar esta verdade fatal... Luís deve morrer, porque é preciso que a pátria viva..." os girondinos se opuseram à execução do rei e, por essa atitude , foram também considerados traidores e condenados. Em represália às prisões dos deputados , uma jovem do partido dos girondinos- Charlotte Corday - assassinou o escritor Marat, provocando grane emoção no povo, que o amava. A tensão interna se agrava: os jacobinos assumem a liderança política m defesa da pátria e da República.


A Crise do Diretório- Revolução Francesa


 O governo pós-revolucionário não conseguiu dar estabilidade interna ao país: os camponeses e operários temiam perder os direitos conquistados com a revolução e estavam descontentes com a política do Diretório, que atendia às exigências da burguesia dominante. enquanto que o custo de vida e a inflação reduziam cada vez mais o atendimento dos trabalhadores. Externamente, a França representava um perigo para os demais países: estes nada tinham a temer de uma poderosa burguesia , que poderia, por interesse, ser atraída como aliada. Mas as idéias de liberdade e igualdade da revolução não tinham sido abolidas e os governos absolutistas tinham que evitar sua influência sobre as demais nações europeias . Inglaterra, Áustria e Prússia começaram a formar uma nova coligação contra o regime o francês ; esta situação prejudicava a burguesia mercantil , que não podia desenvolver relação comerciais. Pressionado pelo povo e por parcela da burguesia, o Diretório optou por entregar seu poder a um líder popular que mantivesse as vantagens da elite e, ao mesmo tempo, fosse capaz de controlar o povo e derrotar os inimigos externos Nas lutas pela Revolução Francesa , havia se destacado o general Napoleão Bonaparte (de 25 anos) que, pela sua inteligência e habilidade militar , conseguira importantes vitórias para a França. O golpe militar tramado por alguns membros do Diretório e pelo irmão de Napoleão (deputado Jeronimo Bonaparte) foi dado quando a segunda coligação européia estava prestes a invadir a França. Napoleão , em campanha no Egito , retornou a seu país , dominou facilmente os membros dos dois conselhos (conselho dos Anciãos e Conselho dos Quinhentos) , assumiu o poder e começou imediatamente o combate ao inimigo. Esse golpe ficou conhecido como 18 Brumário (data do calendário da revolução Francesa que corresponde ao dia 18 de novembro de 1799). Inicialmente , Napoleão dividiu o poder com mais dois elementos . foi o período do Consulado. Ele era o primeiro_cônsul e detinha praticamente todo o controle da nação; os outros dois cônsules tinham atribuições. A Vitória de Napoleão sobre as forças inimigas garantiu-lhe a confiança do povo e da burguesia que, através de plebiscitos, aumentaram ainda mais o poder do primeiro-cônsul. O primeiro plebiscito , em 1802, deu a napoleão o título de cônsul vitalício e, em 1804, num segundo plebiscito, Napoleão recebeu o título de imperador e foi coroado pelo papa na Catedral de Notre-Dame, em Paris. A paz externa permitiu que Napoleão reorganizasse o país e consolidasse as modificações trazidas pela revolução.


Sobre a Ideia de Exclusão-Inclusão


 Ultimamente temos lido e ouvido a expressão "exclusão social" , que aparece em nosso cotidiano na fala dos mais diferentes indivíduos , em todos os meios de comunicação e com variados sentidos. O sociólogo brasileiro José de Souza Martins , em seu livro A Sociedade Vista do Abismo : Novos Estudos Sobre Exclusão , Pobreza e Classes Sociais , procurou elucidar um pouco a confusão estabelecida no uso dessa expressão. Diz ele que podemos entender a expressão "exclusão social" com base em duas orientações opostas: uma transformadora e uma conservadora.  A orientação transformadora aparece quando os militantes políticos , os partidos políticos e até professores universitários utilizam essa expressão, de forma inadequada , para caracterizar a situação daqueles que estão na condição da classe trabalhadora , como os explorados na sociedade capitalista. Entretanto, isso é questionável , porque o trabalhador está incluído no sistema, só que em condições precárias de vida. A orientação conservadora se expressa na defesa da ideia de que é necessário adotar medidas econômicas e políticas que permitam integrar os excluídos na sociedade que os exclui. É um discurso de quem está incluído e postula que todos se integrem à sociedade de consumo , que é essa que aí está , não havendo alternativa melhor. É um proposta conformista justamente porque aceita as condições existentes como um fato consumado e não coloca em questão a possibilidade de a integração dos excluídos ser feita de forma degradada e precária. Seus defensores apenas lamentam a existência dos excluídos e propõem mais desenvolvimento para que todos possam ser beneficiados. Jamais pensam em questionar a sociedade atual.


Diversificação da Disciplina


Se no período anterior as bases da Sociologia estavam dadas , mesmo com a presença de uma ditadura militar no Brasil a partir de 1964, a disciplina começou a expandir-se principalmente nos grandes centros urbanos e passou a relacionar-se com outros campos das ciências humanas. As discussões sobre o processo de industrialização crescente e a chamada "modernização" do Brasil foram o centro das atenções. A discussão sobre o desenvolvimento tinha relação com os estudos dos economistas. A questão educacional também esteve presente , pois , de alguma forma , todas as questões sociais estavam vinculadas à precariedade da educação nacional. Aqui a relação era com os pedagogos.  Principalmente depois do golpe militar de 1964 , foram muito discutidos temas relacionados ao autoritarismo e ao planejamento , fazendo interface com a ciência política. Outras discussões e polêmicas estavam presentes : trabalho, formação da classe trabalhadora, sindicalismo, urbanização, transformações no campo , marginalidade social, dependência econômica , entre outras. Espelham essas preocupações a grande quantidade de livros publicados e, no interior das universidades, o interesse por disciplinas como Sociologia do desenvolvimento, Sociologia urbana , Sociologia rural, Sociologia Industrial e do trabalho, Sociologia do planejamento e Sociologia da educação e da juventude.  A partir da década de 1980 , expandiram-se os cursos de pós-graduação (Mestrado e Doutorado) em Ciências Sociais e em Sociologia em todo o território nacional , elevando o nível , em número e qualidade , das pesquisas e do ensino de Sociologia. A presença da Sociologia no ensino superior e de pós-graduação consolidou-se no Brasil pelas mais variadas abordagens e com uma multiplicidade de temas , surgindo assim muitas "sociologias" especiais: do desenvolvimento , o trabalho , do conhecimento , da arte , da educação , urbana , rural , da saúde , da família , etc. As preocupações e temáticas anteriores continuam presentes , mas outras passaram a ser foco de interesse de muitos estudiosos , até com a realização de encontros e congressos específicos , como violência , gênero , religião, juventude , comunicação e indústria cultural. Muitos foram os intelectuais que, em diferentes áreas do pensamento sociológico , desenvolveram pesquisas e ensino. Entre outros , além dos já mencionados , relacionamos alguns dos que , a partir das décadas de 1960-1970, tiveram suas obras lidas e reconhecidas no Brasil e também no exterior : Octávio Ianni (1926-2004) , Fernando Henrique Cardoso (1931) , Leôncio Martins Rodrigues (1934), Heleieth Saffioti (1934) , Marialice Mencarini Foracchi (1929-1972) , Elide Rugai Bastos , Francisco de Oliveira (1933) , Luiz Eduardo Waldemarin Wanderley (1935) , José de Souza Martins (1938) , Gabriel Cohn (1938) , Luiz Werneck Vianna (1938) , Simon Schwartzman (1939) e Maurício Tragtenberg (1929-1998) . Uma nova geração de sociólogos encontra-se hoje nas diversas universidades brasileiras. Entre outros , podem ser citados : Sérgio Miceli (1945) , José Vicente Tavares dos Santos (1949) , Renato Ortiz (1947) , Gláucia Kruse Villas Bôas (1947) , Ricardo Antunes (1953), Elisa Reis (1946) , Brasílio Sallum Júnior (1946) e Laymert Garcia dos Santos (1948).


A Importância de Reciclar O Alumínio

Atualmente , milhões de toneladas de alumínio são gastas no mundo inteiro para fabricar recipientes ("latas") de refrigeran...